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A mostrar mensagens de janeiro, 2014

QUE É FEITO DAS PLACAS DE HOMENAGEM AOS MORTOS DO TEATRO BAQUET?

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«[...] Como em quase todas as grandes tragédias, houve quem protagonizasse verdadeiros actos de heroísmo.  Júlio, irmão do poeta António Feijó, estava na plateia quando deflagrou o fogo. Conseguiu sair rapidamente do teatro, descobrindo que se perdera dos amigos com quem viera. Entrou na loja fronteira e pediu um archote, para poder regressar ao Baquet quando todas as luzes se tinham já apagado. Como não conseguisse arranjar luz aí, tentou depois convencer um polícia a deixá-lo roubar a lanterna de um trem que passava na rua. E foi munido dela que reentrou (quando já havia gente a saltar pelas janelas do primeiro andar), dirigindo-se calmamente ao buffet e depois à plateia. O tecto desta estava em brasa como o interior de um forno aceso. Atravessou-a, rumando aos camarotes, onde abriu uma porta com ajuda da bengala e libertou várias pessoas presas.  Manuel Garrido Monteiro, estudante da Politécnica particularmente querido pelos colegas, salvou um a um os numerosos fami...

O PORTO DO FOTÓGRAFO BARÃO DE FORRESTER

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Foi, sobretudo, um empresário vinícola, e como tal ainda é conhecido, através do vinho do Porto que ostenta o seu nome na própria embalagem. A partir dos anos 30 do século XIX iniciou o processo de total remodelação do comércio de vinho do Porto. Estudou as doenças típicas da videira nortenha e desenhou minuciosos mapas da região vinícola. Recebeu baronato, dado pelo Rei D. Fernando II (regente em nome do filho, Rei D. Pedro V), em 1855. Joseph James Forrester viria a morrer afogado nas águas do Douro, num naufrágio em S. João da Pesqueira, em 1861. No mesmo barco seguia igualmente D. Antónia Ferreira («A Ferreirinha»), cuja crinolina terá flutuado, trazendo-a à superfície. O corpo de Forrester, que a Imprensa da época dizia andar sempre carregado de moedas de ouro em todos os bolsos, nunca foi recuperado. O que poucos saberão, é ter sido o Barão de Forrester um dos pioneiros da Fotografia em Portugal, e autor de algumas das mais antigas imagens fotográficas que se co...

Quando o Palácio era ... de Cristal

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O interior do belíssimo Palácio de Cristal Portuense, construído entre 1861 e 1865. Multiplicavam-se as gravuras nas publicações periódicas, porque era o orgulho dos portuenses. Tal como os posteriores bilhetes postais ilustrados, não conseguem fazer-lhe justiça. Nem ao seu magnífico interior, concebido para exposições que conferiram ao Porto um cunho industrial e cosmopolita.  Correspondendo a um repto do Rei D. Pedro V, que visitara o congénere londrino, o Palácio de Cristal, desenhado pelo arquitecto inglês Thomas Dillen Jones, seria construído em granito, ferro e vidro, medindo 150 por 72 metros. Sob as suas três naves passeou-se a mais elegante sociedade nortenha. Foi partido à martelada em 1951, para dar lugar a um «pavilhão de desportos» de betão armado.

A LIGAÇÃO DAS MARGENS DO DOURO

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Em 1837, ultrapassadas as grandes convulsões políticas do primeiro quartel do século, o país está pacificado. Portugal começa lentamente a industrializar-se, e o aumento da produção exige um sistema de infra-estruturas de transportes que permita uma eficaz distribuição. A ligação Porto – Lisboa torna-se fundamental nesse novo sistema. Ao contratualizar - neologismo hoje em moda - com a empresa construtora dessa estrada, o Estado inclui nos encargos a construção da desejada ponte sobre o Douro. [.../...] (continua) pequeno excerto do livro PORTO DESAPARECIDO de MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES

D. PEDRO IV na nossa bela estátua equestre

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Ao atribuir, em 1833, o nome de D. Pedro à antiga Praça Nova das Hortas, quis a Câmara orná-la com um monumento em honra do Rei-Soldado. Por isso, solicitou autorização ao Governo para fundir as peças de artilharia deixadas pelo inimigo, assim obtendo o metal necessário. Abriu-se concurso para elaboração do modelo e subscrição pública para obtenção das verbas. O governo autorizou a pretensão. Concorreram vários artistas mas, por falta de dinheiro, a Câmara desistiu do intento. Em 1837, nova tentativa, igualmente falhada. Em 1862, a terceira tentativa, dando razão ao ditado popular, foi coroada de êxito. O dinheiro da subscrição pública continuava a ser escasso, mas a Câmara Municipal, contraindo um empréstimo, decidiu levar em frente o empreendimento. Aberto novo concurso público, foi escolhido o modelo apresentado por Anatole Calmels, artista que em Lisboa, nesse momento, trabalhava no grupo escultórico do Arco da Rua Augusta. O monumento consiste numa estátua equestre, fundida em b...

O que resta do Teatro Baquet. Fotografias: Arquivo Marina Tavares Dias

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« António Pereira Baquet decidiu, praticamente sozinho, em 1857, construir um teatro a que poria o seu nome. Nessa época era proprietário de uma das primeiras lojas de  fato feito  que o Porto conheceu, situada exactamente a meio da Rua de Santo António (hoje Rua 31 de Janeiro). Ao nome de baptismo e ao prosaico apelido Pereira acrescentara ele, por iniciativa própria, o estrangeirado  Baquet , que sempre conferia uma nota de mistério a quem, como ele, conhecera as quatro partidas do mundo. Inspirado pela construção recente do vizinho Teatro-Circo – e igualmente pelos recintos congéneres que conhecera nas suas inúmeras viagens pela Europa –, o comerciante resolveu investir parte da fortuna numa sala de espectáculos, igualmente central, que teria na fachada o apelido eleito. Para tal, encomendou os planos duma fachada  clássica  a Guilherme Correia, professor das Belas-Artes, tendo ele próprio desenhado o interior. Sobre a frontaria seriam colocadas as figuras a...

E o melhor café...

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Lutemos sempre e ainda pela manutenção da BRASILEIRA DO PORTO, inaugurada em 1903 por Adriano Telles. Um dos ex-libris da cidade do Porto. Não aceitemos a surdez, cegueira e assobiar para o lado com que a CMP sempre tratou o património da cidade! Alguma coisa mudou nas últimas eleições. Ou não? Gosta do PORTO DESAPARECIDO©? Do único, do original, do registado PORTO DESAPARECIDO? Do que começa muito antes do Facebook em Portugal, em 2002 e como livro de sucesso? Do de MARINA TAVARES DIAS e de MÁRIO MORAIS MARQUES? Então, convide os seus amigos para o nosso blog. Ajude a travar as várias cópias não autorizadas, trazendo mais «gostos» também para a página oficial do Facebook. Fotografia de Marina Tavares Dias, 2012 Obrigado a todos os que, ao longo dos anos, nos apoiaram e apoiam ainda.

MAIS UM POUCO DA HISTÓRIA DO CONVENTO DE AVÉ-MARIA

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[.../...] Decidiram então as freiras vender as casas do capelão, edifício independente do convento e situado para as bandas da rua do Loureiro. Pouco depois, seriam todas as pratas consideradas dispensáveis ao serviço religioso e, nos dias 5 e 9 de Dezembro de 1836, a cidade toda assiste, à porta do convento, ao leilão das preciosas alfaias. Sem deixar rasto, desaparecem um vaso grande ornado de pedras preciosas, custódias, cálices, salvas, purificadores, caldeiras e hissopes, castiçais, tinteiros e báculos – incluindo o da própria abadessa. Das peças vendidas, apenas é possível, hoje, encontrar rasto da última, presentemente guardada no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. [...] (continua) EM PORTO DESAPARECIDO de MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES O convento naquele que deverá ser  o mais divulgado dos postais ilustrados que o retratam;  editado por volta de 1915,  vários anos aós a sua demolição

AS MAIS ANTIGAS IMAGENS SOBREVIVENTES DA PONTE PÊNSIL

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[.../...] Em simultâneo com Daguerre, desenvolvia em Inglaterra Henry Fox Talbot outro método de fixação [fotográfica] designado calotipo [...]. Expondo, entre dois vidros, um papel recoberto com sais de prata ainda húmido, obtinha imagens em negativo que podiam ser reproduzidas passandos-as, por contacto, a positivo. Usando esse método, fotografou a Ponte Pênsil um inglês radicado no Porto, de nome Frederick William Flower. Graças aos cuidados dos seus descendentes, essas imagens foram preservadas e conservadas em Portugal. EM: PORTO DESAPARECIDO©  Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques.

Imagens enviadas pelos amigos do PORTO DESAPARECIDO © Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques

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Convide os seus amigos para frequentarem o nosso blog. Ajude a travar as várias cópias não autorizadas, trazendo mais «gostos» para a página do Facebook, referida mesmo aqui à direita da página. Aqui ficam, pois, mais imagens enviada pelos amigos da página oficial do PORTO DESAPARECIDO © Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. Postais de vendedeiras do início do século XX,  fotografia do Mercado do Anjo,  Carro de bois em Ramalde  e banhos em Espinho --- (Se o original digitalizado não estiver na posse de quem no-lo sugere,  pedimos, por favor, confirmação da fonte. Obrigado.)

A ABERTURA DA AVENIDA DOS ALIADOS

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EM  PORTO DESAPARECIDO de MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES « Há já alguns anos que pensava a Câmara abrir uma avenida, ligando a Praça de D. Pedro à Trindade. A Avenida da Liberdade em Lisboa era o modelo. Com o entusiasmo que caracteriza os homens do novo Regime, a Câmara Municipal do Porto, sob a presidência de Elísio de Melo, dará início a grandes alterações no centro da cidade.  A desejada Avenida vai ser aberta segundo projecto do inglês Barry Parker, sacrificando-se para isso os dois edifícios onde funcionavam os serviços camarários. Demolição que começa no dia 1 de Fevereiro de 1916. Pouco depois, iniciar-se-á a construção do novo edifício dos Paços do Concelho, com que se pretende ocultar a fachada da Igreja da Trindade, que o projectista não considera digna de rematar a nova Avenida.  O Arquitecto Marques da Silva desenha os edifícios da Companhia A Nacional e do Banco Inglês que, simetricamente a Poente e Nascente, marcam de forma ...

O Pasmatório dos Lóios ou «O Real Clube dos Encostados»

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« [...] No edifício das Cardosas instalar-se-iam casas de modas, alfaiatarias, camisarias, bancos e – à esquina com o Largo dos Loios – a célebre Livraria Moré gerida por José Gomes Monteiro, amigo de Camilo e seu editor. Foi durante bastante tempo a melhor da cidade, tanto "pela sua armação de madeira polida e estantes envidraçadas" (1) como pelo bom fornecimento de livros e frequência de clientes. Até que uma outra, a livraria Chardron, levou os clientes para o topo da Rua das Carmelitas. » «No edifício dos Congregados estabeleceram-se cafés, relojoarias, e tabacarias. Para a história ficou a memória de cafés como o Guichard, o Suisso, o Central, o Camanho e o Porto-Clube. Famosas foram as relojoarias de Geremy Girod e Germano Courrege. De frequência particularmente selecta, destacou-se a Ourivesaria Silveira. Nesse mesmo quarteirão permaneceu, durante alguns anos, a tabacaria Arnaldo Soares, editora de uma longa e valiosa série de postais ilustrados, e a ca...

A BRASILEIRA DE NOVO EM RISCO? DÁ PARA ACREDITAR?

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Azulejos do antigo Restaurante  da Brasileira do Porto. Existente como anexo do Café, fundado em 1903, este restaurante «vintage»  anos 50 - com entrada pelo Bonjardim -  existiu entre 1959 e 2001. No primeiro e segundo andares, ficava a Pensão S. João.       FOTOGRAFIA  ©ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS  2002. Demolido em 2001, reconvertido em parte do Caffè di Roma e nas cozinhas da «nova» Brasileira, inaugurada pouco depois e também já encerrada. Que destino, agora, para este prédio, que encerra uma das histórias mais importantes do comércio portuense? A quem passa pela cabeça transformar o piso térreo d' A Brasileira em átrio de hotel? Lutemos sempre e ainda pela manutenção da BRASILEIRA DO PORTO, inaugurada em 1903 por Adriano Telles. Um dos ex-libris da cidade do Porto. Não aceitemos a surdez, cegueira e assobiar para o lado com que a CMP sempre tratou o património da cidade! Alguma coisa mudou nas últimas eleições. Ou n...

O PORTO COMO METAFÍSICA...

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Uma magnífica frase de MARINA TAVARES DIAS , do capítulo  O TEATRO BAQUET ,  do livro  PORTO DESAPARECIDO escolhida pelo maior site  de citações do mundo: Meetville.

ADRIANO TELLES E O CAFÉ DO BRASIL

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por Marina Tavares Dias "Qualquer empresário oitocentista gostava de se ver, antes de mais, como um sonhador. Este juízo, agora julgado fora de moda, explica ainda o fascínio que sobre a opinião pública exercem figuras como Bell, Ford ou Boing, para referir apenas exemplos célebres. [.../...]" "[.../...] Que o café brasileiro era «forte demais», «impossível de torrar», «húmido e escamado», Adriano Telles ouviu de tudo, sem perder a crença de que o hábito acabaria por trazer luz ao julgamento apressado dos seus compatriotas. No início do século XX, com fama conquistada nos locais mais inesperados (até papelarias e camisarias lhe vendiam café a grão), repete no Porto o que fez no Brasil: abre loja própria. A firma Telles e Cª, destinada à venda do café de Minas Gerais, terá como sócios o comerciante portuense Félix de Mello e o farmacêutico Cândido Alves. A loja, inaugurada a 4 de Maio de 1903 na Rua Sá da Bandeira, número 71, chamar-se-á de novo A Brasileira." ...

A AVENIDA ERA VERDE

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Gosta do PORTO DESAPARECIDO©?  Do único, do original, do registado PORTO DESAPARECIDO?  Do que começa muito antes do Facebook em Portugal, em 2002 e como livro de sucesso?  Do de MARINA TAVARES DIAS e de MARIO MORAIS MARQUES? Então, convide os seus amigos para frequentarem o nosso blog. Ajude a travar as várias cópias não autorizadas, trazendo mais «gostos» para a página do Facebook: https://www.facebook.com/livroportodesaparecido Aqui está mais uma imagem enviada pelos amigos da página oficial do PORTO DESAPARECIDO © Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques.  Por favor partilhem com os vossos amigos. Postal ilustrado da década de 1960. Avenida dos Aliados VERDE. Pensamos que 99,9% dos portuenses preferiam a avenida antes de ela ser «petrificada». Mas os lobbies falam sempre mais alto ...

AS FLORES DE PAZ DOS REIS

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Imagens enviadas pelos amigos do blog e da página oficial do PORTO DESAPARECIDO © Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques . Por favor partilhem com os vossos amigos. Obrigado. A loja Flora Portuense, na Praça da Liberdade (mais ou menos onde depois foram construídos os «prédios das confeitarias»). Pertencia ao pioneiro do animatógrafo em Portugal, Aurélio da Paz dos Reis . Negativo do mesmo autor, hoje depositado no Centro Português de Fotografia. Em breve voltaremos ao tema de Paz dos Reis como fotógrafo portuense.

COM OU SEM O BOLO REI...

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FELIZ ANO DE 2014 A TODOS OS SEGUIDORES DA NOSSA PÁGINA Sugestão  de decisão  de AnoNovo:  https://www.facebook.com/livroportodesaparecido Gosta do PORTO DESAPARECIDO? Do único, do original, do registado PORTO DESAPARECIDO? Do que começa muito antes do Facebook em Portugal, em 2002 e como livro de sucesso? Do de MARINA TAVARES DIAS e de MARIO MORAIS MARQUES? Então, caso use esta rede social, convide os seus amigos do Facebook. Ajude a travar as várias cópias não autorizadas, trazendo mais «gostos» para a página do PORTO DESAPARECIDO© . Imagens enviadas pelos amigos da página oficial do PORTO DESAPARECIDO© Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. Por favor partilhem com os vossos amigos. Obrigado. (anúncio de 1910, Guimarães)