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A mostrar mensagens de maio, 2026

CAFÉ PALLADIUM

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O Café Palladium abriu portas no Porto a 4 de Novembro de 1940, instalado no monumental edifício dos antigos Grandes Armazéns Nascimento, na esquina da Rua de Santa Catarina com a Rua de Passos Manuel. O imóvel fora projectado décadas antes pelo arquitecto Marques da Silva, num processo iniciado em 1914, mas só concluído em 1926. Em plena época dourada dos grandes cafés urbanos, o Palladium surgiu como símbolo de modernidade e luxo: decoração Art Déco desenhada por Mário de Abreu, grandes espelhos, mármores, iluminação indirecta, restaurante, salão de chá, salas de bilhar e snooker, espaços de jogo e até um cabaret no último piso com entrada própria. Tornou-se rapidamente um dos centros da vida nocturna portuense, frequentado por comerciantes, jornalistas, artistas e boémios, numa atmosfera cosmopolita inspirada nos cafés parisienses. O Diário de Lisboa destacava mesmo algumas modernidades raras para a época, como mesas com ligação telefónica e sistemas de altifalantes internos. O Pall...

CAFÉ GICHARD

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 O célebre Café Guichard foi um dos mais importantes e elegantes cafés do Porto oitocentista, situado na então Praça de D. Pedro — actual Praça da Liberdade — no coração político e mundano da cidade. O estabelecimento foi fundado em 1843 pelo francês Jean Baptiste Guichard, numa época em que os cafés começavam a transformar-se em verdadeiros centros da vida urbana burguesa. Inicialmente conhecido como “Café Francês”, cedo passou a adoptar o apelido do proprietário. Dstinguia-se pelo luxo pouco habitual para a época: salas amplas, espelhos, mármores, candeeiros a gás e uma decoração inspirada nos cafés parisienses Frequentavam-no comerciantes ricos, jornalistas, políticos, estudantes, etc. Camillo Castello Branco ia para o café sobretudo a partir de 1848, integrado nas tertúlias dos chamados “Leões”, célebre grupo de boémios do Porto romântico. Deixou uma descrição mordaz do ambiente do estabelecimento, escrevendo: “O Café Guichard, a que eu chamaria colmeia onde se emelavam doces f...