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A mostrar mensagens de abril, 2014

OS MELHORS LIVROS DE CADA CIDADE...

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«Alguns livros são portas para cidades. Alguns livros são portas que prolongam as cidades para lá da temporalidade, para além da topografia, para longe da desatenção. Alguns livros são as únicas portas de acesso às cidades pelo lado da alma. Alguns livros valem dias de passeio pelas cidades, anos de vida nas cidades.» MARINA TAVARES DIAS A célebre Académica, uma das mais estimadas livrarias-alfarrabista do Porto, Fotografia de Marina Tavares Dias, 2013

A GRANJA ELEGANTE

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Esteve para o Porto como Cascais estava para a Lisboa do início do século XX. Com o seu clube, o seu casino, as visitas da família real a banhos, as casinhas harmónicas e semelhantes, os palacetes novos inspirados em praias francesas. E um sossego próprio de quem recolhe cedo, e fica a tocar um vago piano, que se escuta abafadamente, lá ao longe na praia, onde o amanhecer promete mais um dia radioso em sol e gargalhadas. Hoje, a Granja oscila entre o tesouro perdido e o território potencialmente especulativo. Alguma coisa da antiga magia se foi. Algo dela ficou ainda. Estação ferroviária da Granja  no início do século XX  (postal ilustrado de Alberto Ferreira)

BRASILEIRA: QUE FUTURO?

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Lutemos sempre e ainda pela manutenção da  BRASILEIRA DO PORTO,  inaugurada em 1903 por Adriano Telles. Um dos ex-libris da cidade. Não aceitemos a surdez, cegueira e assobiar para o lado com que a CMP sempre tratou o património! Alguma coisa mudou nas últimas eleições. Ou não? Gosta do PORTO DESAPARECIDO©? Do único, do original, do registado PORTO DESAPARECIDO? Do que começa muito antes do Facebook em Portugal, em 2002 e como livro de sucesso? Do de MARINA TAVARES DIAS e de MÁRIO MORAIS MARQUES? Então, convide os seus amigos para o nosso blog. Ajude a travar as várias cópias não autorizadas, trazendo mais «gostos» também para a página oficial do Facebook que vai decerto gostar de ler: https://pt-pt.facebook.com/livroportodesaparecido
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PORTO DESAPARECIDO é um livro de MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES (copyright 2002) «[...] A desejada Avenida [dos Aliados] vai ser aberta segundo projecto do inglês Barry Parker, sacrificando-se para isso os dois edifícios onde funcionavam os serviços camarários. Demolição que começa no dia 1 de Fevereiro de 1916.  Pouco depois, iniciar-se-á a construção do novo edifício dos Paços do Concelho, com que se pretende ocultar a fachada da Igreja da Trindade, que o projectista não considera digna de rematar a nova artéria. O Arquitecto Marques da Silva desenha os edifícios da Companhia A Nacional e do Banco Inglês que, simetricamente, a Poente e Nascente, marcam de forma ténue a separação dos dois espaços urbanos [...]» (continua) Excerto do capítulo A PRAÇA NOVA

Os deuses vandalizados

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Pormenor recortado do catálogo da Fábrica das Devezas (Vila Nova de Gaia) em 1910. Nos últimos dois anos, a vandalização da fábrica, tendo em vista uma impossbilidade de recuperação, faz adivinhar o pouco que dela restará para testemunho futuro. PORTO DESAPARECIDO de MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES

Tapetes verdes ao cair da tarde...

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eram os canteiros da Avenida dos Aliados, na altura do dia em que a cidade se animava com as luzes dos 'néons' e as tertúlias nos inúmeros cafés. Hoje, cinzentona e cheia de dependências bancárias encerradas às 3 da tarde, a Avenida vai morrendo... PORTO DESAPARECIDO   de MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES capítulo A Praça Nova ilustração: postal ilustrado 'Portugal Turístico' (s/d)

DEVEZAS, com um 'Z'. Desespero, com um 'S'

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Pormenor recortado da capa do catálogo da Fábrica das Devezas (Gaia) em 1910. Hoje em ruínas, foi a mais importante unidade do género entre as inúmeras que se implantaram na zona. As fábricas de cerâmica de Vila Nova de Gaia (ou do Porto, como inicialmente as designavam por divisão administrativa oitocentista) eram um dos tesouros industriais do Norte de Portugal. A sua agonia e morte simbolizam muita coisa, de que, necessariamente, voltaremos a «falar». Foto: ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS

A Noiva e A Tentadora

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Imagens enviadas pelos amigos da página oficial do PORTO DESAPARECIDO © Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. Por favor partilhem no vosso mural e com os vossos amigos. Obrigado a todos. Recepção ao Rei D. Manuel II na Rua dos Clérigos, 1909. Reparem na carruagem de 'carro americano' cujo pormenor se vê à direita. Aqui já estava provavelmente transformada em carro eléctrico. Reparem que «A Tentadora» está apenas duas portas acima d'«A Noiva» Fotografia de Joshua Benoliel, prova digital, a partir de negativo depositado na Torre do Tombo. 

MATOSINHOS NO ADVENTO DA CARTOFILIA A CORES

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PORTO DESAPARECIDO © de Marina Tavares Dias e  Mário Morais Marques. Continuamos a divulgar os postais digitalizados e enviados pelos Amigos do Porto Desaparecido © Original. Obrigado e bem-hajam!  Matosinhos. A faina das redes na década de 1970 Matosinhos. Rua Brito Capelo na década de 1920

O 'PORTO DA PRAÇA NOVA'

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Na praça de terra batida realizavam-se as paradas militares dos regimentos da cidade e várias feiras semanais, como a da erva, a da palha, a da madeira ou a do carvão. Prestes a comemorar o centenário do local, instala-se a Câmara num dos palacetes situados a Norte. A coroar esse edifício é colocada uma estátua de granito que, representando um guerreiro com escudo e lança na mão, pretende simbolizar a cidade do Porto. E assim, a estátua (ficando conhecida como "O Porto da Praça Nova") irá vigiando tudo de cima do seu pedestal, presidindo ao ciclo seguinte. Durante cem anos permanecerá neste lugar, sendo apeada em 1916.   MARINA TAVARES DIAS MÁRIO MORAIS MARQUES --- EXCERTO do muito  citado (e copiado) capítulo A PRAÇA NOVA (ver legenda e atribuição no livro)

O NOSSO AMADO CAFÉ «PIOLHO»

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Outro café famoso sobrevive é o Âncora d'Ouro, mais conhecido de todos os portuenses como «O Piolho». Figurando num almanaque de 1883, será provavelmente o mais antigo da cidade ainda em funcionamento, logo seguido do Café Progresso. A passagem das instalações universitárias para outras zonas menos centrais está a despovoá-lo, mas as lápides dispersas nas paredes testemunham bem o que ele representou para várias gerações de estudantes. [...] No Largo do Moinho de Vento sobrevive o café Progresso. Nos tempos da Politécnica era este estabelecimento conhecido como o café dos Professores, enquanto o Piolho era o dos estudantes. Escapou à moda das renovações que os outros sofreram nos anos 30 e mantém as características dos velhos botequins. MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES em PORTO DESAPARECIDO (2002) Fotografia: Marina Tavares Dias

Quanto a verde... «E Tudo o Vento Levou»

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PORTO DESAPARECIDO ©   Marina Tavares Dias  e Mário Morais Marques OS POSTAIS do PORTO  NO ADVENTO DA CARTOFILIA A CORES Continuamos a divulgar os postais digitalizados e enviados pelos Amigos do Porto Desaparecido © Original. Obrigado e bem-hajam!

'Camilianando'... caminhando

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PORTO DESAPARECIDO©  Marina Tavares Dias  e Mário Morais Marques.  A gravura que Alberto Pimentel inseriu em “O Romance do Romancista”, e que aqui deixámos em «post» alusivo, é a única imagem conhecida do Café Guichard . Embora posterior ao seu encerramento, coincide com as descrições escritas que os  frequentadores nos deixaram. Desses frequentadores, o mais famoso, foi sem dúvida Camilo Castelo Branco que assiduamente ali parava na sua juventude, reunindo tertúlia que raramente passava despercebida. Dessa vivência deixou-nos o escritor o testemunho, espalhado por várias páginas dos seus livros.

UMA DESCOBERTA DAS INVESTIGAÇÕES DO PORTO DESAPARECIDO

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DURANTE AS INVESTIGAÇÕES PARA O CAPÍTULO  SOBRE OS CAFÉS DO PORTO, MARINA TAVARES DIAS E MÁRIO MORAIS MARQUES RECUPERARAM A QUE DEVERÁ SER A MAIS ANTIGA REFERÊNCIA A CAFÉ NA CIDADE DO PORTO. O TEXTO É UMA DELÍCIA, E MERECE LEITURA. "Assim escrevia, em 1786, o abade de Jazente, Paulino António Cabral de Vasconcelos, que como poeta satírico e galanteador de damas passou à história. O Abade gozava a vida, frequentava as festas dos salões portuenses e escrevia sonetos. O café, bebida exótica e cara era, com toda a certeza, servido nesses lugares, envolto em rituais de luxo e divertimento. Embora no ano de 1786 o Café Martinho da Arcada fosse novidade em Lisboa, não existem notícias de qualquer estabelecimento de venda exclusiva desta bebida na cidade do Porto, em finais do século XVIII. Se algum desses lugares existiu e o abade - poeta o frequentava, provavelmente nunca o saberemos. "