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OS ARMAZÉNS HERMÍNIOS

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No local reduzido a escombros na noite de 20 de Março de 1888, após incêndio trágico do Teatro Baquet, foi em seguida construído o edificio com frente para duas ruas - Sá da Bandeira e 31 de Janeiro (Rua de Santo António) - que se mostra nestas imagens do livro PORTO DESAPARECIDO de MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES. Aqui se instalaram os Armazéns Herminios, igualmente célebres na história da cidade. Na segunda metade do século XX, as coisas pioraram um bom bocado: com frente para rua de 31 de Janeiro constuiu-se um desinteressante edificio para a Caixa Geral de Depósitos; na frente para a de Sá de Bandeira funciona hoje, após obras de adaptação, um hotel chamado... Teatro. 

QUE É FEITO DAS PLACAS DE HOMENAGEM AOS MORTOS DO TEATRO BAQUET?

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«[...] Como em quase todas as grandes tragédias, houve quem protagonizasse verdadeiros actos de heroísmo.  Júlio, irmão do poeta António Feijó, estava na plateia quando deflagrou o fogo. Conseguiu sair rapidamente do teatro, descobrindo que se perdera dos amigos com quem viera. Entrou na loja fronteira e pediu um archote, para poder regressar ao Baquet quando todas as luzes se tinham já apagado. Como não conseguisse arranjar luz aí, tentou depois convencer um polícia a deixá-lo roubar a lanterna de um trem que passava na rua. E foi munido dela que reentrou (quando já havia gente a saltar pelas janelas do primeiro andar), dirigindo-se calmamente ao buffet e depois à plateia. O tecto desta estava em brasa como o interior de um forno aceso. Atravessou-a, rumando aos camarotes, onde abriu uma porta com ajuda da bengala e libertou várias pessoas presas.  Manuel Garrido Monteiro, estudante da Politécnica particularmente querido pelos colegas, salvou um a um os numerosos fami...

O que resta do Teatro Baquet. Fotografias: Arquivo Marina Tavares Dias

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« António Pereira Baquet decidiu, praticamente sozinho, em 1857, construir um teatro a que poria o seu nome. Nessa época era proprietário de uma das primeiras lojas de  fato feito  que o Porto conheceu, situada exactamente a meio da Rua de Santo António (hoje Rua 31 de Janeiro). Ao nome de baptismo e ao prosaico apelido Pereira acrescentara ele, por iniciativa própria, o estrangeirado  Baquet , que sempre conferia uma nota de mistério a quem, como ele, conhecera as quatro partidas do mundo. Inspirado pela construção recente do vizinho Teatro-Circo – e igualmente pelos recintos congéneres que conhecera nas suas inúmeras viagens pela Europa –, o comerciante resolveu investir parte da fortuna numa sala de espectáculos, igualmente central, que teria na fachada o apelido eleito. Para tal, encomendou os planos duma fachada  clássica  a Guilherme Correia, professor das Belas-Artes, tendo ele próprio desenhado o interior. Sobre a frontaria seriam colocadas as figuras a...

O PORTO COMO METAFÍSICA...

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Uma magnífica frase de MARINA TAVARES DIAS , do capítulo  O TEATRO BAQUET ,  do livro  PORTO DESAPARECIDO escolhida pelo maior site  de citações do mundo: Meetville.

O INCÊNDIO DO TEATRO BAQUET

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Em PORTO DESAPARECIDO, de Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques (2001)  «Embora o sol tivesse brilhado durante o dia, o estio não parecia para breve, naquela noite de Março de 1888. O vento soprava veloz à entrada da Rua de Santo António e os  transeuntes, com abafos de Inverno, rumavam quase todos para o mesmo destino: a fachada iluminada do Teatro Baquet, cujo cartaz prometia espectáculo duplo, até depois da meia-noite, em homenagem ao actor Firmino.» (excerto do capítulo)

A TRAGÉDIA DO TEATRO BAQUET

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«A história do incêndio do Teatro Baquet, passada de avós a netos em registo de 'quem conta um conto acrescenta um  ponto', marcou o imaginário de muitas crianças nascidas muitas décadas após a noite de 20 de Março de 1888. Ouvi- -a da boca do meu avô materno ainda antes de fazer quatro anos.»   Início do capítulo  O TEATRO BAQUET  em PORTO DESAPARECIDO   de Marina Tavares Dias   e Mário Morais Marques .

OS ARMAZÉNS HERMÍNIOS

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OS ARMAZÉNS HERMÍNIOS sucederam ao Teatro Baquet , após o terrível incêndio deste último. Durante década, ocuparam o mesmo local, com fachadas sobre as ruas de Santo António e Sá da Bandeira. Este cartaz da estação de Inverno de 1917-1918 é um original do ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS , inédito e publicado a página inteira no capítulo O TEATRO BAQUET do livro PORTO DESAPARECIDO .

Porto Desaparecido

EM BREVE Porto Desaparecido DE     Marina Tavares Dias   e Mário Marques Porto Desaparecido é um projecto que pretende levar a história do Porto até ao grande público, através de um livro divulgador dos principais temas que constituem o passado e o imaginário da cidade. Subdividido em capítulos distintos, o tema central abarca assuntos ainda hoje tão referenciais na memória da cidade como A Brasileira e outros ca fés do Porto ou as velhas pontes sobre o Douro. De modo pioneiro naquilo que à historiografia do Porto diz respeito, Porto Desaparecido acompanha cada texto com um levantamento iconográfico exaustivo, atravessando várias épocas e as obras de vários fotógrafos, pintores e ilustradores que, ao longo de décadas e décadas, fizeram a herança fotográfica da cidade. Obra inédita entre os muitos livros já publicados sobre a capital do Norte, não se limita a historiar ou a ilustrar temas, reunindo antes estas duas vertentes numa só, e sistemati...