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A mostrar mensagens de julho, 2014

A RUA DE SANTO ANTÓNIO, ainda uma vez...

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Todos os dias recebemos, por mensagem, inúmeros postais do Porto e de Vila Nova de Gaia. Alguns de editores pioneiros como Alberto Ferreira, Arnaldo Soares ou «Estrela Vermelha». Aqui deixamos mais alguns para os nossos leitores. Neste caso, a Rua de Santo António, cujo topónimo já alternou 2 vezes com o de Rua 31 de Janeiro.

Primeiras Fotografias do Porto

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Rua Infante D. Henrique em meados do século XIX, antes da abertura da Praça homónima. Prova fotográfica de Joseph James Forrester (Barão de Forrester), pertencente a uma colecção holandesa. No ângulo de visão, o futuro acesso ao túnel da Ribeira. Fora dele, a já existente Igreja de S. Francisco (à esquerda, por trás do tripé do fotógrafo). Os longos tempos de exposição não permitiam, neste tempo, detectar a maior parte dos objectos em movimento em plena rua.

Primeiras fotografias do Porto

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Praça Nova (da Liberdade). Passeio das Cardosas, então ainda conhecido exclusivamente por Pasmatório dos Lóios. Este edifício que, na realidade, correspondia a vários corpos edificados e geminados, nunca foi  um palácio, como agora se inventou, para melhor servir os interesses de um hotel de luxo ali instalado, após demolição total do quarteirão, com excepção da fachada principal. Passeio das Cardosas, por ser o passeio de peões do lado da casa das ditas Cardosas. Jamais «palácio» ou «palacete», ou mesmo «quarteirão das Cardosas». A designação popular evoluiu para «Passeio das Cardosas» porque ali paravam - no passeio fronteiro, os convivas da Praça Nova. Mas a tradição ainda conhece o local por Pasmatório dos Lóios, por causa do convento homónimo. (Papel salgado, s/i, s/d; entre 1855 e 1865, AMP).

Primeiras fotografias do Porto

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Primeiras fotografias do Porto.  Rua das Flores por H. Owen ,  (década de 1850) Papel salgado: Primeiras fotografias do Porto. Capela do Bom Sucesso  por Frederick William Flower   (década de 1850; local onde hoje está o  centro comercial do mesmo nome). Calótipo. Segundo a tradição entre historiadores da Fotografia em Portugal, a segunda câmara (cujo tripé se pode ver quase ao centro da imagem) pertenceria ao barão de Forrester, também ele fotógrafo:

Primeiras fotografias do Porto

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Primeiras fotografias do Porto.  A Ponte Pênsil.  Calótipo de Frederick William Flower.   A Ribeira por Carlos Relvas, c. 1865.

Grandes Armazéns Hermínios

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Os desaparecidos Grandes Armazéns Hermínios abriram ao público no dia de Julho de 1893, nas ruas Sá da Bandeira e Santo António (31 de Janeiro).

O PALÁCIO DE CRISTAL CAMILIANO

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N'este anno da graça de 1871, fui eu a um baile de mascaras ao Palácio de Cristal. O tedio da minha alma, n'aquelle estridulo vo­zear de gentio esfalfado a fingir que a vinolencia era graça portugueza, só póde comparar-se a uma dôr ingente de callos. A's dez horas levantei-me para sair, e tornei a sentar-me obrigado por coisa maravilhosa. E' que Álvaro de Aboim passava dando o braço a uma mu­lher de dominó, a qual pisava com feiticeiro do­naire e se bamboava de quadris com requebradas inflexões. Camilo Castelo Branco

CAFÉ IMPERIAL

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O seu interior é dominado por um grande vitral alusivo ao cultivo, transporte, transformação e consumo do café. À entrada, do lado direito, foi colocado um local para venda de jornais; do lado esquerdo, um local de venda de café a peso. Ao fundo, à direita, o bar com tecto de cristal  - que virá a ser conhecido popularmente como 'sacristia' e utilizado como local de tertúlia. Aqui se reuniram Óscar Lopes e seu pai Armando Leça, João Gaspar Simões e outros. PORTO DESAPARECIDO de  MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUE S (capítulo sobre os cafés)
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CAFÉS DA PRAÇA GUICHARD «[...] Poucos anos depois, um outro café abriria na Praça de D. Pedro, no edifício que fora dos frades dos Congregados, duas portas adiante da esquina que torneja para o templo. Feio lhe chamaram, de mau gosto o apelidaram e, no entanto, esse café, o Guichard foi, e talvez continue a ser, o café mais famoso da cidade do Porto. A seu respeito profetizou Júlio Dinis: "...há de merecer uma menção honrosa na história da literatura portuense". Na realidade, por aí passaram quase todos os nomes da geração de escritores românticos do Porto. Camilo é o mais conhecido,  e os seus primeiros anos de permanência na cidade do Porto confundem-se com peripécias e aventuras centradas neste famoso botequim.  Em Serões de S. Miguel de Seide , numa das inúmeras referências que deixou a propósito do Guichard e de um dos seus frequentadores, Camilo escreve: "Em 1849 era João Roberto de Araujo Taveira um dos mais galhofeiros e satiricos rapases da phalange do...

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Ainda o Desaparecido Mundo das lojas para crianças

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Novo Bazar de Paris, na Rua Sá da Bandeira. Por volta de 1900, também os especialistas em roupa infantil se multiplicavam pela Baixa e por todas as ruas mais animadas do Porto. Anúncios em depósito no ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS.