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A mostrar mensagens de junho, 2014

O PORTO NO TEMPO DOS BRINQUEDOS

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O célebre Bazar dos 3 Vinténs, na Rua da Cedofeita.  Por volta de 1900, eram inúmeras as lojas especializadas na venda de brinquedos, no centro do Porto. A evocação de Paris e de outras cidades estrangeiras, de onde as mercadorias chegavam, parecia quase inevitável, pois associava jogos e bonecas ao fabrico francês, então em voga entre as classes privilegiadas.  Uma boneca de 'biscuit' valia mais que um mês salário da maior parte dos portuenses de então. As lojas de brinquedos do Porto desapareceram totalmente. Em 2014, os brinquedos são comparativamente baratos - mas compram-se nos supermercados e nos centros comerciais. A cidade ficou mais pobre. Anúncio pertencente ao ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS.

As idades da Praça da Liberdade

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PORTO DESAPARECIDO de MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES [...] Quando, em 1721, a Câmara inicia o arranjo do local, outro ciclo principia. A Praça toma forma rectangular, a muralha é demolida, começa a construção do grande edifício situado no actual Passeio das Cardosas. Dois bonitos palacetes aparecem no limite Norte, vários outros edifícios se erguem do lado poente [.../...]. Na praça de terra batida realizavam-se as paradas militares dos regimentos da cidade e várias feiras semanais, como a da erva, a da palha, a da madeira ou a do carvão. Prestes a comemorar o centenário do local, instala-se a Câmara num dos palacetes situados a Norte. A coroar esse edifício é colocada uma estátua de granito que, representando um guerreiro com escudo e lança na mão, pretende simbolizar a cidade do Porto . [continua no livro]

Banheiros da Foz do Douro

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[...] Depois, havia os banheiros, louvados por gerações de escritores que, enfermiços, lhes deviam os primeiros benhos de mar, literalmente levados em braços para o meio das ondas quando ainda mal sabiam falar. Aqui neste postal, muitíssimo ampliado a partir da fototipia original, vemos os mesmos banheiros a ajudar o banho das meninas vestidas de castorina. O aspecto dos banheiros de 1900 não diferia muito da indumentária usada pelos bombeiros, tal era o peso dos fatos de oleado preto. [.../...] (continua) MARINA TAVARES DIAS

E ainda a banhos...

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A banhos na Foz do Douro. Os miúdos da zona baixa do Porto, que Manoel de Oliveira haveria de homenagear em «Aniki-Bobó». Bilhete postal ilustrado (raro), edição Estrela Vermelha, c. 1906. (Arquivo Marina Tavares Dias)

Uma fonte em bolandas

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«Onde a água e os mechericos correm, no Porto». Assim é a legenda com que foi publicada em Inglaterra, em 1910, esta fotografia da fonte do Mercado Ferreira Borges. Hoje, poderemos vê-la já não ali, mas nos jardins do Palácio de Cristal. As figuras de bronze são das fundições artísticas francesas do século XIX.

O Porto dos Fenianos

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Desfile de Carnaval de 1905, organizado pelo Clube Os Fenianos. O carro triunfal tem a figura do Porto, tal como estava na platibanda do antigo edifício da Câmara Municipal, demolido para abertura da Avenida dos Aliados.  PORTO DESAPARECIDO  de MARINA TAVARES DIAS   e MÁRIO MORAIS MARQUES .  Exemplos da colecção de postais editada  em 1905 por Alberto Ferreira. Esta série de bilhetes postais ilustrados  é bastante mais rara que a sua congénere editada pelo próprio clube.

Antes da Avenida

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Rua de D. Pedro, por trás do antigo edificio da Câmara Muncicipal, antes da abertura da Avenida dos Aliados. O edificio da esquina, à direita, sobreviveu. Alberga o Café Embaixador , na Rua de Sampaio Bruno. Colaram-lhe, tapando a fachada que se vê na imagem, outro prédio, onde até há pouco tempo esteve um banco - e que faz hoje a esquina com a Avenida dos Aliados. À esquerda, era mesmo a Câmara Municipal. Demolida foi, ao desaparecer esta rua, também a casa que sobressai ao centro da imagem. Nos pisos superiores era o Hotel Francfort. Cá em baixo, o Café Chaves. Postal ilustrado topográfico em fototipia. Edição Alberto Ferreira, c. 1904.

PRIMEIRO DE MAIO, 1900

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As comemorações do 1.º de Maio de 1900 integraram um cortejo alegórico que se formou na actual Praça da República, passou por varias ruas do Porto e foi a Gaia, ao pé da Serra do Pilar, onde houve um comicio. Abria o cortejo um carro alegórico dedicado ao trabalho, onde se liam algumas inscrições, como: “A educação deve ter por base a ciencia e não a fé”, “O trabalho é a fonte de todas as riquezas”, “Nem deveres sem direitos, nem direitos sem deveres”, “A união faz a força”. E à frente do carro, emoldurado por um trofeu de bandeiras e festões de verdura, o retrato de Karl Marx ,apontando para um livro onde se lia “Proletários de todo o mundo, uni-vos!” PORTO DESAPARECIDO©  Marina Tavares Dias  e Mário Morais Marques.
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Peças do ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS. Os bilhetes postais ilustrados. A explicação sobre muitas destas peças, assim como a história dos lugares, estão nos inúmeros livros de  Marina Tavares Dias. Edição de Paulo Guedes, fototipia, c. 1906. Vendedeiras de Mexilhão na rua, em Moledo do Minho.

As peças do ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS: os 'cabinet cards'

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Thomaz Ribeiro e Mendonça Cortez , professores da Universidade de Coimbra. «Cabinet Card» sem identificação do fotógrafo (c. 1880). Curioso porque tirado «fora de portas» e com poses e vestimentas informais.  João José de Mendonça Cortez foi Par do Reino, professor catedrático, historiador e cientista. Nasceu em Olhão a 9 de Janeiro de 1836 e morreu em Paris a 24 de Fevereiro de 1912. Thomaz Ribeiro nasceu em Parada de Gonta, Tondela, a 1 de Julho de 1831 e morreu em Lisboa a 6 de Fevereiro de 1901. Além de poeta e escritor ultra-romântico, foi licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, deputado pelo Partido Regenerador, presidente da Câmara Municipal de Tondela, Par do Reino, ministro da Marinha, ministro das Obras Públicas e governador civil dos distritos de Braga e do Porto .