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A mostrar mensagens de 2014

O TEMPO DAS LOJAS DE BRINQUEDOS

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Bazar dos Três Vinténs, cuja placa de azulejos persiste, recordando as cativantes memórias de Ruben A. em «O Mundo à Minha Procura». Fotografia: ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS, 2013. — em Rua de Cedofeita.  PORTO DESAPARECIDO © Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. 

A demolição do convento

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Destruição da igreja do Convento de Ave-Maria, onde hoje está a Estação de S. Bento. Em PORTO DESAPARECIDO de Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques . Fotografia de Aurélio da Paz dos Reis.

O Rei D. Manuel no Porto. 1909

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Durante a única viagem do último rei de Portugal - D. Manuel II - ao Porto, decorreu a cerimónia de colocação da primeira pedra para o futuro monumento aos mortos da Guerra Peninsular. O fotógrafo Joshua Benoliel esteve na rotunda da Boavista, onde captou os instantâneos que fizeram reportagem na revista Illustração Portugueza .

O Teatro de Camões

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Aqui está o Teatro Camões, que também foi chamado de Teatro Chalet, na esquina da Rua de Camões com a actual de Alferes Malheiro. Coincide com o actual espaço exterior (com frente para a Rua de Camões) da actual estação do metro da Trindade. Mário Morais Marques em https://pt-pt.facebook.com/livroportodesaparecido Fotografia: Feira do Carvão e Teatro de Camões por Emílio Biel

A NOVA AVENIDA

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Praça Nova (da Liberdade) durante as obras para abertura da Avenida dos Aliados, 1916. Capítulo «A Praça Nova», PORTO DESAPARECIDO, livro de Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. 2002.

VALONGO

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Valongo: o edifício do antigo teatro/cinema. A Câmara parece mais interessada em parques de estacionamento, mas esta preciosidade tem de ser salva. O edifício do cinema de Valongo, fotografado hoje: SOS Património ou uma junta de freguesia cega, surda e muda.

Os janotas portuenses e as freiras de S. Bento de Avé-Maria

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É do período que decorre entre os anos de 1834 e 1894 que melhores testemunhos escritos nos chegaram e melhores imagens se recolheram do mosteiro. O número de freiras professas vai diminuindo mas, com recolhidas, educandas, protegidas, meninas de coro e criadas seculares, continua o convento cheio.  A fama e o mistério das «mulheres bonitas escondidas atrás dos muros e passeando-se entre o claustro e o coro» estimula os janotas portuenses. Os que se dedicam à prosa, servem-se do convento como cenário das suas histórias, pontilhadas de heróis – reais ou fictícios – apaixonados pelas caras frescas e rosadas que se vislumbram, de touca, na grade do locutório e às janelas do coro. Imaginam-nos mesmo pulando a cerca, altas horas da noite, iluminados pelo luar e munidos de escadas de corda, para irem ao encontro dos seus amores proibidos. [...] (continua no livro) PORTO DESAPARECIDO de  MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES

O Convento de Avé-Maria no final de Oitocentos

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Em finais do séc. XIX pouco restava do edifício que D. Manuel I mandara erigir. Fora acrescentado e alterado sucessivamente, datando as ultimas construções de último quartel de Setecentos, época em que igreja, coros e claustros substituíram os anteriores, destruídos pelo incêndio de 1783. O edifício era delimitado a sul pela Rua do Loureiro, acabando num extenso pátio lajeado, para onde se abria a porta da igreja e as janelas dos coros; a norte, cercava-o o pano de muralhas que descia da Batalha à Porta dos Carros (para onde davam as janelas do refeitório e dormitórios); a poente, ladeava o largo da Feira de S. Bento (sob as pequenas janelas de cozinhas e fornos); a nascente, limitava-o a vasta cerca, ou pomar, como lhe chamavam as freiras. [.../...] (continua no livro) PORTO DESAPARECIDO de MARINA TAVARES DIAS e  MÁRIO MORAIS MARQUES

A abertura da Avenida dos Aliados

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PORTO DESAPAPRECIDO capítulo sobre a Praça Nova:  Há já alguns anos que pensava a Câmara abrir uma avenida, ligando a Praça de D. Pedro à Trindade. A Avenida da Liberdade em Lisboa era o modelo. Com o entusiasmo que caracteriza os homens do novo Regime, a Câmara Municipal do Porto, sob a presidência de Elísio de Melo, dará início a grandes alterações no centro da cidade. A desejada Avenida vai ser aberta segundo projecto do inglês Barry Parker, sacrificando-se para isso os dois edifícios onde funcionavam os serviços camarários. Demolição que começa no dia 1 de Fevereiro de 1916. Pouco depois, iniciar-se-á a construção do novo edifício dos Paços do Concelho, com que se pretende ocultar a fachada da Igreja da Trindade, que o projectista não considera digna de rematar a nova Avenida. [.../...]

Da Ponte das Barcas à Luiz I

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As pontes que ligaram o Porto a Vila Nova de Gaia estão bem documentadas na cartofilia alusiva ao tema. Seguem-se postais que o atestam, nomeadamente da série «Porto Antigo», editada antes de 1915. Também o célebre editor Alberto Ferreira incluiu a Ponte Pênsil entre os «clichés» escolhidos para publicação. A última imagem foi editada por Paulo Guedes. 

AS VÁRIAS FACES DO BOLHÃO

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Todos os dias recebemos, por mensagem, inúmeros postais do Porto e de Vila Nova de Gaia. Alguns de editores pioneiros como Alberto Ferreira, Arnaldo Soares ou «Estrela Vermelha». Aqui deixamos mais alguns para os nossos leitores. Mercado do Bolhão nas suas diversas fases.

A RUA DE SANTO ANTÓNIO, ainda uma vez...

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Todos os dias recebemos, por mensagem, inúmeros postais do Porto e de Vila Nova de Gaia. Alguns de editores pioneiros como Alberto Ferreira, Arnaldo Soares ou «Estrela Vermelha». Aqui deixamos mais alguns para os nossos leitores. Neste caso, a Rua de Santo António, cujo topónimo já alternou 2 vezes com o de Rua 31 de Janeiro.

Primeiras Fotografias do Porto

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Rua Infante D. Henrique em meados do século XIX, antes da abertura da Praça homónima. Prova fotográfica de Joseph James Forrester (Barão de Forrester), pertencente a uma colecção holandesa. No ângulo de visão, o futuro acesso ao túnel da Ribeira. Fora dele, a já existente Igreja de S. Francisco (à esquerda, por trás do tripé do fotógrafo). Os longos tempos de exposição não permitiam, neste tempo, detectar a maior parte dos objectos em movimento em plena rua.

Primeiras fotografias do Porto

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Praça Nova (da Liberdade). Passeio das Cardosas, então ainda conhecido exclusivamente por Pasmatório dos Lóios. Este edifício que, na realidade, correspondia a vários corpos edificados e geminados, nunca foi  um palácio, como agora se inventou, para melhor servir os interesses de um hotel de luxo ali instalado, após demolição total do quarteirão, com excepção da fachada principal. Passeio das Cardosas, por ser o passeio de peões do lado da casa das ditas Cardosas. Jamais «palácio» ou «palacete», ou mesmo «quarteirão das Cardosas». A designação popular evoluiu para «Passeio das Cardosas» porque ali paravam - no passeio fronteiro, os convivas da Praça Nova. Mas a tradição ainda conhece o local por Pasmatório dos Lóios, por causa do convento homónimo. (Papel salgado, s/i, s/d; entre 1855 e 1865, AMP).

Primeiras fotografias do Porto

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Primeiras fotografias do Porto.  Rua das Flores por H. Owen ,  (década de 1850) Papel salgado: Primeiras fotografias do Porto. Capela do Bom Sucesso  por Frederick William Flower   (década de 1850; local onde hoje está o  centro comercial do mesmo nome). Calótipo. Segundo a tradição entre historiadores da Fotografia em Portugal, a segunda câmara (cujo tripé se pode ver quase ao centro da imagem) pertenceria ao barão de Forrester, também ele fotógrafo:

Primeiras fotografias do Porto

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Primeiras fotografias do Porto.  A Ponte Pênsil.  Calótipo de Frederick William Flower.   A Ribeira por Carlos Relvas, c. 1865.

Grandes Armazéns Hermínios

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Os desaparecidos Grandes Armazéns Hermínios abriram ao público no dia de Julho de 1893, nas ruas Sá da Bandeira e Santo António (31 de Janeiro).

O PALÁCIO DE CRISTAL CAMILIANO

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N'este anno da graça de 1871, fui eu a um baile de mascaras ao Palácio de Cristal. O tedio da minha alma, n'aquelle estridulo vo­zear de gentio esfalfado a fingir que a vinolencia era graça portugueza, só póde comparar-se a uma dôr ingente de callos. A's dez horas levantei-me para sair, e tornei a sentar-me obrigado por coisa maravilhosa. E' que Álvaro de Aboim passava dando o braço a uma mu­lher de dominó, a qual pisava com feiticeiro do­naire e se bamboava de quadris com requebradas inflexões. Camilo Castelo Branco

CAFÉ IMPERIAL

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O seu interior é dominado por um grande vitral alusivo ao cultivo, transporte, transformação e consumo do café. À entrada, do lado direito, foi colocado um local para venda de jornais; do lado esquerdo, um local de venda de café a peso. Ao fundo, à direita, o bar com tecto de cristal  - que virá a ser conhecido popularmente como 'sacristia' e utilizado como local de tertúlia. Aqui se reuniram Óscar Lopes e seu pai Armando Leça, João Gaspar Simões e outros. PORTO DESAPARECIDO de  MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUE S (capítulo sobre os cafés)
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CAFÉS DA PRAÇA GUICHARD «[...] Poucos anos depois, um outro café abriria na Praça de D. Pedro, no edifício que fora dos frades dos Congregados, duas portas adiante da esquina que torneja para o templo. Feio lhe chamaram, de mau gosto o apelidaram e, no entanto, esse café, o Guichard foi, e talvez continue a ser, o café mais famoso da cidade do Porto. A seu respeito profetizou Júlio Dinis: "...há de merecer uma menção honrosa na história da literatura portuense". Na realidade, por aí passaram quase todos os nomes da geração de escritores românticos do Porto. Camilo é o mais conhecido,  e os seus primeiros anos de permanência na cidade do Porto confundem-se com peripécias e aventuras centradas neste famoso botequim.  Em Serões de S. Miguel de Seide , numa das inúmeras referências que deixou a propósito do Guichard e de um dos seus frequentadores, Camilo escreve: "Em 1849 era João Roberto de Araujo Taveira um dos mais galhofeiros e satiricos rapases da phalange do...

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https://pt-pt.facebook.com/livroportodesaparecido https://pt-pt.facebook.com/livroportodesaparecido Esta é a nossa página no Facebbok. Se gosta do PORTO DESAPARECIDO original, do livro de MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES, siga o link e dê-nos a sua preferência. Na zona da página que indicamos com um oval, pode convidar os seus amigos para também «GOSTAREM» da página que ali mantemos. OBRIGADO A TODOS OS NOSSOS FANTÁSTICOS LEITORES.

Ainda o Desaparecido Mundo das lojas para crianças

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Novo Bazar de Paris, na Rua Sá da Bandeira. Por volta de 1900, também os especialistas em roupa infantil se multiplicavam pela Baixa e por todas as ruas mais animadas do Porto. Anúncios em depósito no ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS.

O PORTO NO TEMPO DOS BRINQUEDOS

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O célebre Bazar dos 3 Vinténs, na Rua da Cedofeita.  Por volta de 1900, eram inúmeras as lojas especializadas na venda de brinquedos, no centro do Porto. A evocação de Paris e de outras cidades estrangeiras, de onde as mercadorias chegavam, parecia quase inevitável, pois associava jogos e bonecas ao fabrico francês, então em voga entre as classes privilegiadas.  Uma boneca de 'biscuit' valia mais que um mês salário da maior parte dos portuenses de então. As lojas de brinquedos do Porto desapareceram totalmente. Em 2014, os brinquedos são comparativamente baratos - mas compram-se nos supermercados e nos centros comerciais. A cidade ficou mais pobre. Anúncio pertencente ao ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS.

As idades da Praça da Liberdade

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PORTO DESAPARECIDO de MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES [...] Quando, em 1721, a Câmara inicia o arranjo do local, outro ciclo principia. A Praça toma forma rectangular, a muralha é demolida, começa a construção do grande edifício situado no actual Passeio das Cardosas. Dois bonitos palacetes aparecem no limite Norte, vários outros edifícios se erguem do lado poente [.../...]. Na praça de terra batida realizavam-se as paradas militares dos regimentos da cidade e várias feiras semanais, como a da erva, a da palha, a da madeira ou a do carvão. Prestes a comemorar o centenário do local, instala-se a Câmara num dos palacetes situados a Norte. A coroar esse edifício é colocada uma estátua de granito que, representando um guerreiro com escudo e lança na mão, pretende simbolizar a cidade do Porto . [continua no livro]

Banheiros da Foz do Douro

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[...] Depois, havia os banheiros, louvados por gerações de escritores que, enfermiços, lhes deviam os primeiros benhos de mar, literalmente levados em braços para o meio das ondas quando ainda mal sabiam falar. Aqui neste postal, muitíssimo ampliado a partir da fototipia original, vemos os mesmos banheiros a ajudar o banho das meninas vestidas de castorina. O aspecto dos banheiros de 1900 não diferia muito da indumentária usada pelos bombeiros, tal era o peso dos fatos de oleado preto. [.../...] (continua) MARINA TAVARES DIAS

E ainda a banhos...

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A banhos na Foz do Douro. Os miúdos da zona baixa do Porto, que Manoel de Oliveira haveria de homenagear em «Aniki-Bobó». Bilhete postal ilustrado (raro), edição Estrela Vermelha, c. 1906. (Arquivo Marina Tavares Dias)

Uma fonte em bolandas

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«Onde a água e os mechericos correm, no Porto». Assim é a legenda com que foi publicada em Inglaterra, em 1910, esta fotografia da fonte do Mercado Ferreira Borges. Hoje, poderemos vê-la já não ali, mas nos jardins do Palácio de Cristal. As figuras de bronze são das fundições artísticas francesas do século XIX.

O Porto dos Fenianos

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Desfile de Carnaval de 1905, organizado pelo Clube Os Fenianos. O carro triunfal tem a figura do Porto, tal como estava na platibanda do antigo edifício da Câmara Municipal, demolido para abertura da Avenida dos Aliados.  PORTO DESAPARECIDO  de MARINA TAVARES DIAS   e MÁRIO MORAIS MARQUES .  Exemplos da colecção de postais editada  em 1905 por Alberto Ferreira. Esta série de bilhetes postais ilustrados  é bastante mais rara que a sua congénere editada pelo próprio clube.