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CAFÉ PALLADIUM

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O Café Palladium abriu portas no Porto a 4 de Novembro de 1940, instalado no monumental edifício dos antigos Grandes Armazéns Nascimento, na esquina da Rua de Santa Catarina com a Rua de Passos Manuel. O imóvel fora projectado décadas antes pelo arquitecto Marques da Silva, num processo iniciado em 1914, mas só concluído em 1926. Em plena época dourada dos grandes cafés urbanos, o Palladium surgiu como símbolo de modernidade e luxo: decoração Art Déco desenhada por Mário de Abreu, grandes espelhos, mármores, iluminação indirecta, restaurante, salão de chá, salas de bilhar e snooker, espaços de jogo e até um cabaret no último piso com entrada própria. Tornou-se rapidamente um dos centros da vida nocturna portuense, frequentado por comerciantes, jornalistas, artistas e boémios, numa atmosfera cosmopolita inspirada nos cafés parisienses. O Diário de Lisboa destacava mesmo algumas modernidades raras para a época, como mesas com ligação telefónica e sistemas de altifalantes internos. O Pall...

CAFÉ GICHARD

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 O célebre Café Guichard foi um dos mais importantes e elegantes cafés do Porto oitocentista, situado na então Praça de D. Pedro — actual Praça da Liberdade — no coração político e mundano da cidade. O estabelecimento foi fundado em 1843 pelo francês Jean Baptiste Guichard, numa época em que os cafés começavam a transformar-se em verdadeiros centros da vida urbana burguesa. Inicialmente conhecido como “Café Francês”, cedo passou a adoptar o apelido do proprietário. Dstinguia-se pelo luxo pouco habitual para a época: salas amplas, espelhos, mármores, candeeiros a gás e uma decoração inspirada nos cafés parisienses Frequentavam-no comerciantes ricos, jornalistas, políticos, estudantes, etc. Camillo Castello Branco ia para o café sobretudo a partir de 1848, integrado nas tertúlias dos chamados “Leões”, célebre grupo de boémios do Porto romântico. Deixou uma descrição mordaz do ambiente do estabelecimento, escrevendo: “O Café Guichard, a que eu chamaria colmeia onde se emelavam doces f...

O palacete do grande incêndio da Boavista

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Esta casa não foi construída por qualquer «brasileiro- de-torna-viagem», nem foi propriamente demolida. Foi morada do banqueiro Manoel Pinto da Fonseca, e destruída por um incêndio, no dia 14 de Outubro de 1926. Já agora, que a imagem anda por aí nas redes sociais com tantos erros de identificação, fica um desafio: passagem pelo local e descoberta daquilo que permanece, hoje em dia, da velha propriedade.

O TEMPO DAS LOJAS DE BRINQUEDOS

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Bazar dos Três Vinténs, cuja placa de azulejos persiste, recordando as cativantes memórias de Ruben A. em «O Mundo à Minha Procura». Fotografia: ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS, 2013. — em Rua de Cedofeita.  PORTO DESAPARECIDO © Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. 

A demolição do convento

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Destruição da igreja do Convento de Ave-Maria, onde hoje está a Estação de S. Bento. Em PORTO DESAPARECIDO de Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques . Fotografia de Aurélio da Paz dos Reis.

O Rei D. Manuel no Porto. 1909

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Durante a única viagem do último rei de Portugal - D. Manuel II - ao Porto, decorreu a cerimónia de colocação da primeira pedra para o futuro monumento aos mortos da Guerra Peninsular. O fotógrafo Joshua Benoliel esteve na rotunda da Boavista, onde captou os instantâneos que fizeram reportagem na revista Illustração Portugueza .

O Teatro de Camões

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Aqui está o Teatro Camões, que também foi chamado de Teatro Chalet, na esquina da Rua de Camões com a actual de Alferes Malheiro. Coincide com o actual espaço exterior (com frente para a Rua de Camões) da actual estação do metro da Trindade. Mário Morais Marques em https://pt-pt.facebook.com/livroportodesaparecido Fotografia: Feira do Carvão e Teatro de Camões por Emílio Biel