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LAURA COSTA, ILUSTRADORA DE UMA GERAÇÃO

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  Quando se fala hoje de Laura Costa, é frequente encontrar referências à sua "redescoberta" recente. A expressão é enganadora. Referi-a inúmeras vezes no grupo «Photographias Portuguezas», desde 2011. Para os portugueses que foram crianças nas décadas de 1960 e 1970, Laura Costa nunca desapareceu verdadeiramente. Os livros continuaram guardados em estantes, arcas e gavetas, muitas vezes gastos pelo uso mas preservados pela memória afectiva de quem cresceu com essas imagens. Laura Olinda Alves Costa nasceu no Porto, a 15 de Dezembro de 1910. Frequentou o Curso de Pintura da Escola de Belas-Artes do Porto entre 1927 e 1939, integrando o grupo estudantil e artístico "Mais Além" que reunia jovens criadores interessados em renovar o ambiente académico do seu tempo. Formada como pintora, seria sobretudo no domínio da ilustração que deixaria a sua marca mais profunda. Desapareceu em 1993, após uma carreira que atravessou grande parte do século XX. Ao longo das décadas de ...

CAFÉ PALLADIUM

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O Café Palladium abriu portas no Porto a 4 de Novembro de 1940, instalado no monumental edifício dos antigos Grandes Armazéns Nascimento, na esquina da Rua de Santa Catarina com a Rua de Passos Manuel. O imóvel fora projectado décadas antes pelo arquitecto Marques da Silva, num processo iniciado em 1914, mas só concluído em 1926. Em plena época dourada dos grandes cafés urbanos, o Palladium surgiu como símbolo de modernidade e luxo: decoração Art Déco desenhada por Mário de Abreu, grandes espelhos, mármores, iluminação indirecta, restaurante, salão de chá, salas de bilhar e snooker, espaços de jogo e até um cabaret no último piso com entrada própria. Tornou-se rapidamente um dos centros da vida nocturna portuense, frequentado por comerciantes, jornalistas, artistas e boémios, numa atmosfera cosmopolita inspirada nos cafés parisienses. O Diário de Lisboa destacava mesmo algumas modernidades raras para a época, como mesas com ligação telefónica e sistemas de altifalantes internos. O Pall...

CAFÉ GICHARD

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 O célebre Café Guichard foi um dos mais importantes e elegantes cafés do Porto oitocentista, situado na então Praça de D. Pedro — actual Praça da Liberdade — no coração político e mundano da cidade. O estabelecimento foi fundado em 1843 pelo francês Jean Baptiste Guichard, numa época em que os cafés começavam a transformar-se em verdadeiros centros da vida urbana burguesa. Inicialmente conhecido como “Café Francês”, cedo passou a adoptar o apelido do proprietário. Dstinguia-se pelo luxo pouco habitual para a época: salas amplas, espelhos, mármores, candeeiros a gás e uma decoração inspirada nos cafés parisienses Frequentavam-no comerciantes ricos, jornalistas, políticos, estudantes, etc. Camillo Castello Branco ia para o café sobretudo a partir de 1848, integrado nas tertúlias dos chamados “Leões”, célebre grupo de boémios do Porto romântico. Deixou uma descrição mordaz do ambiente do estabelecimento, escrevendo: “O Café Guichard, a que eu chamaria colmeia onde se emelavam doces f...

O palacete do grande incêndio da Boavista

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Esta casa não foi construída por qualquer «brasileiro- de-torna-viagem», nem foi propriamente demolida. Foi morada do banqueiro Manoel Pinto da Fonseca, e destruída por um incêndio, no dia 14 de Outubro de 1926. Já agora, que a imagem anda por aí nas redes sociais com tantos erros de identificação, fica um desafio: passagem pelo local e descoberta daquilo que permanece, hoje em dia, da velha propriedade.

O TEMPO DAS LOJAS DE BRINQUEDOS

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Bazar dos Três Vinténs, cuja placa de azulejos persiste, recordando as cativantes memórias de Ruben A. em «O Mundo à Minha Procura». Fotografia: ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS, 2013. — em Rua de Cedofeita.  PORTO DESAPARECIDO © Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. 

A demolição do convento

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Destruição da igreja do Convento de Ave-Maria, onde hoje está a Estação de S. Bento. Em PORTO DESAPARECIDO de Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques . Fotografia de Aurélio da Paz dos Reis.

O Rei D. Manuel no Porto. 1909

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Durante a única viagem do último rei de Portugal - D. Manuel II - ao Porto, decorreu a cerimónia de colocação da primeira pedra para o futuro monumento aos mortos da Guerra Peninsular. O fotógrafo Joshua Benoliel esteve na rotunda da Boavista, onde captou os instantâneos que fizeram reportagem na revista Illustração Portugueza .

O Teatro de Camões

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Aqui está o Teatro Camões, que também foi chamado de Teatro Chalet, na esquina da Rua de Camões com a actual de Alferes Malheiro. Coincide com o actual espaço exterior (com frente para a Rua de Camões) da actual estação do metro da Trindade. Mário Morais Marques em https://pt-pt.facebook.com/livroportodesaparecido Fotografia: Feira do Carvão e Teatro de Camões por Emílio Biel

A NOVA AVENIDA

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Praça Nova (da Liberdade) durante as obras para abertura da Avenida dos Aliados, 1916. Capítulo «A Praça Nova», PORTO DESAPARECIDO, livro de Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. 2002.

VALONGO

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Valongo: o edifício do antigo teatro/cinema. A Câmara parece mais interessada em parques de estacionamento, mas esta preciosidade tem de ser salva. O edifício do cinema de Valongo, fotografado hoje: SOS Património ou uma junta de freguesia cega, surda e muda.

Os janotas portuenses e as freiras de S. Bento de Avé-Maria

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É do período que decorre entre os anos de 1834 e 1894 que melhores testemunhos escritos nos chegaram e melhores imagens se recolheram do mosteiro. O número de freiras professas vai diminuindo mas, com recolhidas, educandas, protegidas, meninas de coro e criadas seculares, continua o convento cheio.  A fama e o mistério das «mulheres bonitas escondidas atrás dos muros e passeando-se entre o claustro e o coro» estimula os janotas portuenses. Os que se dedicam à prosa, servem-se do convento como cenário das suas histórias, pontilhadas de heróis – reais ou fictícios – apaixonados pelas caras frescas e rosadas que se vislumbram, de touca, na grade do locutório e às janelas do coro. Imaginam-nos mesmo pulando a cerca, altas horas da noite, iluminados pelo luar e munidos de escadas de corda, para irem ao encontro dos seus amores proibidos. [...] (continua no livro) PORTO DESAPARECIDO de  MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES

O Convento de Avé-Maria no final de Oitocentos

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Em finais do séc. XIX pouco restava do edifício que D. Manuel I mandara erigir. Fora acrescentado e alterado sucessivamente, datando as ultimas construções de último quartel de Setecentos, época em que igreja, coros e claustros substituíram os anteriores, destruídos pelo incêndio de 1783. O edifício era delimitado a sul pela Rua do Loureiro, acabando num extenso pátio lajeado, para onde se abria a porta da igreja e as janelas dos coros; a norte, cercava-o o pano de muralhas que descia da Batalha à Porta dos Carros (para onde davam as janelas do refeitório e dormitórios); a poente, ladeava o largo da Feira de S. Bento (sob as pequenas janelas de cozinhas e fornos); a nascente, limitava-o a vasta cerca, ou pomar, como lhe chamavam as freiras. [.../...] (continua no livro) PORTO DESAPARECIDO de MARINA TAVARES DIAS e  MÁRIO MORAIS MARQUES

A abertura da Avenida dos Aliados

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PORTO DESAPAPRECIDO capítulo sobre a Praça Nova:  Há já alguns anos que pensava a Câmara abrir uma avenida, ligando a Praça de D. Pedro à Trindade. A Avenida da Liberdade em Lisboa era o modelo. Com o entusiasmo que caracteriza os homens do novo Regime, a Câmara Municipal do Porto, sob a presidência de Elísio de Melo, dará início a grandes alterações no centro da cidade. A desejada Avenida vai ser aberta segundo projecto do inglês Barry Parker, sacrificando-se para isso os dois edifícios onde funcionavam os serviços camarários. Demolição que começa no dia 1 de Fevereiro de 1916. Pouco depois, iniciar-se-á a construção do novo edifício dos Paços do Concelho, com que se pretende ocultar a fachada da Igreja da Trindade, que o projectista não considera digna de rematar a nova Avenida. [.../...]

Da Ponte das Barcas à Luiz I

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As pontes que ligaram o Porto a Vila Nova de Gaia estão bem documentadas na cartofilia alusiva ao tema. Seguem-se postais que o atestam, nomeadamente da série «Porto Antigo», editada antes de 1915. Também o célebre editor Alberto Ferreira incluiu a Ponte Pênsil entre os «clichés» escolhidos para publicação. A última imagem foi editada por Paulo Guedes. 

AS VÁRIAS FACES DO BOLHÃO

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Todos os dias recebemos, por mensagem, inúmeros postais do Porto e de Vila Nova de Gaia. Alguns de editores pioneiros como Alberto Ferreira, Arnaldo Soares ou «Estrela Vermelha». Aqui deixamos mais alguns para os nossos leitores. Mercado do Bolhão nas suas diversas fases.

A RUA DE SANTO ANTÓNIO, ainda uma vez...

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Todos os dias recebemos, por mensagem, inúmeros postais do Porto e de Vila Nova de Gaia. Alguns de editores pioneiros como Alberto Ferreira, Arnaldo Soares ou «Estrela Vermelha». Aqui deixamos mais alguns para os nossos leitores. Neste caso, a Rua de Santo António, cujo topónimo já alternou 2 vezes com o de Rua 31 de Janeiro.

Primeiras Fotografias do Porto

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Rua Infante D. Henrique em meados do século XIX, antes da abertura da Praça homónima. Prova fotográfica de Joseph James Forrester (Barão de Forrester), pertencente a uma colecção holandesa. No ângulo de visão, o futuro acesso ao túnel da Ribeira. Fora dele, a já existente Igreja de S. Francisco (à esquerda, por trás do tripé do fotógrafo). Os longos tempos de exposição não permitiam, neste tempo, detectar a maior parte dos objectos em movimento em plena rua.

Primeiras fotografias do Porto

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Praça Nova (da Liberdade). Passeio das Cardosas, então ainda conhecido exclusivamente por Pasmatório dos Lóios. Este edifício que, na realidade, correspondia a vários corpos edificados e geminados, nunca foi  um palácio, como agora se inventou, para melhor servir os interesses de um hotel de luxo ali instalado, após demolição total do quarteirão, com excepção da fachada principal. Passeio das Cardosas, por ser o passeio de peões do lado da casa das ditas Cardosas. Jamais «palácio» ou «palacete», ou mesmo «quarteirão das Cardosas». A designação popular evoluiu para «Passeio das Cardosas» porque ali paravam - no passeio fronteiro, os convivas da Praça Nova. Mas a tradição ainda conhece o local por Pasmatório dos Lóios, por causa do convento homónimo. (Papel salgado, s/i, s/d; entre 1855 e 1865, AMP).

Primeiras fotografias do Porto

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Primeiras fotografias do Porto.  Rua das Flores por H. Owen ,  (década de 1850) Papel salgado: Primeiras fotografias do Porto. Capela do Bom Sucesso  por Frederick William Flower   (década de 1850; local onde hoje está o  centro comercial do mesmo nome). Calótipo. Segundo a tradição entre historiadores da Fotografia em Portugal, a segunda câmara (cujo tripé se pode ver quase ao centro da imagem) pertenceria ao barão de Forrester, também ele fotógrafo:

Primeiras fotografias do Porto

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Primeiras fotografias do Porto.  A Ponte Pênsil.  Calótipo de Frederick William Flower.   A Ribeira por Carlos Relvas, c. 1865.