segunda-feira, 4 de julho de 2011

OS CAFÉS DO PORTO

EXCERTO DO CAPÍTULO 

OS CAFÉS DO PORTO


«Com o correr dos anos, a própria fachada do café, com o grande alpendre construído durante as primeiras obras de monta (terminadas em Agosto de 1916), viria a tornar-se, só por si, um «ex-libris» do Porto. Enquanto decorreram os trabalhos, e para não perder uma única hora de negócio, a firma construiu um anexo de madeira sob o toldo novo, e aí continuou a vender café e chá ao quilo. Anexando a loja que até então ocupara o gaveto para a Rua do Bonjardim, A Brasileira volta a expandir-se em 1930, altura em que é considerada o mais 'intelectual' dos cafés portuenses. Oito anos depois – 26 de Maio de 1938 – inaugura-se a remodelada sala central, em estilo já totalmente «modernista» (por oposição aos antigos interiores clássicos). A decoração fora encomendada a Januário Godinho, que se esmerara na escolha de espelhos franceses e frisos de alabastro do Vimioso, devidamente enquadrados pelos baixos-relevos do escultor Henrique Moreira.»

MARINA TAVARES DIAS


domingo, 22 de maio de 2011

Pasmatório dos Lóios, Passeio das Cardosas




PORTO DESAPARECIDO
ORIGINAL,
de MARINA TAVARES DIAS
e de MÁRIO MORAIS MARQUES

Na década de 1930 houve algumas intervenções de grande qualidade arquitectonica no conjunto arquitectónico do lado da Praça que era conhecido como «Pasmatório dos Lóios» ou «Passeio das Cardosas». Designadamente, a inauguração do Café Astória, projecto inicial do arquitecto Viana de Lima, da Farmacia Vitalia, do arquitecto Manuel Marques, e da Camisaria Central, na esquina com os Lóios, igualmente do arquitecto Manuel Marques. A fotografia mostra um pormenor ampliado de postal ilustrado da década de 1960.

Quando as peças originais nos pertencem, em vez de serem ripadas de livros alheios, outros  blogs ou on-line, torna-se fácil fazer algumas brincadeiras como esta: ampliar o pormenor de um postal para evidenciar o Café Astória (em versão nocturna), ao qual é dedicado um capítulo do PORTO DESAPARECIDO. 
Já sabe: é fácil angariar mais pessoas para que conheçam o PORTO DESAPARECIDO ORIGINAL, de MARINA TAVARES DIAS e de MÁRIO MORAIS MARQUES.
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terça-feira, 3 de maio de 2011

Namoradas de relance

"Aos domingos e dias santos a Praça Nova conservava uma grande animação até às duas horas da tarde. Era nesses dias que as portuenses juvenis ali se deixavam ver, de passagem, acompanhadas por seus pais ou seus irmãos. Nos outros dias saiam muito menos do que hoje, e apenas à noite quando precisavam fazer compras. Mas era um gozo para os namorados, podê-las seguir até ao largo dos Loios ou até à calçada dos Clérigos, e vê-las de relance à luz dos candeeiros da iluminação pública, que pareciam empalidecer com o relâmpago fugaz da beleza delas - as lindas portuenses de faces rosadas, cabelos e olhos negros."
ALBERTO PIMENTEL


terça-feira, 12 de abril de 2011

A Noiva e A Tentadora

Imagens enviadas pelos amigos da página oficial do PORTO DESAPARECIDO© Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. Por favor partilhem no vosso mural e com os vossos amigos. Obrigado a todos.

Recepção ao Rei D. Manuel II na Rua dos Clérigos, 1909. Reparem na carruagem de 'carro americano' cujo pormenor se vê à direita. Aqui já estava provavelmente transformada em carro eléctrico. Reparem que «A Tentadora» está apenas duas portas acima d'«A Noiva»

Fotografia de Joshua Benoliel, prova digital, a partir de negativo depositado na Torre do Tombo. 


sábado, 2 de abril de 2011

'Camilianando'... caminhando

PORTO DESAPARECIDO© Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. 




A gravura que Alberto Pimentel inseriu em “O Romance do Romancista”, e que aqui deixámos em «post» alusivo, é a única imagem conhecida do Café Guichard. Embora posterior ao seu encerramento, coincide com as descrições escritas que os  frequentadores nos deixaram.

Desses frequentadores, o mais famoso, foi sem dúvida Camilo Castelo Branco que assiduamente ali parava na sua juventude, reunindo tertúlia que raramente passava despercebida. Dessa vivência deixou-nos o escritor o testemunho, espalhado por várias páginas dos seus livros.



LAURA COSTA, ILUSTRADORA DE UMA GERAÇÃO

  Quando se fala hoje de Laura Costa, é frequente encontrar referências à sua "redescoberta" recente. A expressão é enganadora. Re...