Postal publicitário de José Emygdio de Souza Cardoso (pai do pintor Amadeo de Souza Cardoso). Adega de Manhufe, vinho verde amarantino. Circulado em 1909 para o Porto.
Pesquisar neste blogue
sábado, 31 de maio de 2014
Peças do ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS
Postal publicitário de José Emygdio de Souza Cardoso (pai do pintor Amadeo de Souza Cardoso). Adega de Manhufe, vinho verde amarantino. Circulado em 1909 para o Porto.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Karl Marx no Porto ou a monumentalidade segundo Alfredo Lemos de Castro
Aqui está um exemplar da mais rara série de postais ilustrados portuenses. São quatro; a saber: este representando Marx, (com a Ponte D. Luiz); um com o retrato de Antero de Quental e o Hospital de Santo António; o terceiro homenageando José Fontana ao lado do antigo edifício da Câmara Municipal do Porto e, por último, Alfredo Lemos de Castro a par da Torre dos Clérigos. Um quinto, que se sabe existir, não consta do Arquivo Marina Tavares Dias.
Por não apresentarem divisão bipartida do verso, podemos atestar serem anteriores a 1904. Talvez sejam mesmo, mesmo da dobra do século XIX para o século XX. Ultra-republicanos em plena Monarquia. Celebrando o Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador.
Alfredo Lemos de Castro era operário, gráfico e dirigente sindical. Morreu em 1899, pouco antes da emissão destes postais. A sua morte foi muito sentida, e o funeral muito participado, com manifestações de pesar vindas da cidade inteira. Será ele o motivo de tão estranho tema cartófilo? - Litografias a homenagear, por igual, operários, homens célebres e monumentos nacionais?
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Grande Hotel, agora em memória
Um quarto do GRANDE HOTEL DO PORTO
na década de 1920
« Era um hotel emblemático, com quartos magníficos, de janelas sobre a Rua de Santa Catarina; restaurante de iguarias a condizer com os estuques dourados que representavam a sua época. O nome ostentava pergaminhos de Grande Hotel do Porto, por direito próprio, numa cidade onde, durante décadas, era o mais sofisticado e o mais central.
Hoje em dia, após uma intervenção modernaça (que pretendia «melhorar» a que fora já feita na década de 1950), tem quadros copiados de fotocópias a cores, lombadas de livros falsos no salão de entrada, veludo encarnado e almofadas pretas; tudo misturado com moldes de estuque, a molho e sem sentido algum, escorrendo pelas paredes abaixo. Hoje em dia, o Grande Hotel passou a ter o cenário de grande bordel.
Frequentei-o durante mais de 25 anos. Ali passei dias, semanas, meses, sempre que ia ao Porto. Em Janeiro de 2012, disse-lhe adeus de vez, passando a mão pelas colunas do salão (uma das poucas coisas que permanecem intactas, e que estão agora totalmente deslocadas no meio de tanto horror).
[.../...] »
MARINA TAVARES DIAS
Hoje em dia, após uma intervenção modernaça (que pretendia «melhorar» a que fora já feita na década de 1950), tem quadros copiados de fotocópias a cores, lombadas de livros falsos no salão de entrada, veludo encarnado e almofadas pretas; tudo misturado com moldes de estuque, a molho e sem sentido algum, escorrendo pelas paredes abaixo. Hoje em dia, o Grande Hotel passou a ter o cenário de grande bordel.
Frequentei-o durante mais de 25 anos. Ali passei dias, semanas, meses, sempre que ia ao Porto. Em Janeiro de 2012, disse-lhe adeus de vez, passando a mão pelas colunas do salão (uma das poucas coisas que permanecem intactas, e que estão agora totalmente deslocadas no meio de tanto horror).
[.../...] »
MARINA TAVARES DIAS
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Pasmatório dos Lóios, Passeio das Cardosas
de MARINA TAVARES DIAS
e de MÁRIO MORAIS MARQUES
Na década de 1930 houve algumas intervenções de grande qualidade arquitectonica no conjunto arquitectónico do lado da Praça que era conhecido como «Pasmatório dos Lóios» ou «Passeio das Cardosas». Designadamente, a inauguração do Café Astória, projecto inicial do arquitecto Viana de Lima, da Farmacia Vitalia, do arquitecto Manuel Marques, e da Camisaria Central, na esquina com os Lóios, igualmente do arquitecto Manuel Marques. A fotografia mostra um pormenor ampliado de postal ilustrado da década de 1960.
Quando as peças originais nos pertencem, em vez de serem ripadas de livros alheios, outros blogs ou on-line, torna-se fácil fazer algumas brincadeiras como esta: ampliar o pormenor de um postal para evidenciar o Café Astória (em versão nocturna), ao qual é dedicado um capítulo do PORTO DESAPARECIDO.
Já sabe: é fácil angariar mais pessoas para que conheçam o PORTO DESAPARECIDO ORIGINAL, de MARINA TAVARES DIAS e de MÁRIO MORAIS MARQUES.
Basta carregar nos quadrados onde estão os anúncios que patrocinam esta página.
Já sabe: é fácil angariar mais pessoas para que conheçam o PORTO DESAPARECIDO ORIGINAL, de MARINA TAVARES DIAS e de MÁRIO MORAIS MARQUES.
Basta carregar nos quadrados onde estão os anúncios que patrocinam esta página.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
O passeio do lado da Praça onde moravam as Cardosas
Foto: prova digital de negativo estereoscópio de Aurélio da Paz dos Reis, depositado no CPF.
Desta imagem existiram cópias feitas pelo próprio Paz dos Reis e impressas em estereoscopia. Albuminas sobre cartão com imagem dupla. Pelo menos uma delas ainda existe, em colecção privada. O principal ponto de venda destes cartões estereoscópicos eram a própria loja (florista) de Paz dos Reis, a Flora Portuense, na mesma Praça da Liberdade aqui retratada. Ficava esta do lado da actual Confeitaria Atheneia.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Porto Desaparecido
Marina Tavares Dias,
Mário Marques
Sinopse
Porto Desaparecido é um projecto que pretende levar a história do Porto até ao grande público, através de um livro divulgador dos principais temas que constituem o passado e o imaginário da cidade.
Subdividido em capítulos distintos, o tema central abarca assuntos ainda hoje tão referenciais na memória da cidade como A Brasileira e outros cafés do Porto ou as velhas pontes sobre o Douro.
De modo pioneiro naquilo que à historiografia do Porto diz respeito, Porto Desaparecido acompanha cada texto com um levantamento iconográfico exaustivo, atravessando várias épocas e as obras de vários fotógrafos, pintores e ilustradores que, ao longo de décadas e décadas, fizeram a herança fotográfica da cidade.
Obra inédita entre os muitos livros já publicados sobre a capital do Norte, não se limita a historiar ou a ilustrar temas, reunindo antes estas duas vertentes numa só, e sistematizando de modo exemplar as informações tratadas.
Porto Desaparecido destina-se a um público-alvo que inclui os conhecedores do património portuense, mas também a muitos daqueles que, até então (2000), não tinham comprado livros sobre a sua cidade.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
MUITOS PEQUENOS PORMENORES
têm de ser acertados,
MESMO JÁ APÓS
a escolha de uma fotografia
E DE UM GRAFISMO PARA
cada capa
DE UMA OBRA DE
MARINA TAVARES DIAS

Imagem até então inédita do Rei D. Carlos
a rir.Negativo de vidro.
Autor: Joshua Benoliel.
Arquivo Marina Tavares Dias
da biografia do Rei D. Carlos, por
MARINA TAVARES DIAS
1891
5 de Janeiro: congresso do Partido Republicano.
31 de Janeiro: revolta no Porto, onde chega a ser proclamada a República.
21 de Maio: D. Carlos empossa novo governo de João Crisóstomo, com participação dos regeneradores.
5 de Setembro: D. Carlos e D. Amélia visitam Castelo Branco e a Covilhã.
18 de Novembro: a família real parte para nova estadia no Porto.
5 de Dezembro: morre D. Pedro II, ex-imperador do Brasil, tio-avô do Rei.
1891
5 de Janeiro: congresso do Partido Republicano.
31 de Janeiro: revolta no Porto, onde chega a ser proclamada a República.
21 de Maio: D. Carlos empossa novo governo de João Crisóstomo, com participação dos regeneradores.
5 de Setembro: D. Carlos e D. Amélia visitam Castelo Branco e a Covilhã.
18 de Novembro: a família real parte para nova estadia no Porto.
5 de Dezembro: morre D. Pedro II, ex-imperador do Brasil, tio-avô do Rei.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
PAREDES COM HISTÓRIA CONTADA NA RUA
«Os anúncios pintados na fachada lateral de certos prédios fizeram época em quase todas a cidades europeias. Os arqueólogos urbanos rebuscam agora, sempre que um prédio mais recente é demolido, vestígios da empena original do edifício contíguo, para descobrirem alguma publicidade que, oculta durante séculos, possa ressurgir à luz do dia, sem que o tempo a tenha tisnado.
Assim se recuperaram algumas pinturas centenárias alusivas às bolachas LU ou aos chocolates Ménier, por exemplo.
Em Portugal, as empenas publicitárias duraram até mais tarde, e foram várias vezes restauradas pelos donos das respectivas lojas ou produtos. Poderíamos ter aproveitado isso para mostrar ao viajante aquilo que raramente se encontra noutros locais.
Mas continuamos a caiar estes tesouros do século XX, em parte por causa de uma lei que obriga a pagar publicidade na via pública. Aparentememte, os municípios nem sequer contratam como fiscais de tal disparate pessoas que saibam, pelo menos, distinguir uma publicidade antiga de um letreiro acabado de fazer.
E foi assim que, há meia dúzia de anos, o Porto perdeu o célebre «preto da Casa Africana».
Marina Tavares Dias
sábado, 3 de maio de 2014
Namoradas de relance
"Aos domingos e dias santos a Praça Nova conservava uma grande animação até às duas horas da tarde. Era nesses dias que as portuenses juvenis ali se deixavam ver, de passagem, acompanhadas por seus pais ou seus irmãos. Nos outros dias saiam muito menos do que hoje, e apenas à noite quando precisavam fazer compras. Mas era um gozo para os namorados, podê-las seguir até ao largo dos Loios ou até à calçada dos Clérigos, e vê-las de relance à luz dos candeeiros da iluminação pública, que pareciam empalidecer com o relâmpago fugaz da beleza delas - as lindas portuenses de faces rosadas, cabelos e olhos negros."
ALBERTO PIMENTEL
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Clérigos e eléctricos
A Rua dos Clérigos na década de 1940.
Postal ilustrado fotográfico Ed. P.C.
Os carros eléctricos dão outra alegria à cidade.
Em boa hora regresssaram a alguns locais.
Subscrever:
Mensagens (Atom)