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segunda-feira, 5 de maio de 2014

PAREDES COM HISTÓRIA CONTADA NA RUA



«Os anúncios pintados na fachada lateral de  certos prédios fizeram época em quase todas a cidades europeias. Os arqueólogos urbanos rebuscam agora, sempre que um prédio mais recente é demolido, vestígios da empena original do edifício contíguo, para descobrirem alguma publicidade que, oculta durante séculos, possa ressurgir à luz do dia, sem que o tempo a tenha tisnado.

Assim se recuperaram algumas pinturas centenárias alusivas às bolachas LU ou aos chocolates Ménier, por exemplo.

Em Portugal, as empenas publicitárias duraram até mais tarde, e foram várias vezes restauradas pelos donos das respectivas lojas ou produtos. Poderíamos ter aproveitado isso para mostrar ao viajante aquilo que raramente se encontra noutros locais.

Mas continuamos a caiar estes tesouros do século XX, em parte por causa de uma lei que obriga a pagar publicidade na via pública. Aparentememte, os municípios nem  sequer contratam como fiscais de tal disparate pessoas que saibam, pelo menos, distinguir uma publicidade antiga de um letreiro acabado de fazer.

E foi assim que, há meia dúzia de anos, o Porto perdeu o célebre «preto da Casa Africana».

Marina Tavares Dias

quarta-feira, 19 de março de 2014

O GUICHARD


O oitocentista Café Guichard, na Praça Nova, no tempo
em que Camillo Castello Branco ali se reunia 
em tertúlia. Capítulo 
OS CAFÉS DO PORTO. PORTO DESAPARECIDO 
de MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES.


Um visitante experimentado e fino chega a qualquer parte, entra no café, observa-o, examina-o e tem conhecido o país em que está, o seu governo, as suas leis, os seus costumes, a sua religião. 
Almeida Garrett.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Guarany: o índio déco da Avenida

Excerto de

PORTO DESAPARECIDO
de
MARINA TAVARES DIAS
e
MÁRIO MORAIS MARQUES





[...] Sobre o Café Monumental e sobre o Guarany, descrevendo o ambiente e respectivas orquestras, escreveu o engenheiro João António Ferreira Lamas, recordando o convívio que mantivera com o então seu colega na Faculdade de Engenharia do Porto e futuro poeta Jorge de Sena:

"Havia, no entanto, um ou outro café em que tocavam orquestras ligeiras, na Avenida dos Aliados, como o Monumental, com a orquestra do Almeida Cruz e outras, e o Guarany. Que existe ainda, embora muito transformado.

Ao fim da tarde, íamos até lá ouvir as belíssimas músicas de Benny Godmann, Harry James, Francisco Canaro, Felix Mendelsohn, Glen Miller, etc, músicas que ainda hoje nos deliciam (e não só por saudosismo, porque também são apreciadas pelos mais novos), como "La Comparsita" ou "In the Mood". O ambiente era pesadíssimo, de cortar à faca; o espaço reduzidíssimo, ficávamos quase ao colo uns dos outros, mas era das poucas coisas agradáveis de que podíamos desfrutar pelo preço de uma bica.
" [...]
(CONTINUA NO LIVRO)

sábado, 8 de março de 2014

OS CHOCOLATES QUE PERDERAM A SUA CONFEITARIA

A Confeitaria Arcádia em 1984. Ao fundo, o fabuloso painel de vidro com figuras «déco». Em cima das mesas, o tradicional tabuleiro de madeira que se ajustava ao tampo de mármore.
A Arcádia não morreu. Parece que até faz bom negócio. Abriu  novas lojas, até em Lisboa. Está agora melhor agora que há muitos anos. 
Mas a sua confeitaria histórica, na Praça da Liberdade, talvez não desse o mesmo lucro. A firma preferiu fechá-la, privando a cidade de um estabelecimento que era património de todos os portuenses. Esqueceram-se? - Nós não. E gostávamos de saber onde está o painel de vidro, já agora...




PORTO DESAPARECIDO© Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. 

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quinta-feira, 6 de março de 2014

PORTO DESAPARECIDO© Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques.



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PORTO DESAPARECIDO© 
Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques.

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Praça Almeida Garrettt
Fotografia enviada especialmente pelos
Amigos do Porto Desaparecido Original. 
Obrigado e bem hajam!

E boas viagens pela história da nossa bela Cidade.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Teresa d'Albuquerque em MONCHIQUE

Amor de Perdição

Camillo Castello Branco

- Onde é Monchique? – perguntou Simão a Marianna.
- É acolá, senhor Simão – respondeu, indicando-lhe o mosteiro que se debruça sobre a margem do Douro, em Miragaya.
Cruzou os braços Simão, e viu através do gradeamento do mirante um vulto
Era Thereza.




domingo, 2 de março de 2014

O PORTO NA TELA DO ANIMATÓGRAFO

Gosta do PORTO DESAPARECIDO©?

Do único, do original, do registado PORTO DESAPARECIDO?


Do que começa muito antes do Facebook em Portugal, em 2002 e como livro de sucesso?


Do de MARINA TAVARES DIAS e de MARIO MORAIS MARQUES?

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PORTO DESAPARECIDO
© Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. Por favor partilhem com os vossos amigos.

«Panoramas do Porto»: fotograma de um filme original (curta-metragem de animatógrafo), cerca de 1900. 

Enviado especialmente pelos
Amigos do Porto Desaparecido Original. 
Obrigado e bem hajam!


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O Bolhão e o seu tanque


Mercado do Bolhão 
no início do século XX. 
Postais ilustrados



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PORTO DESAPARECIDO©

Marina Tavares Dias
e Mário Morais Marques.


Continuamos a divulgar os postais digitalizados e enviados pelos Amigos do Porto Desaparecido© Original.
Obrigado e bem hajam!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Na Afurada

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PORTO DESAPARECIDO© 

Marina Tavares Dias 
e Mário Morais Marques. 


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© Original. 
Obrigado e bem hajam!


Dois dos melhores exemplos 
do excelente editor de postais ilustrados nortenhos
«Estrela Vermaelha». 
Os costumes da Afurada

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A Flora Portuense do pioneiro do nosso cinema




«[...] No meio de tais tascas e "tripalhadas" (no local onde ainda hoje se encontra a Confeitaria Ateneia), abriu, em 1893, uma loja bem diferente. Chamava-se Flora Portuense e vendia toda a espécie de sementes e de bolbos, desde dálias a amores perfeitos, passando por cogumelos e relva inglesa. O seu proprietário, homem dos sete ofícios, tinha representações de vários outros produtos. Entre as sementes e os géneros hortícolas vendiam-se também sedas, antracites, café e vinhos. No meio de tudo isto, o floricultor teve ainda tempo e paixão para as actividades que o tornaram famoso: a fotografia e o cinema. Chamava-se Aurélio da Paz dos Reis.» (continua no livro)

Em PORTO DESAPARECIDO
de
MARINA TAVARES DIAS
MÁRIO MORAIS MARQUES

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

OS POSTAIS DO PALÁCIO DE CRISTAL, take II

PORTO DESAPARECIDO©

Marina Tavares Dias
e Mário Morais Marques.


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© Original.
Obrigado e bem hajam!

Em breve, falaremos mais do Palácio de Cristal...



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

OS SOLAVANCOS DA PONTE PÊNSIL



«[...] 'Do bailar da ponte tive a experiência, a única vez que por ela passei, de trem, na meninice, com minha família, quando esta ia fazer uma visita de amizade á Quinta da Lavandeira em Gaia.
Os sacões que senti, foi quanto a minha memória reteve da ponte suspensa...' – diz-nos Pedro Vitorino [...]

PORTO DESAPARECIDO
de
MARINA TAVARES DIAS 
e
MÁRIO MORAIS MARQUES


domingo, 16 de fevereiro de 2014

OS POSTAIS DO PORTO NO ADVENTO DA VULGARIZAÇÃO DA FOTOGRAFIA A CORES  -  take IV


Gosta do PORTO DESAPARECIDO©

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PORTO DESAPARECIDO© Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. Por favor partilhem com os vossos amigos.


Mais dois postais da Avenida dos Aliados, 

enviados pelos Amigos do Porto Desaparecido Original. 

Obrigado e bem hajam!





domingo, 9 de fevereiro de 2014

PORMENORES DA PONTE PÊNSIL

«[...] Era estranha a forma como se acedia à ponte na margem do Porto. Entrava-se no tabuleiro de lado através de uma rampa, que começava no local da anterior ponte das barcas, construída em aterro sobre o rio com a extensão de cerca de oitenta metros.


Em madeira de pinho, importado da Suécia, foi construído o tabuleiro da ponte. Tinha a largura de seis metros, correspondendo quatro à faixa de rodagem e um metro a cada um dos passeios laterais, sobrelevados. As carlingas, vigas transversais em madeira, ligadas pelos topos aos cabos de suspensão e espaçadas de metro e meio, suportavam um estrado de pranchas dispostas em sentido longitudinal. Sobre estas pranchas, e paralelas às carlingas, uma nova fiada de tábuas formava a camada de desgaste. 

Em madeira de carvalho do norte eram as guardas da ponte constituídas por prumos colocados em correspondência com os cabos de suspensão e contraventados por cruzes de Santo André.» (CONTINUA NO LIVRO)

Capítulo «A Ponte Pênsil», 
PORTO DESAPARECIDO 
de MARINA TAVARES DIAS 
e MARIO MORAIS MARQUES.


domingo, 19 de janeiro de 2014

O Pasmatório dos Lóios ou «O Real Clube dos Encostados»

« [...] No edifício das Cardosas instalar-se-iam casas de modas, alfaiatarias, camisarias, bancos e – à esquina com o Largo dos Loios – a célebre Livraria Moré gerida por José Gomes Monteiro, amigo de Camilo e seu editor. Foi durante bastante tempo a melhor da cidade, tanto "pela sua armação de madeira polida e estantes envidraçadas" (1) como pelo bom fornecimento de livros e frequência de clientes. Até que uma outra, a livraria Chardron, levou os clientes para o topo da Rua das Carmelitas. »






«No edifício dos Congregados estabeleceram-se cafés, relojoarias, e tabacarias. Para a história ficou a memória de cafés como o Guichard, o Suisso, o Central, o Camanho e o Porto-Clube. Famosas foram as relojoarias de Geremy Girod e Germano Courrege. De frequência particularmente selecta, destacou-se a Ourivesaria Silveira. Nesse mesmo quarteirão permaneceu, durante alguns anos, a tabacaria Arnaldo Soares, editora de uma longa e valiosa série de postais ilustrados, e a casa bancária Pinto da Fonseca & Irmão. Centenária, continua hoje no local a Farmácia Birra » (continua no livro)

PORTO DESAPARECIDO
de
MARINA TAVARES DIAS
MÁRIO MORAIS MARQUES
(2002 - todos os direitos reservados)

sábado, 18 de janeiro de 2014

A BRASILEIRA DE NOVO EM RISCO? DÁ PARA ACREDITAR?

Azulejos do antigo Restaurante 
da Brasileira do Porto.

Existente como anexo do Café, fundado em 1903, este restaurante «vintage»  anos 50 - com entrada pelo Bonjardim -  existiu entre 1959 e 2001. No primeiro e segundo andares, ficava a Pensão S. João.

      FOTOGRAFIA 
©ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS
 2002.


Demolido em 2001, reconvertido em parte do Caffè di Roma e nas cozinhas da «nova» Brasileira, inaugurada pouco depois e também já encerrada.

Que destino, agora, para este prédio, que encerra uma das histórias mais importantes do comércio portuense? A quem passa pela cabeça transformar o piso térreo d' A Brasileira em átrio de hotel?

Lutemos sempre e ainda pela manutenção da BRASILEIRA DO PORTO, inaugurada em 1903 por Adriano Telles. Um dos ex-libris da cidade do Porto. Não aceitemos a surdez, cegueira e assobiar para o lado com que a CMP sempre tratou o património da cidade! Alguma coisa mudou nas últimas eleições. Ou não?

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Obrigado a todos os que, são longo dos anos, nos apoiaram e apoiam.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O PORTO COMO METAFÍSICA...

Uma magnífica frase de MARINA TAVARES DIAS,
do capítulo 
O TEATRO BAQUET
do livro 
PORTO DESAPARECIDO
escolhida pelo maior site 
de citações do mundo: Meetville.






terça-feira, 7 de janeiro de 2014

AS FLORES DE PAZ DOS REIS



Imagens enviadas pelos amigos do blog e da página oficial do PORTO DESAPARECIDO© Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. Por favor partilhem com os vossos amigos. Obrigado.

A loja Flora Portuense, na Praça da Liberdade (mais ou menos onde depois foram construídos os «prédios das confeitarias»). Pertencia ao pioneiro do animatógrafo em Portugal, Aurélio da Paz dos Reis. Negativo do mesmo autor, hoje depositado no Centro Português de Fotografia. Em breve voltaremos ao tema de Paz dos Reis como fotógrafo portuense.