Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta 1900. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 1900. Mostrar todas as mensagens

domingo, 29 de junho de 2014

O PORTO NO TEMPO DOS BRINQUEDOS



O célebre Bazar dos 3 Vinténs, na Rua da Cedofeita. 

Por volta de 1900, eram inúmeras as lojas especializadas na venda de brinquedos, no centro do Porto. A evocação de Paris e de outras cidades estrangeiras, de onde as mercadorias chegavam, parecia quase inevitável, pois associava jogos e bonecas ao fabrico francês, então em voga entre as classes privilegiadas. 

Uma boneca de 'biscuit' valia mais que um mês salário da maior parte dos portuenses de então.
As lojas de brinquedos do Porto desapareceram totalmente. Em 2014, os brinquedos são comparativamente baratos - mas compram-se nos supermercados e nos centros comerciais. A cidade ficou mais pobre.

Anúncio pertencente ao ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS.



quarta-feira, 4 de junho de 2014

PRIMEIRO DE MAIO, 1900

As comemorações do 1.º de Maio de 1900 integraram um cortejo alegórico que se formou na actual Praça da República, passou por varias ruas do Porto e foi a Gaia, ao pé da Serra do Pilar, onde houve um comicio.

Abria o cortejo um carro alegórico dedicado ao trabalho, onde se liam algumas inscrições, como:

“A educação deve ter por base a ciencia e não a fé”,
“O trabalho é a fonte de todas as riquezas”,
“Nem deveres sem direitos, nem direitos sem deveres”,
“A união faz a força”.

E à frente do carro, emoldurado por um trofeu de bandeiras e festões de verdura, o retrato de Karl Marx ,apontando para um livro onde se lia “Proletários de todo o mundo, uni-vos!”

PORTO DESAPARECIDO© 
Marina Tavares Dias 
e Mário Morais Marques.


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Karl Marx no Porto ou a monumentalidade segundo Alfredo Lemos de Castro





Aqui está um exemplar da mais rara série de postais ilustrados portuenses. São quatro; a saber: este representando Marx, (com a Ponte D. Luiz); um com o retrato de Antero de Quental e o Hospital de Santo António; o terceiro homenageando José Fontana ao lado do antigo edifício  da Câmara Municipal do Porto e, por último, Alfredo Lemos de Castro a par da Torre dos Clérigos. Um quinto, que se sabe existir, não consta do Arquivo Marina Tavares Dias.


Por não apresentarem divisão bipartida do verso, podemos atestar serem anteriores a 1904. Talvez sejam mesmo, mesmo da dobra do século XIX para o século XX. Ultra-republicanos em plena Monarquia. Celebrando o Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador.

Alfredo Lemos de Castro era operário, gráfico e dirigente sindical. Morreu em 1899, pouco antes da emissão destes postais. A sua morte foi muito sentida, e o funeral muito participado, com manifestações de pesar vindas da cidade inteira. Será ele o motivo de tão estranho tema cartófilo? - Litografias a homenagear, por igual, operários, homens célebres e monumentos nacionais?