Pesquisar neste blogue

domingo, 13 de julho de 2014

CAFÉ IMPERIAL

O seu interior é dominado por um grande vitral alusivo ao cultivo, transporte, transformação e consumo do café. À entrada, do lado direito, foi colocado um local para venda de jornais; do lado esquerdo, um local de venda de café a peso. Ao fundo, à direita, o bar com tecto de cristal  - que virá a ser conhecido popularmente como 'sacristia' e utilizado como local de tertúlia. Aqui se reuniram Óscar Lopes e seu pai Armando Leça, João Gaspar Simões e outros.

PORTO DESAPARECIDO
de 
MARINA TAVARES DIAS
e
MÁRIO MORAIS MARQUES
(capítulo sobre os cafés)



sexta-feira, 11 de julho de 2014

CAFÉS DA PRAÇA

GUICHARD


«[...] Poucos anos depois, um outro café abriria na Praça de D. Pedro, no edifício que fora dos frades dos Congregados, duas portas adiante da esquina que torneja para o templo. Feio lhe chamaram, de mau gosto o apelidaram e, no entanto, esse café, o Guichard foi, e talvez continue a ser, o café mais famoso da cidade do Porto.

A seu respeito profetizou Júlio Dinis: "...há de merecer uma menção honrosa na história da literatura portuense". Na realidade, por aí passaram quase todos os nomes da geração de escritores românticos do Porto. Camilo é o mais conhecido,  e os seus primeiros anos de permanência na cidade do Porto confundem-se com peripécias e aventuras centradas neste famoso botequim. 

Em Serões de S. Miguel de Seide, numa das inúmeras referências que deixou a propósito do Guichard e de um dos seus frequentadores, Camilo escreve: "Em 1849 era João Roberto de Araujo Taveira um dos mais galhofeiros e satiricos rapases da phalange do café Guichard - que eu chamava uma colmeia onde se emmelavam doces favos de espírito, se aquelle botequim não fosse antes um vespereiro que desferia, às revoadas, ferretoando os bócios dos gordos philistinos da Assembleia e as macias espáduas lácteas das suas consortes no coração e nos ádypos". [...]

Continua no
PORTO DESAPARECIDO
livro de
MARINA TAVARES DIAS
e
MÁRIO MORAIS MARQUES



quinta-feira, 3 de julho de 2014

Visite-nos no Facebook


https://pt-pt.facebook.com/livroportodesaparecido

https://pt-pt.facebook.com/livroportodesaparecido

Esta é a nossa página no Facebbok. Se gosta do PORTO DESAPARECIDO original, do livro de MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES, siga o link e dê-nos a sua preferência. Na zona da página que indicamos com um oval, pode convidar os seus amigos para também «GOSTAREM» da página que ali mantemos. OBRIGADO A TODOS OS NOSSOS FANTÁSTICOS LEITORES.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Ainda o Desaparecido Mundo das lojas para crianças

Novo Bazar de Paris, na Rua Sá da Bandeira. Por volta de 1900, também os especialistas em roupa infantil se multiplicavam pela Baixa e por todas as ruas mais animadas do Porto.

Anúncios em depósito no ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS.





domingo, 29 de junho de 2014

O PORTO NO TEMPO DOS BRINQUEDOS



O célebre Bazar dos 3 Vinténs, na Rua da Cedofeita. 

Por volta de 1900, eram inúmeras as lojas especializadas na venda de brinquedos, no centro do Porto. A evocação de Paris e de outras cidades estrangeiras, de onde as mercadorias chegavam, parecia quase inevitável, pois associava jogos e bonecas ao fabrico francês, então em voga entre as classes privilegiadas. 

Uma boneca de 'biscuit' valia mais que um mês salário da maior parte dos portuenses de então.
As lojas de brinquedos do Porto desapareceram totalmente. Em 2014, os brinquedos são comparativamente baratos - mas compram-se nos supermercados e nos centros comerciais. A cidade ficou mais pobre.

Anúncio pertencente ao ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS.



sexta-feira, 27 de junho de 2014

As idades da Praça da Liberdade





PORTO DESAPARECIDO
de
MARINA TAVARES DIAS
e
MÁRIO MORAIS MARQUES
[...]
Quando, em 1721, a Câmara inicia o arranjo do local, outro ciclo principia. A Praça toma forma rectangular, a muralha é demolida, começa a construção do grande edifício situado no actual Passeio das Cardosas. Dois bonitos palacetes aparecem no limite Norte, vários outros edifícios se erguem do lado poente [.../...].
Na praça de terra batida realizavam-se as paradas militares dos regimentos da cidade e várias feiras semanais, como a da erva, a da palha, a da madeira ou a do carvão. Prestes a comemorar o centenário do local, instala-se a Câmara num dos palacetes situados a Norte. A coroar esse edifício é colocada uma estátua de granito que, representando um guerreiro com escudo e lança na mão, pretende simbolizar a cidade do Porto
. [continua no livro]

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Banheiros da Foz do Douro

[...] Depois, havia os banheiros, louvados por gerações de escritores que, enfermiços, lhes deviam os primeiros benhos de mar, literalmente levados em braços para o meio das ondas quando ainda mal sabiam falar. Aqui neste postal, muitíssimo ampliado a partir da fototipia original, vemos os mesmos banheiros a ajudar o banho das meninas vestidas de castorina. O aspecto dos banheiros de 1900 não diferia muito da indumentária usada pelos bombeiros, tal era o peso dos fatos de oleado preto. [.../...]
(continua)
MARINA TAVARES DIAS