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sábado, 7 de junho de 2014

Antes da Avenida




Rua de D. Pedro, por trás do antigo edificio da Câmara Muncicipal, antes da abertura da Avenida dos Aliados. O edificio da esquina, à direita, sobreviveu. Alberga o Café Embaixador , na Rua de Sampaio Bruno. Colaram-lhe, tapando a fachada que se vê na imagem, outro prédio, onde até há pouco tempo esteve um banco - e que faz hoje a esquina com a Avenida dos Aliados.

À esquerda, era mesmo a Câmara Municipal. Demolida foi, ao desaparecer esta rua, também a casa que sobressai ao centro da imagem. Nos pisos superiores era o Hotel Francfort. Cá em baixo, o Café Chaves.

Postal ilustrado topográfico em fototipia. Edição Alberto Ferreira, c. 1904.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

PRIMEIRO DE MAIO, 1900

As comemorações do 1.º de Maio de 1900 integraram um cortejo alegórico que se formou na actual Praça da República, passou por varias ruas do Porto e foi a Gaia, ao pé da Serra do Pilar, onde houve um comicio.

Abria o cortejo um carro alegórico dedicado ao trabalho, onde se liam algumas inscrições, como:

“A educação deve ter por base a ciencia e não a fé”,
“O trabalho é a fonte de todas as riquezas”,
“Nem deveres sem direitos, nem direitos sem deveres”,
“A união faz a força”.

E à frente do carro, emoldurado por um trofeu de bandeiras e festões de verdura, o retrato de Karl Marx ,apontando para um livro onde se lia “Proletários de todo o mundo, uni-vos!”

PORTO DESAPARECIDO© 
Marina Tavares Dias 
e Mário Morais Marques.


terça-feira, 3 de junho de 2014





Peças do ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS. Os bilhetes postais ilustrados. A explicação sobre muitas destas peças, assim como a história dos lugares, estão nos inúmeros livros de 
Marina Tavares Dias.
Edição de Paulo Guedes, fototipia, c. 1906. Vendedeiras de Mexilhão na rua, em Moledo do Minho.

domingo, 1 de junho de 2014

As peças do ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS: os 'cabinet cards'



Thomaz Ribeiro e Mendonça Cortez, professores da Universidade de Coimbra. «Cabinet Card» sem identificação do fotógrafo (c. 1880). Curioso porque tirado «fora de portas» e com poses e vestimentas informais. 

João José de Mendonça Cortez foi Par do Reino, professor catedrático, historiador e cientista. Nasceu em Olhão a 9 de Janeiro de 1836 e morreu em Paris a 24 de Fevereiro de 1912.
Thomaz Ribeiro nasceu em Parada de Gonta, Tondela, a 1 de Julho de 1831 e morreu em Lisboa a 6 de Fevereiro de 1901. Além de poeta e escritor ultra-romântico, foi licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, deputado pelo Partido Regenerador, presidente da Câmara Municipal de Tondela, Par do Reino, ministro da Marinha, ministro das Obras Públicas e governador civil dos distritos de Braga e do Porto.

sábado, 31 de maio de 2014

Peças do ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS



Peças do ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS. Os bilhetes postais ilustrados. A explicação sobre muitas destas peças, assim como a história dos lugares, estão nos inúmeros livros de Marina Tavares Dias.
Postal publicitário de José Emygdio de Souza Cardoso (pai do pintor Amadeo de Souza Cardoso). Adega de Manhufe, vinho verde amarantino. Circulado em 1909 para o Porto.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Karl Marx no Porto ou a monumentalidade segundo Alfredo Lemos de Castro





Aqui está um exemplar da mais rara série de postais ilustrados portuenses. São quatro; a saber: este representando Marx, (com a Ponte D. Luiz); um com o retrato de Antero de Quental e o Hospital de Santo António; o terceiro homenageando José Fontana ao lado do antigo edifício  da Câmara Municipal do Porto e, por último, Alfredo Lemos de Castro a par da Torre dos Clérigos. Um quinto, que se sabe existir, não consta do Arquivo Marina Tavares Dias.


Por não apresentarem divisão bipartida do verso, podemos atestar serem anteriores a 1904. Talvez sejam mesmo, mesmo da dobra do século XIX para o século XX. Ultra-republicanos em plena Monarquia. Celebrando o Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador.

Alfredo Lemos de Castro era operário, gráfico e dirigente sindical. Morreu em 1899, pouco antes da emissão destes postais. A sua morte foi muito sentida, e o funeral muito participado, com manifestações de pesar vindas da cidade inteira. Será ele o motivo de tão estranho tema cartófilo? - Litografias a homenagear, por igual, operários, homens célebres e monumentos nacionais? 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Grande Hotel, agora em memória

Um quarto do GRANDE HOTEL DO PORTO
na década de 1920

« Era um hotel emblemático, com quartos magníficos, de janelas sobre a Rua de Santa Catarina; restaurante de iguarias a condizer com os estuques dourados que representavam a sua época. O nome ostentava pergaminhos de Grande Hotel do Porto, por direito próprio, numa cidade onde, durante décadas, era o mais sofisticado e o mais central.

Hoje em dia, após uma intervenção modernaça (que pretendia «melhorar» a que fora já feita na década de 1950), tem quadros copiados de fotocópias a cores, lombadas de livros falsos no salão de entrada, veludo encarnado e almofadas pretas; tudo misturado com moldes de estuque, a molho e sem sentido algum, escorrendo pelas paredes abaixo. Hoje em dia, o Grande Hotel passou a ter o cenário de grande bordel.

Frequentei-o durante mais de 25 anos. Ali passei dias, semanas, meses, sempre que ia ao Porto. Em Janeiro de 2012, disse-lhe adeus de vez, passando a mão pelas colunas do salão (uma das poucas coisas que permanecem intactas, e que estão agora totalmente deslocadas no meio de tanto horror).

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MARINA TAVARES DIAS