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sábado, 22 de março de 2014

OS POSTAIS do PORTO NO ADVENTO DA CARTOFILIA A CORES

PORTO DESAPARECIDO© 

Marina Tavares Dias 
e Mário Morais Marques. 


Continuamos a divulgar os postais digitalizados e enviados pelos Amigos do Porto Desaparecido
© Original. 
Obrigado e bem hajam!


Eixo Aliados-Cordoaria.  Quanto a verde... «E Tudo o Vento Levou».






sexta-feira, 21 de março de 2014

De GAIA ao PORTO em 1877

O Comboio chegou às Devesas em 1864, mas teve de aguardar vários anos até alcançar a capital do Norte, cessando então o serviço da Mala-Posta.

Os passageiros, depois de desembarcarem na estação das Devesas, em Vila Nova de Gaia, mudavam-se para traquitanas puxadas por cavalos, entrando aos tropeções na cidade do Porto.

Lady Jackson no seu livro de crónica de viagens
A Formosa Lusitânia, que Camilo traduziu e se publicou no Porto em 1877, conta-nos assim o final da viagem de comboio que iniciara em Lisboa:

« [...] Mas ainda tínhamos que andar, e atravessar o Douro, antes de chegar ao Porto, ou Oporto, como os inglezes querem que seja. Uma estreita caixa de madeira de um omnibus, era o único transporte, e nós os trez e mais dous com innumeras malas, caixotes e saccos, com difficuldade cabiamos. Subimos e depois descemos vagarosamente uma íngreme encosta e passamos a ponte-pênsil, alumiada pelos lampejos dos raros lampeões. Começava a tremular no rio o radiar da lua, dando feitios fantasticos às sombras dos objectos, quando íamos em solavancos a entrar na cidade, que se eleva na montanha fronteira a nós. Passava das onze horas quando entramos no Porto.»


MARINA TAVARES DIAS
MÁRIO MORAIS MARQUES
PORTO DESAPARECIDO

A Ribeira na década de 1860,
numa albumina de Carlos Relvas

quarta-feira, 19 de março de 2014

O GUICHARD


O oitocentista Café Guichard, na Praça Nova, no tempo
em que Camillo Castello Branco ali se reunia 
em tertúlia. Capítulo 
OS CAFÉS DO PORTO. PORTO DESAPARECIDO 
de MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES.


Um visitante experimentado e fino chega a qualquer parte, entra no café, observa-o, examina-o e tem conhecido o país em que está, o seu governo, as suas leis, os seus costumes, a sua religião. 
Almeida Garrett.

terça-feira, 18 de março de 2014

A MAJORA da Rua das Taipas



Puzzles, livros, 
jogos e cubos de madeira 
da década de 1950


A Majora, fábrica dos brinquedos e dos jogos que deliciaram gerações de portugueses, foi fundada em 1939 pelos irmãos Oliveira: Mário e Joaquim. [...] O primeiro, clássico entre os clássicos, começou a ser vendido em 39 e ainda se encontra por aí. Chama-se "Pontapé ao Goal". Assim mesmo, "goal", como se escrevia no tempo em que "football" ainda não passara a português corrente. 

O "pedigree" deste jogo está patente a todos nós: sendo "goal" e não "golo", tem de ser um clássico! Procure-o nas lojas, e ficará na posse de um dos jogos de sociedade que primeiro se venderam em Portugal.

    O sucesso dos novos jogos ("Quebra-Cabeças", "Tarzan e a Caça às Feras", "Loto/Quino", "Tangram", entre muitos), até então completamente desconhecidos entre nós, multiplicou-se ao longo dos pacatos anos 40. Em breve a Majora mudou de casa, para uma fábrica na portuense Rua das Taipas. E continuou a cescer [...]

PORTO DESAPARECIDO 
de
MÁRIO MORAIS MARQUES
e
MARINA TAVARES DIAS

segunda-feira, 17 de março de 2014

Guarany: o índio déco da Avenida

Excerto de

PORTO DESAPARECIDO
de
MARINA TAVARES DIAS
e
MÁRIO MORAIS MARQUES





[...] Sobre o Café Monumental e sobre o Guarany, descrevendo o ambiente e respectivas orquestras, escreveu o engenheiro João António Ferreira Lamas, recordando o convívio que mantivera com o então seu colega na Faculdade de Engenharia do Porto e futuro poeta Jorge de Sena:

"Havia, no entanto, um ou outro café em que tocavam orquestras ligeiras, na Avenida dos Aliados, como o Monumental, com a orquestra do Almeida Cruz e outras, e o Guarany. Que existe ainda, embora muito transformado.

Ao fim da tarde, íamos até lá ouvir as belíssimas músicas de Benny Godmann, Harry James, Francisco Canaro, Felix Mendelsohn, Glen Miller, etc, músicas que ainda hoje nos deliciam (e não só por saudosismo, porque também são apreciadas pelos mais novos), como "La Comparsita" ou "In the Mood". O ambiente era pesadíssimo, de cortar à faca; o espaço reduzidíssimo, ficávamos quase ao colo uns dos outros, mas era das poucas coisas agradáveis de que podíamos desfrutar pelo preço de uma bica.
" [...]
(CONTINUA NO LIVRO)

domingo, 16 de março de 2014

A destruição da Cidade do Cinema da INVICTA FILM. Take 2





PORTO DESAPARECIDO 
O original,
o de
MARINA TAVARES DIAS
MÁRIO MORAIS MARQUES

"A Invicta Film Lda., usando o epíteto habitualmente conferido à capital do Norte, foi uma empresa pioneira do cinema português fundada a 22 de Novembro de 1917. O capital inicial de 150.000 escudos, soma milionária para o seu tempo, demonstra bem a disponibilidade e a crença dos sócios que se envolveram nesta maravilhosa aventura duma nova forma de arte, por muitos ainda vista, na época, como espectáculo de circo.

No ano seguinte, é contratado o realizador Georges Pallu, que rapidamente se especializa em adaptações dos clássicos da literatura portuguesa, como Júlio Diniz («Os Fidalgos da Casa Mourisca», 1920) ou Camilo Castelo Branco («Amor de Perdição», 1921), sempre com enorme sucesso nos écrans portuenses e também nos lisboetas. Rino Lupo, outro dos realizadores míticos da Invicta, assinaria o igualmente bem-sucedido «Zé do Telhado» (1929).

O que aconteceu aos estúdios magníficos e pioneiros da INVICTA, instalados na Quinta da Prelada (onde ainda há poucos anos eram visíveis vestígios do estúdio 1), pode servir de metáfora para a indiferença com que tem sido destruído o património histórico e artístico do Porto."