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domingo, 8 de setembro de 2013

A PONTE PÊNSIL nas cheias de 1862

A 2 de Maio de 1841, aniversário da coroação de D. Maria II, começaram oficialmente os trabalhos de construção da nova ponte com a colocação da 1.ª pedra, e a 4 de Janeiro de 1843 realizavam-se os ensaios de carga finais. 

Em: Porto Desaparecido
de Marina Tavares Dias 
e Mário Morais Marques




Cheias no Rio Douro. 
Fotografia original 
do capítulo «A Ponte Pênsil», 
Porto Desaparecido, 
de Marina Tavares Dias 
e Mário Morais Marques

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O antigo CAFÉ ASTÓRIA

PORTO DESAPARECIDO 
de MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES, 
capítulo sobre os cafés:

“Em 12/3/1932 abre um novo café no edifício das Cardosas, esquina com a Praça de Almeida Garrett, bem próximo da Estação de S. Bento. Chama-se Astória e anuncia-se como café-cervejaria. Segue, na organização do espaço, o modelo do café Monumental: três pisos, bar e cervejaria ao nível do r/c, café e salão de chá ao nível do primeiro piso e sala de jogos no segundo piso. Dirige-se a uma clientela em demanda da vizinha estação ferroviária, e ajusta os seus serviços aos horários dos comboios, anunciando, por isso, um serviço de pequenos almoços às sete horas da manhã. Com essa abertura matutina será o último poiso de muitos noctívagos. Fechará as portas a 15 de Abril de 1972.

domingo, 18 de agosto de 2013

O INCÊNDIO DO TEATRO BAQUET

Em PORTO DESAPARECIDO, de Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques (2001) 

«Embora o sol tivesse brilhado durante o dia, o estio não parecia para breve, naquela noite de Março de 1888. O vento soprava veloz à entrada da Rua de Santo António e os transeuntes, com abafos de Inverno, rumavam quase todos para o mesmo destino: a fachada iluminada do Teatro Baquet, cujo cartaz prometia espectáculo duplo, até depois da meia-noite, em homenagem ao actor Firmino.» (excerto do capítulo)


quarta-feira, 10 de julho de 2013

A PRAÇA NOVA - PORTO DESAPARECIDO, copyright 2002

ESTÁTUA DE D. PEDRO

- excerto do capítulo A PRAÇA NOVA


Ao atribuir, em 1833, o nome de D. Pedro à antiga Praça Nova das Hortas, quis a Câmara orná-la com um monumento em honra do Rei-Soldado. Por isso, solicitou autorização ao Governo para fundir as peças de artilharia deixadas pelo inimigo, assim obtendo o metal necessário. Abriu-se concurso para elaboração do modelo e subscrição pública para obtenção das verbas. O governo autorizou a pretensão. Concorreram vários artistas mas, por falta de dinheiro, a Câmara desistiu do intento. Em 1837, nova tentativa, igualmente falhada.  Em 1862, a terceira tentativa, dando razão ao ditado popular, foi coroada de êxito. O dinheiro da subscrição pública continuava a ser escasso, mas a Câmara Municipal, contraindo um empréstimo, decidiu levar em frente o empreendimento. Aberto novo concurso público, foi escolhido o modelo apresentado por Anatole Calmels, artista que em Lisboa, nesse momento, trabalhava no grupo escultórico do Arco da Rua Augusta.
O monumento consiste numa estátua equestre, fundida em bronze, de D. Pedro de Bragança segurando na mão direita a Carta Constitucional e na esquerda as rédeas do cavalo. Apoia-se numa base de pedra lioz, desenhada igualmente por Calmels, decorada com as armas da cidade do Porto, com as da Casa de Bragança e com dois relevos, originalmente em mármore de Carrara. Num desses relevos representa-se, no momento do desembarque das tropas liberais em 1832, a entrega da Bandeira, destinada ao regimento dos Voluntários da Rainha, por D. Pedro a um soldado desse mesmo regimento. No outro motivo escultórico, vê-se a entrega ao Presidente da Câmara da urna contendo o coração de D. Pedro que, doado em testamento à cidade, se conserva actualmente na Igreja da Lapa. Quando foram retiradas as grades que protegiam o grupo escultórico, temendo que pudessem os relevos de mármore ser danificados, deliberou o Município substitui-los por réplicas em bronze. [.../...]
Com a presença dos reis D. Luís e D. Fernando, no meio de salvas, repique de sinos e girândola de foguetes, realizaram-se os festejos da inauguração, a 19 de Outubro de 1866. Fazendo guarda de honra, envergando os seus velhos uniformes, lá estavam os veteranos das lutas liberais.

[.../...] Do centro da Praça Nova viu a estátua de D. Pedro muita coisa alterar-se à sua volta. [.../...] Popular e cúmplice de múltiplos acontecimentos, continua como um dos símbolos da cidade. 

MARINA TAVARES DIAS
MÁRIO MORAIS MARQUES
PORTO DESAPARECIDO 
copyright 2002
Foto actual: 
Marina Tavares Dias

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A Brasileira

OS CAFÉS DO PORTO

EXCERTO DO CAPÍTULO 

OS CAFÉS DO PORTO

Adriano Telles foi responsável pela inauguração posterior das Brasileiras de Lisboa (a do Chiado, em 1905, e a do Rossio, em 1911) e também mentor do aparecimento da Brasileira de Braga, fundada pelo então seu sócio Adolpho de Azevedo, a 17 de Março de 1907. Ainda antes de conquistar Coimbra com estabelecimento congénere, na Rua Ferreira Borges, Telles levou a fama do seu café até terras de Espanha, instalando uma diminuta sucursal em Sevilha.


OS CAFÉS DO PORTO

EXCERTO DO CAPÍTULO 

OS CAFÉS DO PORTO


«Com o correr dos anos, a própria fachada do café, com o grande alpendre construído durante as primeiras obras de monta (terminadas em Agosto de 1916), viria a tornar-se, só por si, um «ex-libris» do Porto. Enquanto decorreram os trabalhos, e para não perder uma única hora de negócio, a firma construiu um anexo de madeira sob o toldo novo, e aí continuou a vender café e chá ao quilo. Anexando a loja que até então ocupara o gaveto para a Rua do Bonjardim, A Brasileira volta a expandir-se em 1930, altura em que é considerada o mais 'intelectual' dos cafés portuenses. Oito anos depois – 26 de Maio de 1938 – inaugura-se a remodelada sala central, em estilo já totalmente «modernista» (por oposição aos antigos interiores clássicos). A decoração fora encomendada a Januário Godinho, que se esmerara na escolha de espelhos franceses e frisos de alabastro do Vimioso, devidamente enquadrados pelos baixos-relevos do escultor Henrique Moreira.»

MARINA TAVARES DIAS


terça-feira, 25 de junho de 2013

A PONTE PÊNSIL

A PONTE PÊNSIL.


Excerto do capítulo inaugural do livro

PORTO DESAPARECIDO


DE

MARINA TAVARES DIAS


E

MÁRIO MORAIS MARQUES


Em 1837, ultrapassadas as grandes convulsões políticas do primeiro quartel do século, [...] Portugal começa lentamente a industrializar-se [.../...]. A ligação Porto – Lisboa torna-se fundamental [.../...].

Entre a cidade do Porto e Vila Nova de Gaia irá construir-se, então, a primeira ponte definitiva de todo o curso nacional e internacional deste rio. Curiosamente, enquanto a construção da ponte demorou menos de dois anos, a estrada de ligação à capital só ficaria completa um quarto de século depois, em 1861, já em pleno Fontismo. [..../....]