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segunda-feira, 24 de março de 2014

Os Abadessados dos conventos portuenses

[...] Ao retirar-se de um dos festejos, Guilherme Braga ouviu alguém que dentro das grades lhe dizia: "Espere um bocadinho!” O poeta não perdeu a oportunidade e prontamente retorquiu: "Nesse espere um bocadinho/Se ilusão minha não fosse.../Parece que vem mais vinho/Parece que vem mais doce."*
[...]
Depois de alguns abusos, referidos por Camilo e que Magalhães Basto cita, os últimos abadessados foram já feitos à porta fechada, no parlatório do convento, com acesso reservado a portadores de convite, ao género de sarau literário-musical então vulgar em muitas casas portuenses.

PORTO DESAPARECIDO
MARINA TAVARES DIAS
E
MÁRIO MORAIS MARQUES

FOTOGRAFIA DE MARINA TAVARES DIAS

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

As festas das abadessas

Mulher do Porto, 1830


Alberto Pimentel, compondo o diálogo fictício entre o poeta Soares de Passos e uma personagem de “O Porto Por Fora e por Dentro” (D. Gastão, morgado de Lamego), escreve: “E à hora em que tu, na tua casa da Praça Nova, estiveres meditando uma das tuas mais tristes e melodiosas composições, estarei eu, a pequena distância, trepando por uma escada de corda ao muro do mosteiro de S. Bento, e iminente aos braços de Clarinha, que me espera emboscada na cerca. 
O que eu quero é familiarizar-me com o teatro das operações, internar-me no convento, passar alguns dias na cela de Clarinha alimentado a doce de amêndoa, porque depois, na noite em que Clarinha imaginar que eu desci pelo muro da cerca, enganar-me-ei no caminho, e, para não ser surpreendido por ninguém, pernoitarei na cela de Palmira. 
E tu, tu, meu António Augusto, como conheces o escândalo, escreverás em formosos versos uma bela ode intitulada "A Profanação do Mosteiro."

Soares de Passos não terá escrito tal ode, mas muitos dos seus inúmeros contemporâneos que se dedicavam aos «versos» não faltavam às festas de abadessado, versejando à abadessa, às freiras, às criadas e a tudo o que cativasse a inspiração do momento. 

Nessas festas com que, de três em três anos, se festejava a eleição de nova abadessa (tradição que já vinha do séc. XVIII), lá estavam os poetas, conhecidos ou desconhecidos, numa lista enorme e sempre incompleta onde figuraram também Camilo, Guerra Junqueiro, Faustino Xavier de Novaes, Guilherme Braga e Alberto Pimentel [...]
 
(continua no livro)

MARINA TAVARES DIAS
e MÁRIO MORAIS MARQUES 
in
PORTO DESAPARECIDO 
(2002)

Entrada para o Convento de Monchique (colecção Villa-Nova)


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

S. Bento da Avé Maria

Em PORTO DESAPARECIDO 

de Marina Tavares Dias 

e Mário Morais Marques


«No preciso local onde hoje se ergue a Estação de S. Bento existiu, até finais do século XIX, o belo edifício do convento beneditino das freiras de S. Bento da Avé Maria. Entre os inúmeros objectos do seu recheio que sucessivos leilões dispersaram venerava-se, ainda em 1894, ano da demolição, um livrinho do tamanho de uma caixa de fósforos de cera. [...] as freiras guardavam-no numa caixa de xarão com embutidos de cor [...] uma minúscula edição da "Regra de S. Bento", e a ela se associava uma das muitas lendas do convento . » 
(excerto e ilustrações do capítulo O Convento de Avé Maria)




quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O CONVENTO DE AVÉ-MARIA

Fotografia inédita,

da colecção de Mário Morais Marques

publicada em exclusivo no livro

PORTO DESAPARECIDO (2002)

 

«No preciso local onde hoje se ergue a Estação de S. Bento

 existiu, até finais do século XIX, o belo edifício do

convento beneditino das freiras de S. Bento da Avé Maria.

[.../...] Três datas marcam a vida deste edifício: 1533, 1834 e 1894. Na primeira, determina D. Manuel I a sua fundação, impondo nele o agrupamento dos pequenos mosteiros de S. Cristóvão de Rio Tinto, S. Salvador de Vila Cova de Sandim, Santa Maria Maior de Tarouquela e de S. Salvador de Tuías (todos eles, de resto, já em nítida decadência). Em 1834, sai o decreto da extinção das ordens religiosas em Portugal. Em 1894, decorre a demolição.»

CAPÍTULO

«O CONVENTO DE AVÉ-MARIA»,

em PORTO DESAPARECIDO

de MARINA TAVARES DIAS

e MÁRIO MORAIS MARQUES

(primeira edição, 2002).