Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta amigos do Porto Desaparecido original. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta amigos do Porto Desaparecido original. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Clérigos e eléctricos

A Rua dos Clérigos na década de 1940.
Postal ilustrado fotográfico Ed. P.C.
Os carros eléctricos dão outra alegria à cidade.
Em boa hora regresssaram a alguns locais.

terça-feira, 29 de abril de 2014

OS MELHORS LIVROS DE CADA CIDADE...

«Alguns livros são portas para cidades. Alguns livros são portas que prolongam as cidades para lá da temporalidade, para além da topografia, para longe da desatenção. Alguns livros são as únicas portas de acesso às cidades pelo lado da alma. Alguns livros valem dias de passeio pelas cidades, anos de vida nas cidades.»
MARINA TAVARES DIAS

A célebre Académica, uma
das mais estimadas livrarias-alfarrabista do Porto,
Fotografia de Marina Tavares Dias, 2013


segunda-feira, 28 de abril de 2014

A GRANJA ELEGANTE

Esteve para o Porto como Cascais estava para a Lisboa do início do século XX. Com o seu clube, o seu casino, as visitas da família real a banhos, as casinhas harmónicas e semelhantes, os palacetes novos inspirados em praias francesas. E um sossego próprio de quem recolhe cedo, e fica a tocar um vago piano, que se escuta abafadamente, lá ao longe na praia, onde o amanhecer promete mais um dia radioso em sol e gargalhadas.
Hoje, a Granja oscila entre o tesouro perdido e o território potencialmente especulativo. Alguma coisa da antiga magia se foi. Algo dela ficou ainda.


Estação ferroviária da Granja 
no início do século XX 
(postal ilustrado de Alberto Ferreira)

sábado, 26 de abril de 2014

BRASILEIRA: QUE FUTURO?

Lutemos sempre e ainda pela manutenção da 
BRASILEIRA DO PORTO, 
inaugurada em 1903 por Adriano Telles.


Um dos ex-libris da cidade. Não aceitemos a surdez, cegueira e assobiar para o lado com que a CMP sempre tratou o património! Alguma coisa mudou nas últimas eleições. Ou não?



Gosta do PORTO DESAPARECIDO©?
Do único, do original, do registado PORTO DESAPARECIDO?
Do que começa muito antes do Facebook em Portugal, em 2002 e como livro de sucesso?
Do de MARINA TAVARES DIAS e de MÁRIO MORAIS MARQUES?

Então, convide os seus amigos para o nosso blog. Ajude a travar as várias cópias não autorizadas, trazendo mais «gostos» também para a página oficial do Facebook que vai decerto gostar de ler:

https://pt-pt.facebook.com/livroportodesaparecido

sexta-feira, 25 de abril de 2014



PORTO DESAPARECIDO
é um livro de
MARINA TAVARES DIAS
e
MÁRIO MORAIS MARQUES
(copyright 2002)


«[...] A desejada Avenida [dos Aliados] vai ser aberta segundo projecto do inglês Barry Parker, sacrificando-se para isso os dois edifícios onde funcionavam os serviços camarários. Demolição que começa no dia 1 de Fevereiro de 1916. 

Pouco depois, iniciar-se-á a construção do novo edifício dos Paços do Concelho, com que se pretende ocultar a fachada da Igreja da Trindade, que o projectista não considera digna de rematar a nova artéria. O Arquitecto Marques da Silva desenha os edifícios da Companhia A Nacional e do Banco Inglês que, simetricamente, a Poente e Nascente, marcam de forma ténue a separação dos dois espaços urbanos [...]» (continua)



Excerto do capítulo A PRAÇA NOVA

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Os deuses vandalizados



Pormenor recortado do catálogo da Fábrica das Devezas (Vila Nova de Gaia) em 1910.

Nos últimos dois anos, a vandalização da fábrica, tendo em vista uma impossbilidade de recuperação, faz adivinhar o pouco que dela restará para testemunho futuro.


PORTO DESAPARECIDO
de
MARINA TAVARES DIAS
e
MÁRIO MORAIS MARQUES


terça-feira, 22 de abril de 2014

Tapetes verdes ao cair da tarde...

eram os canteiros da Avenida dos Aliados, na altura do dia em que a cidade se animava com as luzes dos 'néons' e as tertúlias nos inúmeros cafés. Hoje, cinzentona e cheia de dependências bancárias encerradas às 3 da tarde, a Avenida vai morrendo...


PORTO DESAPARECIDO 
de MARINA TAVARES DIAS
e MÁRIO MORAIS MARQUES

capítulo A Praça Nova
ilustração:
postal ilustrado 'Portugal Turístico'
(s/d)

quinta-feira, 17 de abril de 2014

DEVEZAS, com um 'Z'. Desespero, com um 'S'

Pormenor recortado da capa do catálogo da Fábrica das Devezas (Gaia) em 1910. Hoje em ruínas, foi a mais importante unidade do género entre as inúmeras que se implantaram na zona. As fábricas de cerâmica de Vila Nova de Gaia (ou do Porto, como inicialmente as designavam por divisão administrativa oitocentista) eram um dos tesouros industriais do Norte de Portugal. A sua agonia e morte simbolizam muita coisa, de que, necessariamente, voltaremos a «falar».

Foto: ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS

sábado, 12 de abril de 2014

A Noiva e A Tentadora

Imagens enviadas pelos amigos da página oficial do PORTO DESAPARECIDO© Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. Por favor partilhem no vosso mural e com os vossos amigos. Obrigado a todos.

Recepção ao Rei D. Manuel II na Rua dos Clérigos, 1909. Reparem na carruagem de 'carro americano' cujo pormenor se vê à direita. Aqui já estava provavelmente transformada em carro eléctrico. Reparem que «A Tentadora» está apenas duas portas acima d'«A Noiva»

Fotografia de Joshua Benoliel, prova digital, a partir de negativo depositado na Torre do Tombo. 


quinta-feira, 10 de abril de 2014

MATOSINHOS NO ADVENTO DA CARTOFILIA A CORES

PORTO DESAPARECIDO©


de


Marina Tavares Dias


Mário Morais Marques.


Continuamos a divulgar os postais
digitalizados e enviados pelos
Amigos do Porto Desaparecido© Original.
Obrigado e bem-hajam!


 Matosinhos. A faina das redes na década de 1970

Matosinhos. Rua Brito Capelo na década de 1920

segunda-feira, 7 de abril de 2014

O 'PORTO DA PRAÇA NOVA'

Na praça de terra batida realizavam-se as paradas militares dos regimentos da cidade e várias feiras semanais, como a da erva, a da palha, a da madeira ou a do carvão. Prestes a comemorar o centenário do local, instala-se a Câmara num dos palacetes situados a Norte. A coroar esse edifício é colocada uma estátua de granito que, representando um guerreiro com escudo e lança na mão, pretende simbolizar a cidade do Porto. E assim, a estátua (ficando conhecida como "O Porto da Praça Nova") irá vigiando tudo de cima do seu pedestal, presidindo ao ciclo seguinte. Durante cem anos permanecerá neste lugar, sendo apeada em 1916. 

MARINA TAVARES DIAS
MÁRIO MORAIS MARQUES
---
EXCERTO
do muito 
citado (e copiado)
capítulo
A PRAÇA NOVA

(ver legenda e atribuição no livro)

sábado, 5 de abril de 2014

O NOSSO AMADO CAFÉ «PIOLHO»

Outro café famoso sobrevive é o Âncora d'Ouro, mais conhecido de todos os portuenses como «O Piolho». Figurando num almanaque de 1883, será provavelmente o mais antigo da cidade ainda em funcionamento, logo seguido do Café Progresso. A passagem das instalações universitárias para outras zonas menos centrais está a despovoá-lo, mas as lápides dispersas nas paredes testemunham bem o que ele representou para várias gerações de estudantes.
[...]
No Largo do Moinho de Vento sobrevive o café Progresso. Nos tempos da Politécnica era este estabelecimento conhecido como o café dos Professores, enquanto o Piolho era o dos estudantes. Escapou à moda das renovações que os outros sofreram nos anos 30 e mantém as características dos velhos botequins.

MARINA TAVARES DIAS
e
MÁRIO MORAIS MARQUES
em
PORTO DESAPARECIDO
(2002)


Fotografia: Marina Tavares Dias

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Quanto a verde... «E Tudo o Vento Levou»

PORTO DESAPARECIDO© Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques




OS POSTAIS do PORTO 
NO ADVENTO DA CARTOFILIA A CORES

Continuamos a divulgar os postais digitalizados e enviados pelos Amigos do Porto Desaparecido© Original.
Obrigado e bem-hajam!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

'Camilianando'... caminhando

PORTO DESAPARECIDO© Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. 




A gravura que Alberto Pimentel inseriu em “O Romance do Romancista”, e que aqui deixámos em «post» alusivo, é a única imagem conhecida do Café Guichard. Embora posterior ao seu encerramento, coincide com as descrições escritas que os  frequentadores nos deixaram.

Desses frequentadores, o mais famoso, foi sem dúvida Camilo Castelo Branco que assiduamente ali parava na sua juventude, reunindo tertúlia que raramente passava despercebida. Dessa vivência deixou-nos o escritor o testemunho, espalhado por várias páginas dos seus livros.



terça-feira, 1 de abril de 2014

UMA DESCOBERTA DAS INVESTIGAÇÕES DO PORTO DESAPARECIDO

DURANTE AS INVESTIGAÇÕES
PARA O CAPÍTULO 
SOBRE OS CAFÉS DO PORTO,

MARINA TAVARES DIAS
E MÁRIO MORAIS MARQUES

RECUPERARAM A QUE DEVERÁ SER
A MAIS ANTIGA REFERÊNCIA A CAFÉ
NA CIDADE DO PORTO.

O TEXTO É UMA DELÍCIA,
E MERECE LEITURA.




"Assim escrevia, em 1786, o abade de Jazente, Paulino António Cabral de Vasconcelos, que como poeta satírico e galanteador de damas passou à história. O Abade gozava a vida, frequentava as festas dos salões portuenses e escrevia sonetos. O café, bebida exótica e cara era, com toda a certeza, servido nesses lugares, envolto em rituais de luxo e divertimento. Embora no ano de 1786 o Café Martinho da Arcada fosse novidade em Lisboa, não existem notícias de qualquer estabelecimento de venda exclusiva desta bebida na cidade do Porto, em finais do século XVIII. Se algum desses lugares existiu e o abade - poeta o frequentava, provavelmente nunca o saberemos. "

segunda-feira, 31 de março de 2014

Os primórdios do Theatro de S. João

PORTO DESAPARECIDO© Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. 


"O Theatro de S. João é, por suas dimensões e conveniente fabrica, proporcionado em sua grandeza á população da cidade, servindo tanto para a musica, como para a declamação – Francisco d’Almada e Mendonça, sendo corregedor nesta comarca, influiu para que se formasse uma associação de capitalistas, negociantes e proprietários, nacionaes e estrangeiros, e com o fundo de quase 150 mil cruzados, levantou o magnifico theatro que frequentamos agora. Deu o risco para este edifício o architecto italiano Mazoneschi, que também o fora do real theatro de S. Carlos em Lisboa, e dentro de breve espaço de 26 mezes se levou a cabo obra tão vasta e sólida.
Foi a abertura a 13 de Maio de 1798, para festejar os anos do príncipe regente D. João. Para esta primeira representação foi preciso prescindir da cornija de pedra que deveria circuitar o edifício, na esperança de se remediar esta falta em occasião opportuna, o que se não tem até hoje podido levar a effeito!"

In  O Nacional 23 de Dezembro de 1848


Primitivo edifício de Teatro de S. João,
 antes do incêndio do início do século XX. 
Photographia Guedes - Arquivo Municipal

sábado, 29 de março de 2014

AS TERTÚLIAS DO GUICHARD NA PRAÇA NOVA

PORTO DESAPARECIDO©
Marina Tavares Dias

Mário Morais Marques.

Poucos anos depois, um outro café abriria na Praça de D. Pedro, no edifício que fora dos frades dos Congregados, duas portas adiante da esquina que torneja para o templo. Feio lhe chamaram, de mau gosto o apelidaram e, no entanto, esse café, o "Guichard", foi, e talvez continue a ser, o mais famoso da cidade do Porto.

 A respeito profetizou Júlio Diniz: "[...] há de merecer uma menção honrosa na história da literatura portuense"*. Na realidade, por aí passaram quase todos os nomes da geração de escritores românticos. Camilo é o mais conhecido, e os seus primeiros anos de permanência na cidade do Porto confundem-se com peripécias e aventuras centradas no famoso botequim. 

Em "Serões de S. Miguel de Seide", numa das inúmeras referências que deixou a propósito do Guichard e de um dos seus frequentadores, Camilo escreve: "Em 1849 era João Roberto de Araujo Taveira um dos mais galhofeiros e satiricos rapases da phalange do café Guichard - que eu chamava uma colmeia onde se emmelavam doces favos de espirito, se aquelle botequim não fosse antes um vespereiro que desferia, ás revoadas, ferretoando os bócios dos gordos philistinos da "Assembleia" e as macias espaduas lácteas das suas consortes no coração e nos ádypos"*. 

Esclareça-se que a "Assembleia" era a Assembleia Portuense, antepassada do Clube Portuense, sendo os seus frequentadores o alvo preferencial dos ataques violentos e mordazes dos rapazes do Guichard.

(CONTINUA NO LIVRO)


sexta-feira, 28 de março de 2014

IMPERIAL

PORTO DESAPARECIDO© 
de

Marina Tavares Dias
Mário Morais Marques



capítulo
OS CAFÉS

«O ultimo café a abrir na década de 30, nesta zona da cidade, será o Imperial, a 27 de Maio de 1936. A imprensa da época noticia o facto com grande relevo, transcrevendo discursos de ocasião. Os arquitectos Ernesto Korrodi (1889-1944) e seu filho Ernesto Camilo (1905-1985) são autores do projecto, "nem peixe, nem carne, mas que pode e deve enfileirar ao lado dos melhores cafés do país e do estrangeiro"* - assim o classifica o velho Korrodi.

O interior é dominado por um grande vitral alusivo ao cultivo, transporte, transformação e consumo do café. À entrada, do lado direito, um local para venda de jornais; do esquerdo a venda de café a peso. Ao fundo, à direita, o bar, com tecto de vidro e cristal. Virá a ser conhecido popularmente como "sacristia", e utilizado como local de tertúlia.

Aqui se reuniram Óscar Lopes e seu pai Armando Leça, João Gaspar Simões e outros. Uma porta giratória em cobre e cristal permitia o acesso ao interior. Quando, na Praça, em tarde de contestação anti-ditadura, os manifestantes se protegiam da polícia dentro do Café Imperial, eram estas portas que barravam o passo aos cavalos.» [...] (continua no livro)


Pormenor de fotografia 
de MARINA TAVARES DIAS, 1984

quinta-feira, 27 de março de 2014

COSTUMES do PORTO ANTIGO na cartofilia

A cartofilia de há um século sobrevivia em grande parte graças ao sucesso do bilhete postal topográfico, apesar do inegável impacto de outros bilhetes temáticos, hoje em dia (2014) um pouco injustamente agrupados sob o epíteto generalista de «românticos».

O certo é que foram estes, os «postais topográficos», que nos deixaram a memória dos costumes de cada cidade, assim como da arquitectura perdida e do património delapidado. No caso do Porto, os grandes editores, como Alberto Ferreira, Arnaldo Soares ou o geralmente designado «Estrela Vermelha» contribuíram com centenas de «clichés» até então desconhecidos - e que hoje nos permitem retomar quotidianos quase inimagináveis em certos locais.



Os tempos em que Ramalde era campo aberto 
(edição Estrela Vermelha)


O Bolhão inicial, ao ar livre
(edição Alberto Ferreira)

O pimitivo Teatro de S. João, antes do incêndio
(edição Arnaldo Soares)

quarta-feira, 26 de março de 2014

O Casamento «camiliano» de Fanny Owen


Nos jornais da época, o casamento de Francisca Owen parece já, efectivamente, uma cena do Porto camiliano:

«Recebimento – Hontem recebeu-se na Igreja de Santo Ildefonso por procuração, o illm.º Sr. José Augusto Pereira de Magalhães com a exm.ª sr.ª D. Francisca Owen; representando o Sr. Magalhães o illm.º snr. Doutor Joaquim Marcellino Mattos, e por a exm.ª Snr. F. Francisca Owen o illm.º Sr. José Corrêa de Mello Silveira, sendo testemunhas o exm.º Francisco Brandão de Mello e António de Mello – Os noivos estão no Douro, aonde se demorarão algum tempo.»
O Chronista
6 de Setembro de 1853