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quarta-feira, 4 de junho de 2014

PRIMEIRO DE MAIO, 1900

As comemorações do 1.º de Maio de 1900 integraram um cortejo alegórico que se formou na actual Praça da República, passou por varias ruas do Porto e foi a Gaia, ao pé da Serra do Pilar, onde houve um comicio.

Abria o cortejo um carro alegórico dedicado ao trabalho, onde se liam algumas inscrições, como:

“A educação deve ter por base a ciencia e não a fé”,
“O trabalho é a fonte de todas as riquezas”,
“Nem deveres sem direitos, nem direitos sem deveres”,
“A união faz a força”.

E à frente do carro, emoldurado por um trofeu de bandeiras e festões de verdura, o retrato de Karl Marx ,apontando para um livro onde se lia “Proletários de todo o mundo, uni-vos!”

PORTO DESAPARECIDO© 
Marina Tavares Dias 
e Mário Morais Marques.


segunda-feira, 28 de abril de 2014

A GRANJA ELEGANTE

Esteve para o Porto como Cascais estava para a Lisboa do início do século XX. Com o seu clube, o seu casino, as visitas da família real a banhos, as casinhas harmónicas e semelhantes, os palacetes novos inspirados em praias francesas. E um sossego próprio de quem recolhe cedo, e fica a tocar um vago piano, que se escuta abafadamente, lá ao longe na praia, onde o amanhecer promete mais um dia radioso em sol e gargalhadas.
Hoje, a Granja oscila entre o tesouro perdido e o território potencialmente especulativo. Alguma coisa da antiga magia se foi. Algo dela ficou ainda.


Estação ferroviária da Granja 
no início do século XX 
(postal ilustrado de Alberto Ferreira)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Os deuses vandalizados



Pormenor recortado do catálogo da Fábrica das Devezas (Vila Nova de Gaia) em 1910.

Nos últimos dois anos, a vandalização da fábrica, tendo em vista uma impossbilidade de recuperação, faz adivinhar o pouco que dela restará para testemunho futuro.


PORTO DESAPARECIDO
de
MARINA TAVARES DIAS
e
MÁRIO MORAIS MARQUES


quinta-feira, 17 de abril de 2014

DEVEZAS, com um 'Z'. Desespero, com um 'S'

Pormenor recortado da capa do catálogo da Fábrica das Devezas (Gaia) em 1910. Hoje em ruínas, foi a mais importante unidade do género entre as inúmeras que se implantaram na zona. As fábricas de cerâmica de Vila Nova de Gaia (ou do Porto, como inicialmente as designavam por divisão administrativa oitocentista) eram um dos tesouros industriais do Norte de Portugal. A sua agonia e morte simbolizam muita coisa, de que, necessariamente, voltaremos a «falar».

Foto: ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS

sexta-feira, 21 de março de 2014

De GAIA ao PORTO em 1877

O Comboio chegou às Devesas em 1864, mas teve de aguardar vários anos até alcançar a capital do Norte, cessando então o serviço da Mala-Posta.

Os passageiros, depois de desembarcarem na estação das Devesas, em Vila Nova de Gaia, mudavam-se para traquitanas puxadas por cavalos, entrando aos tropeções na cidade do Porto.

Lady Jackson no seu livro de crónica de viagens
A Formosa Lusitânia, que Camilo traduziu e se publicou no Porto em 1877, conta-nos assim o final da viagem de comboio que iniciara em Lisboa:

« [...] Mas ainda tínhamos que andar, e atravessar o Douro, antes de chegar ao Porto, ou Oporto, como os inglezes querem que seja. Uma estreita caixa de madeira de um omnibus, era o único transporte, e nós os trez e mais dous com innumeras malas, caixotes e saccos, com difficuldade cabiamos. Subimos e depois descemos vagarosamente uma íngreme encosta e passamos a ponte-pênsil, alumiada pelos lampejos dos raros lampeões. Começava a tremular no rio o radiar da lua, dando feitios fantasticos às sombras dos objectos, quando íamos em solavancos a entrar na cidade, que se eleva na montanha fronteira a nós. Passava das onze horas quando entramos no Porto.»


MARINA TAVARES DIAS
MÁRIO MORAIS MARQUES
PORTO DESAPARECIDO

A Ribeira na década de 1860,
numa albumina de Carlos Relvas

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Do Jardim do Morro à Avenida da República | Gaia

Gosta do PORTO DESAPARECIDO©?

Do único, do original, do registado PORTO DESAPARECIDO
©?
Do que começa muito antes do Facebook em Portugal, em 2002 e como livro de sucesso?
Do de MARINA TAVARES DIAS e de MARIO MORAIS MARQUES?

Então, ajude a travar as várias cópias não autorizadas, trazendo mais pessoas para o nosso blog e para a nossa página no Facebook:
https://www.facebook.com/livroportodesaparecido

SERRA DO PILAR ANTES DA DEMOLIÇÃO DOS EDIFÍCIOS DESAPARECIDOS NA DÉCADA DE 1920. 
Imagem enviada pelos Amigos do Porto Desaparecido Original.
Obrigado e bem hajam!




domingo, 8 de setembro de 2013

A PONTE PÊNSIL nas cheias de 1862

A 2 de Maio de 1841, aniversário da coroação de D. Maria II, começaram oficialmente os trabalhos de construção da nova ponte com a colocação da 1.ª pedra, e a 4 de Janeiro de 1843 realizavam-se os ensaios de carga finais. 

Em: Porto Desaparecido
de Marina Tavares Dias 
e Mário Morais Marques




Cheias no Rio Douro. 
Fotografia original 
do capítulo «A Ponte Pênsil», 
Porto Desaparecido, 
de Marina Tavares Dias 
e Mário Morais Marques