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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
OS ARMAZÉNS HERMÍNIOS
No local reduzido a escombros na noite de 20 de Março de 1888, após incêndio trágico do Teatro Baquet, foi em seguida construído o edificio com frente para duas ruas - Sá da Bandeira e 31 de Janeiro (Rua de Santo António) - que se mostra nestas imagens do livro PORTO DESAPARECIDO de MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES. Aqui se instalaram os Armazéns Herminios, igualmente célebres na história da cidade. Na segunda metade do século XX, as coisas pioraram um bom bocado: com frente para rua de 31 de Janeiro constuiu-se um desinteressante edificio para a Caixa Geral de Depósitos; na frente para a de Sá de Bandeira funciona hoje, após obras de adaptação, um hotel chamado... Teatro.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
QUE É FEITO DAS PLACAS DE HOMENAGEM AOS MORTOS DO TEATRO BAQUET?
«[...] Como em quase todas as grandes tragédias, houve quem protagonizasse verdadeiros actos de heroísmo.
Júlio, irmão do poeta António Feijó, estava na plateia quando deflagrou o fogo. Conseguiu sair rapidamente do teatro, descobrindo que se perdera dos amigos com quem viera. Entrou na loja fronteira e pediu um archote, para poder regressar ao Baquet quando todas as luzes se tinham já apagado. Como não conseguisse arranjar luz aí, tentou depois convencer um polícia a deixá-lo roubar a lanterna de um trem que passava na rua. E foi munido dela que reentrou (quando já havia gente a saltar pelas janelas do primeiro andar), dirigindo-se calmamente ao buffet e depois à plateia. O tecto desta estava em brasa como o interior de um forno aceso. Atravessou-a, rumando aos camarotes, onde abriu uma porta com ajuda da bengala e libertou várias pessoas presas.
Manuel Garrido Monteiro, estudante da Politécnica particularmente querido pelos colegas, salvou um a um os numerosos familiares que trouxera consigo à récita, até que entrou pela última vez no braseiro do Baquet – não tornando a sair. [.../...]»
MARINA TAVARES DIAS
em
PORTO DESAPARECIDO
O monumento dedicado às vítimas do incêndio do Teatro Baquet ainda pode ser visitado no Cemitério de Agramonte (ver «Post» anterior). No entanto, as placas que celebravam os que sacrificaram a vida a salvar o próximo - como Manuel Garrido Monteiro -, e que aparecem parcialmente fotografadas no PORTO DESAPARECIDO (em 2002), já lá não estão. Onde param elas?
sábado, 25 de janeiro de 2014
O que resta do Teatro Baquet. Fotografias: Arquivo Marina Tavares Dias
«António Pereira Baquet decidiu, praticamente sozinho, em 1857, construir um teatro a que poria o seu nome. Nessa época era proprietário de uma das primeiras lojas de fato feito
que o Porto conheceu, situada exactamente a meio da Rua de Santo António (hoje Rua 31 de Janeiro). Ao nome de baptismo e ao prosaico apelido Pereira acrescentara ele, por iniciativa própria, o estrangeirado Baquet, que sempre conferia uma nota de mistério a quem, como ele, conhecera as quatro partidas do mundo.
Inspirado pela construção recente do vizinho Teatro-Circo – e igualmente pelos recintos congéneres que conhecera nas suas inúmeras viagens pela Europa –, o comerciante resolveu investir parte da fortuna numa sala de espectáculos, igualmente central, que teria na fachada o apelido eleito. Para tal, encomendou os planos duma fachada clássica a Guilherme Correia, professor das Belas-Artes, tendo ele próprio desenhado o interior. Sobre a frontaria seriam colocadas as figuras alegóricas da Música, das Artes, da Pintura e da Comédia.[...]»
MARINA TAVARES DIAS
que o Porto conheceu, situada exactamente a meio da Rua de Santo António (hoje Rua 31 de Janeiro). Ao nome de baptismo e ao prosaico apelido Pereira acrescentara ele, por iniciativa própria, o estrangeirado Baquet, que sempre conferia uma nota de mistério a quem, como ele, conhecera as quatro partidas do mundo.
Inspirado pela construção recente do vizinho Teatro-Circo – e igualmente pelos recintos congéneres que conhecera nas suas inúmeras viagens pela Europa –, o comerciante resolveu investir parte da fortuna numa sala de espectáculos, igualmente central, que teria na fachada o apelido eleito. Para tal, encomendou os planos duma fachada clássica a Guilherme Correia, professor das Belas-Artes, tendo ele próprio desenhado o interior. Sobre a frontaria seriam colocadas as figuras alegóricas da Música, das Artes, da Pintura e da Comédia.[...]»
MARINA TAVARES DIAS
e MÁRIO MORAIS MARQUES
em
PORTO DESAPARECIDO
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e ajude-nos a concretizar o projecto
de colocar on-line
os orignais do
Arquivo Marina Tavares Dias.
Obrigado a todos.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
O PORTO COMO METAFÍSICA...
Uma magnífica frase de MARINA TAVARES DIAS,
do capítulo
O TEATRO BAQUET,
do livro
PORTO DESAPARECIDO
escolhida pelo maior site
de citações do mundo: Meetville.
do capítulo
O TEATRO BAQUET,
do livro
PORTO DESAPARECIDO
escolhida pelo maior site
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domingo, 18 de agosto de 2013
O INCÊNDIO DO TEATRO BAQUET
Em PORTO DESAPARECIDO, de Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques (2001)
«Embora o sol tivesse brilhado durante o dia, o estio não parecia para breve, naquela noite de Março de 1888. O vento soprava veloz à entrada da Rua de Santo António e os transeuntes, com abafos de Inverno, rumavam quase todos para o mesmo destino: a fachada iluminada do Teatro Baquet, cujo cartaz prometia espectáculo duplo, até depois da meia-noite, em homenagem ao actor Firmino.» (excerto do capítulo)
«Embora o sol tivesse brilhado durante o dia, o estio não parecia para breve, naquela noite de Março de 1888. O vento soprava veloz à entrada da Rua de Santo António e os transeuntes, com abafos de Inverno, rumavam quase todos para o mesmo destino: a fachada iluminada do Teatro Baquet, cujo cartaz prometia espectáculo duplo, até depois da meia-noite, em homenagem ao actor Firmino.» (excerto do capítulo)
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domingo, 26 de maio de 2013
A TRAGÉDIA DO TEATRO BAQUET
«A história do incêndio do Teatro Baquet, passada de avós a
netos em registo de 'quem conta um conto acrescenta um
ponto', marcou o imaginário de muitas crianças nascidas
muitas décadas após a noite de 20 de Março de 1888. Ouvi-
-a da boca do meu avô materno ainda antes de fazer quatro
anos.»
Início do capítulo
O TEATRO BAQUET
em PORTO DESAPARECIDO
de Marina Tavares Dias
e Mário Morais Marques.
netos em registo de 'quem conta um conto acrescenta um
ponto', marcou o imaginário de muitas crianças nascidas
muitas décadas após a noite de 20 de Março de 1888. Ouvi-
-a da boca do meu avô materno ainda antes de fazer quatro
anos.»
Início do capítulo
O TEATRO BAQUET
em PORTO DESAPARECIDO
de Marina Tavares Dias
e Mário Morais Marques.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
OS ARMAZÉNS HERMÍNIOS
OS ARMAZÉNS HERMÍNIOS
sucederam ao Teatro Baquet,
após o terrível incêndio deste último.
Durante década, ocuparam o mesmo local,
com fachadas sobre as ruas de Santo António
e Sá da Bandeira.
Este cartaz da estação de Inverno
de 1917-1918
é um original
do ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS,
inédito e publicado a página inteira
no capítulo
O TEATRO BAQUET
do livro PORTO DESAPARECIDO.
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terça-feira, 20 de novembro de 2012
Porto Desaparecido
EM BREVE
Porto Desaparecido
DE
Marina Tavares Dias
e Mário Marques
Porto Desaparecido é um projecto que pretende levar a história do Porto até ao grande público, através de um livro divulgador dos principais temas que constituem o passado e o imaginário da cidade.
Subdividido em capítulos distintos, o tema central abarca assuntos ainda hoje tão referenciais na memória da cidade como A Brasileira e outros ca
fés do Porto ou as velhas pontes sobre o Douro.
De modo pioneiro naquilo que à historiografia do Porto diz respeito, Porto Desaparecido acompanha cada texto com um levantamento iconográfico exaustivo, atravessando várias épocas e as obras de vários fotógrafos, pintores e ilustradores que, ao longo de décadas e décadas, fizeram a herança fotográfica da cidade.
Obra inédita entre os muitos livros já publicados sobre a capital do Norte, não se limita a historiar ou a ilustrar temas, reunindo antes estas duas vertentes numa só, e sistematizando de modo exemplar as informações tratadas. Porto Desaparecido destina-se a um público-alvo que inclui os conhecedores do património portuense, mas também a muitos daqueles que, até agora, não liam livros sobre a sua cidade.
De modo pioneiro naquilo que à historiografia do Porto diz respeito, Porto Desaparecido acompanha cada texto com um levantamento iconográfico exaustivo, atravessando várias épocas e as obras de vários fotógrafos, pintores e ilustradores que, ao longo de décadas e décadas, fizeram a herança fotográfica da cidade.
Obra inédita entre os muitos livros já publicados sobre a capital do Norte, não se limita a historiar ou a ilustrar temas, reunindo antes estas duas vertentes numa só, e sistematizando de modo exemplar as informações tratadas. Porto Desaparecido destina-se a um público-alvo que inclui os conhecedores do património portuense, mas também a muitos daqueles que, até agora, não liam livros sobre a sua cidade.
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