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sábado, 26 de abril de 2014

BRASILEIRA: QUE FUTURO?

Lutemos sempre e ainda pela manutenção da 
BRASILEIRA DO PORTO, 
inaugurada em 1903 por Adriano Telles.


Um dos ex-libris da cidade. Não aceitemos a surdez, cegueira e assobiar para o lado com que a CMP sempre tratou o património! Alguma coisa mudou nas últimas eleições. Ou não?



Gosta do PORTO DESAPARECIDO©?
Do único, do original, do registado PORTO DESAPARECIDO?
Do que começa muito antes do Facebook em Portugal, em 2002 e como livro de sucesso?
Do de MARINA TAVARES DIAS e de MÁRIO MORAIS MARQUES?

Então, convide os seus amigos para o nosso blog. Ajude a travar as várias cópias não autorizadas, trazendo mais «gostos» também para a página oficial do Facebook que vai decerto gostar de ler:

https://pt-pt.facebook.com/livroportodesaparecido

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

OS ARMAZÉNS HERMÍNIOS

No local reduzido a escombros na noite de 20 de Março de 1888, após incêndio trágico do Teatro Baquet, foi em seguida construído o edificio com frente para duas ruas - Sá da Bandeira e 31 de Janeiro (Rua de Santo António) - que se mostra nestas imagens do livro PORTO DESAPARECIDO de MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES. Aqui se instalaram os Armazéns Herminios, igualmente célebres na história da cidade. Na segunda metade do século XX, as coisas pioraram um bom bocado: com frente para rua de 31 de Janeiro constuiu-se um desinteressante edificio para a Caixa Geral de Depósitos; na frente para a de Sá de Bandeira funciona hoje, após obras de adaptação, um hotel chamado... Teatro. 


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Pormenores publicitários d'A BRASILEIRA do Porto



Pormenores de bilhetes postais publicitários d' A Brazileira e da sua presença nos cartazes pelas ruas do Porto (só muito depois da modificação ortográfica de 1912 passaria a utilizar-se a grafia com um «s», pois a fachada ostentou o «z» até às obras da década de 1930).

A Brasileira, como já aqui referimos várias vezes, é nosso tema de eleição. Foi fundada por Adriano Telles no Porto, na Rua Sá da Bandeira, em 1903. Em 1905 abriria, em Lisboa, A Brazileira do Chiado, ponto de encontro da geração da revista ORPHEU. Em 1911, a mesma firma inaugurou a Brasileira do Rossio, o seu segundo café na capital.

PORTO DESAPARECIDO
de
MARINA TAVARES DIAS
e
MÁRIO MORAIS MARQUES
capítulo:
A BRAZILEIRA








IMAGENS: Arquivo Marina Tavares Dias

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Capítulo A BRASILEIRA (excerto)

Com o mesmo ar ladino do fundador da casa, e como ele emblemático do estabelecimento, o «velhote da chávena», logotipo da Brasileira desde 1903, estabeleceu-se como símbolo único em Maio de 1910. Antes disso, o cabeçalho do jornal mostrara uma senhora brasileira à mesa do café (a identificação era fácil, pois estava sentada entre folhas de palma, com um papagaio). E embora a estampa do velho de casaca fosse ocasionalmente usada nos anúncios em fototipia, ainda não se encomendara uma versão «portuguesa» do cartaz. Isto porque, ao contrário daquilo que foi crença ao longo das gerações, o célebre símbolo não teve origem nacional. Adriano Telles e Adolpho de Azevedo tinham-no escolhido entre muitas litografias semelhantes, num catálogo alemão impresso em Leipzig. Mais tarde, o segundo utilizaria a versão feminina para adornar a fachada da Brasileira de Braga.


Nas preciosas pisadas do seu reinventor, o «velhote da chávena» viria a envolver-se também em polémicas várias, quando, separadas as Brasileiras umas das outras (as do Porto, de Lisboa e de Coimbra), cada novo proprietário tentou registar a marca – devidamente acompanhada do slogan «O Melhor Café é o da Brasileira» - como sendo sua. Perdida a patente para a então já única Brasileira lisboeta (a do Chiado), tentou a casa-mãe, ao longo dos anos 60 e 70, impor novo logotipo, com uma mão a derramar grãos de café. Em vão: «o velhote da Brasileira» era tão célebre como «o preto da Casa Africana». Lisboa teve de travar represálias, ou nunca sairia da barra dos tribunais. O velho símbolo manteve-se na fachada, nos guardanapos e nos calendários. De vez em quando, para não dar muito nas vistas, lá alternava com o novo…

Em PORTO DESAPARECIDO,
de MARINA TAVARES DIAS 
e MÁRIO MORAIS MARQUES.
Copyright 2002. 
Todos os direitos reservados.




quinta-feira, 4 de julho de 2013

A Brasileira

OS CAFÉS DO PORTO

EXCERTO DO CAPÍTULO 

OS CAFÉS DO PORTO

Adriano Telles foi responsável pela inauguração posterior das Brasileiras de Lisboa (a do Chiado, em 1905, e a do Rossio, em 1911) e também mentor do aparecimento da Brasileira de Braga, fundada pelo então seu sócio Adolpho de Azevedo, a 17 de Março de 1907. Ainda antes de conquistar Coimbra com estabelecimento congénere, na Rua Ferreira Borges, Telles levou a fama do seu café até terras de Espanha, instalando uma diminuta sucursal em Sevilha.


OS CAFÉS DO PORTO

EXCERTO DO CAPÍTULO 

OS CAFÉS DO PORTO


«Com o correr dos anos, a própria fachada do café, com o grande alpendre construído durante as primeiras obras de monta (terminadas em Agosto de 1916), viria a tornar-se, só por si, um «ex-libris» do Porto. Enquanto decorreram os trabalhos, e para não perder uma única hora de negócio, a firma construiu um anexo de madeira sob o toldo novo, e aí continuou a vender café e chá ao quilo. Anexando a loja que até então ocupara o gaveto para a Rua do Bonjardim, A Brasileira volta a expandir-se em 1930, altura em que é considerada o mais 'intelectual' dos cafés portuenses. Oito anos depois – 26 de Maio de 1938 – inaugura-se a remodelada sala central, em estilo já totalmente «modernista» (por oposição aos antigos interiores clássicos). A decoração fora encomendada a Januário Godinho, que se esmerara na escolha de espelhos franceses e frisos de alabastro do Vimioso, devidamente enquadrados pelos baixos-relevos do escultor Henrique Moreira.»

MARINA TAVARES DIAS


domingo, 26 de maio de 2013

A TRAGÉDIA DO TEATRO BAQUET

«A história do incêndio do Teatro Baquet, passada de avós a

netos em registo de 'quem conta um conto acrescenta um 

ponto', marcou o imaginário de muitas crianças nascidas

muitas décadas após a noite de 20 de Março de 1888. Ouvi-

-a da boca do meu avô materno ainda antes de fazer quatro

anos.» 






Início do capítulo 

O TEATRO BAQUET 

em PORTO DESAPARECIDO 

de Marina Tavares Dias 

e Mário Morais Marques.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

... E O MELHOR CAFÉ É O D'A BRASILEIRA


Interior da Brasileira antes das obras de remodelação levadas a cabo na década de 1930. Fotografia divulgada no capítulo sobre este CAFÉ DO PORTO. Em PORTO DESAPARECIDO de Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques.

quarta-feira, 27 de março de 2013

« Com o correr dos anos, a própria fachada do café, com o grande alpendre construído durante as primeiras obras de monta (terminadas em Agosto de 1916), viria a tornar-se, só por si, um «ex-libris» do Porto. Enquanto decorreram os trabalhos, e para não perder uma única hora de negócio, a firma construiu um anexo de madeira sob o toldo novo, e aí continuou a vender café e chá ao quilo. Anexando a loja que até então ocupara o gaveto para a Rua do Bonjardim, A Brasileira volta a expandir-se em 1930, altura em que é considerada o mais «intelectual» dos cafés portuenses. Oito anos depois – 26 de Maio de 1938 – inaugura-se a remodelada sala central, em estilo já totalmente «modernista» (por oposição aos antigos interiores clássicos). A decoração fora encomendada a Januário Godinho, que se esmerara na escolha de espelhos franceses e frisos de alabastro do Vimioso, devidamente enquadrados pelos baixos-relevos do escultor Henrique Moreira. »

PORTO DESAPARECIDO

MARINA TAVARES DIAS
e MÁRIO MORAIS MARQUES.
 
Excerto de capítulo. «A BRASILEIRA».