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sexta-feira, 11 de julho de 2014

CAFÉS DA PRAÇA

GUICHARD


«[...] Poucos anos depois, um outro café abriria na Praça de D. Pedro, no edifício que fora dos frades dos Congregados, duas portas adiante da esquina que torneja para o templo. Feio lhe chamaram, de mau gosto o apelidaram e, no entanto, esse café, o Guichard foi, e talvez continue a ser, o café mais famoso da cidade do Porto.

A seu respeito profetizou Júlio Dinis: "...há de merecer uma menção honrosa na história da literatura portuense". Na realidade, por aí passaram quase todos os nomes da geração de escritores românticos do Porto. Camilo é o mais conhecido,  e os seus primeiros anos de permanência na cidade do Porto confundem-se com peripécias e aventuras centradas neste famoso botequim. 

Em Serões de S. Miguel de Seide, numa das inúmeras referências que deixou a propósito do Guichard e de um dos seus frequentadores, Camilo escreve: "Em 1849 era João Roberto de Araujo Taveira um dos mais galhofeiros e satiricos rapases da phalange do café Guichard - que eu chamava uma colmeia onde se emmelavam doces favos de espírito, se aquelle botequim não fosse antes um vespereiro que desferia, às revoadas, ferretoando os bócios dos gordos philistinos da Assembleia e as macias espáduas lácteas das suas consortes no coração e nos ádypos". [...]

Continua no
PORTO DESAPARECIDO
livro de
MARINA TAVARES DIAS
e
MÁRIO MORAIS MARQUES



quinta-feira, 3 de julho de 2014

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terça-feira, 1 de julho de 2014

Ainda o Desaparecido Mundo das lojas para crianças

Novo Bazar de Paris, na Rua Sá da Bandeira. Por volta de 1900, também os especialistas em roupa infantil se multiplicavam pela Baixa e por todas as ruas mais animadas do Porto.

Anúncios em depósito no ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS.





domingo, 29 de junho de 2014

O PORTO NO TEMPO DOS BRINQUEDOS



O célebre Bazar dos 3 Vinténs, na Rua da Cedofeita. 

Por volta de 1900, eram inúmeras as lojas especializadas na venda de brinquedos, no centro do Porto. A evocação de Paris e de outras cidades estrangeiras, de onde as mercadorias chegavam, parecia quase inevitável, pois associava jogos e bonecas ao fabrico francês, então em voga entre as classes privilegiadas. 

Uma boneca de 'biscuit' valia mais que um mês salário da maior parte dos portuenses de então.
As lojas de brinquedos do Porto desapareceram totalmente. Em 2014, os brinquedos são comparativamente baratos - mas compram-se nos supermercados e nos centros comerciais. A cidade ficou mais pobre.

Anúncio pertencente ao ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS.



sexta-feira, 27 de junho de 2014

As idades da Praça da Liberdade





PORTO DESAPARECIDO
de
MARINA TAVARES DIAS
e
MÁRIO MORAIS MARQUES
[...]
Quando, em 1721, a Câmara inicia o arranjo do local, outro ciclo principia. A Praça toma forma rectangular, a muralha é demolida, começa a construção do grande edifício situado no actual Passeio das Cardosas. Dois bonitos palacetes aparecem no limite Norte, vários outros edifícios se erguem do lado poente [.../...].
Na praça de terra batida realizavam-se as paradas militares dos regimentos da cidade e várias feiras semanais, como a da erva, a da palha, a da madeira ou a do carvão. Prestes a comemorar o centenário do local, instala-se a Câmara num dos palacetes situados a Norte. A coroar esse edifício é colocada uma estátua de granito que, representando um guerreiro com escudo e lança na mão, pretende simbolizar a cidade do Porto
. [continua no livro]

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Banheiros da Foz do Douro

[...] Depois, havia os banheiros, louvados por gerações de escritores que, enfermiços, lhes deviam os primeiros benhos de mar, literalmente levados em braços para o meio das ondas quando ainda mal sabiam falar. Aqui neste postal, muitíssimo ampliado a partir da fototipia original, vemos os mesmos banheiros a ajudar o banho das meninas vestidas de castorina. O aspecto dos banheiros de 1900 não diferia muito da indumentária usada pelos bombeiros, tal era o peso dos fatos de oleado preto. [.../...]
(continua)
MARINA TAVARES DIAS



segunda-feira, 23 de junho de 2014

E ainda a banhos...

A banhos na Foz do Douro. Os miúdos da zona baixa do Porto, que Manoel de Oliveira haveria de homenagear em «Aniki-Bobó». Bilhete postal ilustrado (raro), edição Estrela Vermelha, c. 1906.
(Arquivo Marina Tavares Dias)


quinta-feira, 19 de junho de 2014

Uma fonte em bolandas



«Onde a água e os mechericos correm, no Porto». Assim é a legenda com que foi publicada em Inglaterra, em 1910, esta fotografia da fonte do Mercado Ferreira Borges. Hoje, poderemos vê-la já não ali, mas nos jardins do Palácio de Cristal. As figuras de bronze são das fundições artísticas francesas do século XIX.

domingo, 15 de junho de 2014

O Porto dos Fenianos

Desfile de Carnaval de 1905, organizado pelo Clube Os Fenianos. O carro triunfal tem a figura do Porto, tal como estava na platibanda do antigo edifício da Câmara Municipal, demolido para abertura da Avenida dos Aliados. 

PORTO DESAPARECIDO 
de MARINA TAVARES DIAS 
e MÁRIO MORAIS MARQUES

Exemplos da colecção de postais editada 
em 1905 por Alberto Ferreira.
Esta série de bilhetes postais ilustrados 
é bastante mais rara que a sua congénere
editada pelo próprio clube.



sábado, 7 de junho de 2014

Antes da Avenida




Rua de D. Pedro, por trás do antigo edificio da Câmara Muncicipal, antes da abertura da Avenida dos Aliados. O edificio da esquina, à direita, sobreviveu. Alberga o Café Embaixador , na Rua de Sampaio Bruno. Colaram-lhe, tapando a fachada que se vê na imagem, outro prédio, onde até há pouco tempo esteve um banco - e que faz hoje a esquina com a Avenida dos Aliados.

À esquerda, era mesmo a Câmara Municipal. Demolida foi, ao desaparecer esta rua, também a casa que sobressai ao centro da imagem. Nos pisos superiores era o Hotel Francfort. Cá em baixo, o Café Chaves.

Postal ilustrado topográfico em fototipia. Edição Alberto Ferreira, c. 1904.

domingo, 1 de junho de 2014

As peças do ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS: os 'cabinet cards'



Thomaz Ribeiro e Mendonça Cortez, professores da Universidade de Coimbra. «Cabinet Card» sem identificação do fotógrafo (c. 1880). Curioso porque tirado «fora de portas» e com poses e vestimentas informais. 

João José de Mendonça Cortez foi Par do Reino, professor catedrático, historiador e cientista. Nasceu em Olhão a 9 de Janeiro de 1836 e morreu em Paris a 24 de Fevereiro de 1912.
Thomaz Ribeiro nasceu em Parada de Gonta, Tondela, a 1 de Julho de 1831 e morreu em Lisboa a 6 de Fevereiro de 1901. Além de poeta e escritor ultra-romântico, foi licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, deputado pelo Partido Regenerador, presidente da Câmara Municipal de Tondela, Par do Reino, ministro da Marinha, ministro das Obras Públicas e governador civil dos distritos de Braga e do Porto.

sábado, 31 de maio de 2014

Peças do ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS



Peças do ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS. Os bilhetes postais ilustrados. A explicação sobre muitas destas peças, assim como a história dos lugares, estão nos inúmeros livros de Marina Tavares Dias.
Postal publicitário de José Emygdio de Souza Cardoso (pai do pintor Amadeo de Souza Cardoso). Adega de Manhufe, vinho verde amarantino. Circulado em 1909 para o Porto.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Karl Marx no Porto ou a monumentalidade segundo Alfredo Lemos de Castro





Aqui está um exemplar da mais rara série de postais ilustrados portuenses. São quatro; a saber: este representando Marx, (com a Ponte D. Luiz); um com o retrato de Antero de Quental e o Hospital de Santo António; o terceiro homenageando José Fontana ao lado do antigo edifício  da Câmara Municipal do Porto e, por último, Alfredo Lemos de Castro a par da Torre dos Clérigos. Um quinto, que se sabe existir, não consta do Arquivo Marina Tavares Dias.


Por não apresentarem divisão bipartida do verso, podemos atestar serem anteriores a 1904. Talvez sejam mesmo, mesmo da dobra do século XIX para o século XX. Ultra-republicanos em plena Monarquia. Celebrando o Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador.

Alfredo Lemos de Castro era operário, gráfico e dirigente sindical. Morreu em 1899, pouco antes da emissão destes postais. A sua morte foi muito sentida, e o funeral muito participado, com manifestações de pesar vindas da cidade inteira. Será ele o motivo de tão estranho tema cartófilo? - Litografias a homenagear, por igual, operários, homens célebres e monumentos nacionais? 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Grande Hotel, agora em memória

Um quarto do GRANDE HOTEL DO PORTO
na década de 1920

« Era um hotel emblemático, com quartos magníficos, de janelas sobre a Rua de Santa Catarina; restaurante de iguarias a condizer com os estuques dourados que representavam a sua época. O nome ostentava pergaminhos de Grande Hotel do Porto, por direito próprio, numa cidade onde, durante décadas, era o mais sofisticado e o mais central.

Hoje em dia, após uma intervenção modernaça (que pretendia «melhorar» a que fora já feita na década de 1950), tem quadros copiados de fotocópias a cores, lombadas de livros falsos no salão de entrada, veludo encarnado e almofadas pretas; tudo misturado com moldes de estuque, a molho e sem sentido algum, escorrendo pelas paredes abaixo. Hoje em dia, o Grande Hotel passou a ter o cenário de grande bordel.

Frequentei-o durante mais de 25 anos. Ali passei dias, semanas, meses, sempre que ia ao Porto. Em Janeiro de 2012, disse-lhe adeus de vez, passando a mão pelas colunas do salão (uma das poucas coisas que permanecem intactas, e que estão agora totalmente deslocadas no meio de tanto horror).

[.../...] »


MARINA TAVARES DIAS

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Pasmatório dos Lóios, Passeio das Cardosas




PORTO DESAPARECIDO
ORIGINAL,
de MARINA TAVARES DIAS
e de MÁRIO MORAIS MARQUES

Na década de 1930 houve algumas intervenções de grande qualidade arquitectonica no conjunto arquitectónico do lado da Praça que era conhecido como «Pasmatório dos Lóios» ou «Passeio das Cardosas». Designadamente, a inauguração do Café Astória, projecto inicial do arquitecto Viana de Lima, da Farmacia Vitalia, do arquitecto Manuel Marques, e da Camisaria Central, na esquina com os Lóios, igualmente do arquitecto Manuel Marques. A fotografia mostra um pormenor ampliado de postal ilustrado da década de 1960.

Quando as peças originais nos pertencem, em vez de serem ripadas de livros alheios, outros  blogs ou on-line, torna-se fácil fazer algumas brincadeiras como esta: ampliar o pormenor de um postal para evidenciar o Café Astória (em versão nocturna), ao qual é dedicado um capítulo do PORTO DESAPARECIDO
Já sabe: é fácil angariar mais pessoas para que conheçam o PORTO DESAPARECIDO ORIGINAL, de MARINA TAVARES DIAS e de MÁRIO MORAIS MARQUES.
Basta carregar nos quadrados onde estão os anúncios que patrocinam esta página.

segunda-feira, 12 de maio de 2014


Porto Desaparecido
Marina Tavares Dias,
Mário Marques


Sinopse

Porto Desaparecido é um projecto que pretende levar a história do Porto até ao grande público, através de um livro divulgador dos principais temas que constituem o passado e o imaginário da cidade.
Subdividido em capítulos distintos, o tema central abarca assuntos ainda hoje tão referenciais na memória da cidade como A Brasileira e outros cafés do Porto ou as velhas pontes sobre o Douro.

De modo pioneiro naquilo que à historiografia do Porto diz respeito, Porto Desaparecido acompanha cada texto com um levantamento iconográfico exaustivo, atravessando várias épocas e as obras de vários fotógrafos, pintores e ilustradores que, ao longo de décadas e décadas, fizeram a herança fotográfica da cidade.

Obra inédita entre os muitos livros já publicados sobre a capital do Norte, não se limita a historiar ou a ilustrar temas, reunindo antes estas duas vertentes numa só, e sistematizando de modo exemplar as informações tratadas. 

Porto Desaparecido destina-se a um público-alvo que inclui os conhecedores do património portuense, mas também a muitos daqueles que, até então (2000), não tinham comprado livros sobre a sua cidade.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

MUITOS PEQUENOS PORMENORES
têm de ser acertados,
MESMO JÁ APÓS 
a escolha de uma fotografia 
E DE UM GRAFISMO PARA
cada capa
DE UMA OBRA DE 
MARINA TAVARES DIAS








Imagem até então inédita do Rei D. Carlos
a rir.Negativo de vidro. 
Autor: Joshua Benoliel. 
Arquivo Marina Tavares Dias


Da cronologia no final 
da biografia do Rei D. Carlos, por
MARINA TAVARES DIAS

1891

5 de Janeiro: congresso do Partido Republicano.

31 de Janeiro: revolta no Porto, onde chega a ser proclamada a República.

21 de Maio: D. Carlos empossa novo governo de João Crisóstomo, com participação dos regeneradores.

5 de Setembro: D. Carlos e D. Amélia visitam Castelo Branco e a Covilhã.

18 de Novembro: a família real parte para nova estadia no Porto.

5 de Dezembro: morre D. Pedro II, ex-imperador do Brasil, tio-avô do Rei.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

PAREDES COM HISTÓRIA CONTADA NA RUA



«Os anúncios pintados na fachada lateral de  certos prédios fizeram época em quase todas a cidades europeias. Os arqueólogos urbanos rebuscam agora, sempre que um prédio mais recente é demolido, vestígios da empena original do edifício contíguo, para descobrirem alguma publicidade que, oculta durante séculos, possa ressurgir à luz do dia, sem que o tempo a tenha tisnado.

Assim se recuperaram algumas pinturas centenárias alusivas às bolachas LU ou aos chocolates Ménier, por exemplo.

Em Portugal, as empenas publicitárias duraram até mais tarde, e foram várias vezes restauradas pelos donos das respectivas lojas ou produtos. Poderíamos ter aproveitado isso para mostrar ao viajante aquilo que raramente se encontra noutros locais.

Mas continuamos a caiar estes tesouros do século XX, em parte por causa de uma lei que obriga a pagar publicidade na via pública. Aparentememte, os municípios nem  sequer contratam como fiscais de tal disparate pessoas que saibam, pelo menos, distinguir uma publicidade antiga de um letreiro acabado de fazer.

E foi assim que, há meia dúzia de anos, o Porto perdeu o célebre «preto da Casa Africana».

Marina Tavares Dias

sábado, 3 de maio de 2014

Namoradas de relance

"Aos domingos e dias santos a Praça Nova conservava uma grande animação até às duas horas da tarde. Era nesses dias que as portuenses juvenis ali se deixavam ver, de passagem, acompanhadas por seus pais ou seus irmãos. Nos outros dias saiam muito menos do que hoje, e apenas à noite quando precisavam fazer compras. Mas era um gozo para os namorados, podê-las seguir até ao largo dos Loios ou até à calçada dos Clérigos, e vê-las de relance à luz dos candeeiros da iluminação pública, que pareciam empalidecer com o relâmpago fugaz da beleza delas - as lindas portuenses de faces rosadas, cabelos e olhos negros."
ALBERTO PIMENTEL


sexta-feira, 2 de maio de 2014