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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Os deuses vandalizados



Pormenor recortado do catálogo da Fábrica das Devezas (Vila Nova de Gaia) em 1910.

Nos últimos dois anos, a vandalização da fábrica, tendo em vista uma impossbilidade de recuperação, faz adivinhar o pouco que dela restará para testemunho futuro.


PORTO DESAPARECIDO
de
MARINA TAVARES DIAS
e
MÁRIO MORAIS MARQUES


sábado, 1 de março de 2014

O hotel que já foi GRANDE no PORTO

« Era um hotel emblemático, com quartos magníficos, de janelas sobre a Rua de Santa Catarina; restaurante de iguarias a condizer com os estuques dourados que representavam a sua época. O nome ostentava pergaminhos de Grande Hotel do Porto, por direito próprio, numa cidade onde, durante décadas, era o mais sofisticado e o mais central.

Hoje em dia, após uma intervenção modernaça (que pretendia «melhorar» a que fora já feita na década de 1950), tem quadros copiados de fotocópias a cores, lombadas de livros falsos no salão de entrada, veludo encarnado e almofadas pretas; tudo misturado com moldes de estuque, a molho e sem sentido algum, escorrendo pelas paredes abaixo. Hoje em dia, o Grande Hotel passou a ter o cenário de grande bordel.

Frequentei-o durante mais de 25 anos. Ali passei dias, semanas, meses, sempre que ia ao Porto. Em Janeiro de 2012, disse-lhe adeus de vez, passando a mão pelas colunas do salão (uma das poucas coisas que permanecem intactas, e que estão agora totalmente deslocadas no meio de tanto horror).

As fotografias abaixo tirei-as eu, em tempos melhores. Não. Digamos apenas que... em tempos diferentes. »

MARINA TAVARES  DIAS





        fotografias de Marina Tavares Dias

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

OS SOLAVANCOS DA PONTE PÊNSIL



«[...] 'Do bailar da ponte tive a experiência, a única vez que por ela passei, de trem, na meninice, com minha família, quando esta ia fazer uma visita de amizade á Quinta da Lavandeira em Gaia.
Os sacões que senti, foi quanto a minha memória reteve da ponte suspensa...' – diz-nos Pedro Vitorino [...]

PORTO DESAPARECIDO
de
MARINA TAVARES DIAS 
e
MÁRIO MORAIS MARQUES


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

OS POSTAIS DO PORTO NO ADVENTO DA VULGARIZAÇÃO DA FOTOGRAFIA A CORES  -  take  III


Gosta do PORTO DESAPARECIDO©



Do único, do original, do registado PORTO DESAPARECIDO? 


Do que começa muito antes do Facebook em Portugal, em 2002 e como livro de sucesso? 


Do de MARINA TAVARES DIAS e de MARIO MORAIS MARQUES?

Então, convide os seus amigos para frequentarem o nosso blog. 

Ajude a travar as várias cópias não autorizadas, trazendo mais «gostos» para a página do Facebook: https://www.facebook.com/livroportodesaparecido

PORTO DESAPARECIDO© Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. Por favor partilhem com os vossos amigos.


Mais dois postais ilustrados enviados pelos Amigos do Porto Desaparecido Original. Obrigado e bem hajam!






Travessa dos Canastreiros (Ribeira)

Ponte da Arrábida. 
Década de 1960



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Pormenores publicitários d'A BRASILEIRA do Porto



Pormenores de bilhetes postais publicitários d' A Brazileira e da sua presença nos cartazes pelas ruas do Porto (só muito depois da modificação ortográfica de 1912 passaria a utilizar-se a grafia com um «s», pois a fachada ostentou o «z» até às obras da década de 1930).

A Brasileira, como já aqui referimos várias vezes, é nosso tema de eleição. Foi fundada por Adriano Telles no Porto, na Rua Sá da Bandeira, em 1903. Em 1905 abriria, em Lisboa, A Brazileira do Chiado, ponto de encontro da geração da revista ORPHEU. Em 1911, a mesma firma inaugurou a Brasileira do Rossio, o seu segundo café na capital.

PORTO DESAPARECIDO
de
MARINA TAVARES DIAS
e
MÁRIO MORAIS MARQUES
capítulo:
A BRAZILEIRA








IMAGENS: Arquivo Marina Tavares Dias

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Capítulo A BRASILEIRA (excerto)

Com o mesmo ar ladino do fundador da casa, e como ele emblemático do estabelecimento, o «velhote da chávena», logotipo da Brasileira desde 1903, estabeleceu-se como símbolo único em Maio de 1910. Antes disso, o cabeçalho do jornal mostrara uma senhora brasileira à mesa do café (a identificação era fácil, pois estava sentada entre folhas de palma, com um papagaio). E embora a estampa do velho de casaca fosse ocasionalmente usada nos anúncios em fototipia, ainda não se encomendara uma versão «portuguesa» do cartaz. Isto porque, ao contrário daquilo que foi crença ao longo das gerações, o célebre símbolo não teve origem nacional. Adriano Telles e Adolpho de Azevedo tinham-no escolhido entre muitas litografias semelhantes, num catálogo alemão impresso em Leipzig. Mais tarde, o segundo utilizaria a versão feminina para adornar a fachada da Brasileira de Braga.


Nas preciosas pisadas do seu reinventor, o «velhote da chávena» viria a envolver-se também em polémicas várias, quando, separadas as Brasileiras umas das outras (as do Porto, de Lisboa e de Coimbra), cada novo proprietário tentou registar a marca – devidamente acompanhada do slogan «O Melhor Café é o da Brasileira» - como sendo sua. Perdida a patente para a então já única Brasileira lisboeta (a do Chiado), tentou a casa-mãe, ao longo dos anos 60 e 70, impor novo logotipo, com uma mão a derramar grãos de café. Em vão: «o velhote da Brasileira» era tão célebre como «o preto da Casa Africana». Lisboa teve de travar represálias, ou nunca sairia da barra dos tribunais. O velho símbolo manteve-se na fachada, nos guardanapos e nos calendários. De vez em quando, para não dar muito nas vistas, lá alternava com o novo…

Em PORTO DESAPARECIDO,
de MARINA TAVARES DIAS 
e MÁRIO MORAIS MARQUES.
Copyright 2002. 
Todos os direitos reservados.




sexta-feira, 8 de novembro de 2013

PORTO DESAPARECIDO no Goodreads

   

   A página do PORTO DESAPARECIDO 

   de MARINA TAVARES DIAS E MÁRIO MARQUES

   no Goodreads.

   Do Porto para o mundo.


   Vivó Porto!!!



   O NOSSO PORTO DESAPARECIDO





Capítulo 'A PRAÇA NOVA' (ilustração)

                          http://www.goodreads.com/book/show/16281273-porto-desaparecido

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

S. Bento da Avé Maria

Em PORTO DESAPARECIDO 

de Marina Tavares Dias 

e Mário Morais Marques


«No preciso local onde hoje se ergue a Estação de S. Bento existiu, até finais do século XIX, o belo edifício do convento beneditino das freiras de S. Bento da Avé Maria. Entre os inúmeros objectos do seu recheio que sucessivos leilões dispersaram venerava-se, ainda em 1894, ano da demolição, um livrinho do tamanho de uma caixa de fósforos de cera. [...] as freiras guardavam-no numa caixa de xarão com embutidos de cor [...] uma minúscula edição da "Regra de S. Bento", e a ela se associava uma das muitas lendas do convento . » 
(excerto e ilustrações do capítulo O Convento de Avé Maria)




segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A Avenida Era Verde

Com algum verde era bem mais acolhedora. Depois, vieram os «flintstones», os homens do granito lascado, que fazem dar trambolhões e tornaram tudo igual, em todo o lado da cidade. Passeios assimétricos, com curvas mal desenhadas e degraus mal estruturados para tapar declives mal calculados. Em vez de engenharia e arquitectura, pedra polida e pedra lascada.
Postais enviados pelos amigos 
da página 
PORTO DESAPARECIDO 
de 
MARINA TAVARES DIAS 
e MÁRIO MORAIS MARQUES. 

Obrigado a todos.







D. Maria II e o palácio no Porto

D. Maria II visitou várias vezes o Porto e o Palácio Carrancas foi comprado pelo seu filho, marido de D. Estefânia, D. Pedro V. Se não, não teríamos hoje o Museu Soares dos Reis. 
Rainha D.Maria II, última chefe de Estado portuguesa do sexo feminino. Morreu precocemente, sendo sucedida pelo filho, D. Pedro V. Grandes chefes de Estado, tanto ela como o filho mais velho.

Fotografia (albumina) 'carte-de-visite' 
publicada em LISBOA DESAPARECIDA © MARINA TAVARES DIAS.




quarta-feira, 10 de julho de 2013

A PRAÇA NOVA - PORTO DESAPARECIDO, copyright 2002

ESTÁTUA DE D. PEDRO

- excerto do capítulo A PRAÇA NOVA


Ao atribuir, em 1833, o nome de D. Pedro à antiga Praça Nova das Hortas, quis a Câmara orná-la com um monumento em honra do Rei-Soldado. Por isso, solicitou autorização ao Governo para fundir as peças de artilharia deixadas pelo inimigo, assim obtendo o metal necessário. Abriu-se concurso para elaboração do modelo e subscrição pública para obtenção das verbas. O governo autorizou a pretensão. Concorreram vários artistas mas, por falta de dinheiro, a Câmara desistiu do intento. Em 1837, nova tentativa, igualmente falhada.  Em 1862, a terceira tentativa, dando razão ao ditado popular, foi coroada de êxito. O dinheiro da subscrição pública continuava a ser escasso, mas a Câmara Municipal, contraindo um empréstimo, decidiu levar em frente o empreendimento. Aberto novo concurso público, foi escolhido o modelo apresentado por Anatole Calmels, artista que em Lisboa, nesse momento, trabalhava no grupo escultórico do Arco da Rua Augusta.
O monumento consiste numa estátua equestre, fundida em bronze, de D. Pedro de Bragança segurando na mão direita a Carta Constitucional e na esquerda as rédeas do cavalo. Apoia-se numa base de pedra lioz, desenhada igualmente por Calmels, decorada com as armas da cidade do Porto, com as da Casa de Bragança e com dois relevos, originalmente em mármore de Carrara. Num desses relevos representa-se, no momento do desembarque das tropas liberais em 1832, a entrega da Bandeira, destinada ao regimento dos Voluntários da Rainha, por D. Pedro a um soldado desse mesmo regimento. No outro motivo escultórico, vê-se a entrega ao Presidente da Câmara da urna contendo o coração de D. Pedro que, doado em testamento à cidade, se conserva actualmente na Igreja da Lapa. Quando foram retiradas as grades que protegiam o grupo escultórico, temendo que pudessem os relevos de mármore ser danificados, deliberou o Município substitui-los por réplicas em bronze. [.../...]
Com a presença dos reis D. Luís e D. Fernando, no meio de salvas, repique de sinos e girândola de foguetes, realizaram-se os festejos da inauguração, a 19 de Outubro de 1866. Fazendo guarda de honra, envergando os seus velhos uniformes, lá estavam os veteranos das lutas liberais.

[.../...] Do centro da Praça Nova viu a estátua de D. Pedro muita coisa alterar-se à sua volta. [.../...] Popular e cúmplice de múltiplos acontecimentos, continua como um dos símbolos da cidade. 

MARINA TAVARES DIAS
MÁRIO MORAIS MARQUES
PORTO DESAPARECIDO 
copyright 2002
Foto actual: 
Marina Tavares Dias

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A Brasileira

OS CAFÉS DO PORTO

EXCERTO DO CAPÍTULO 

OS CAFÉS DO PORTO

Adriano Telles foi responsável pela inauguração posterior das Brasileiras de Lisboa (a do Chiado, em 1905, e a do Rossio, em 1911) e também mentor do aparecimento da Brasileira de Braga, fundada pelo então seu sócio Adolpho de Azevedo, a 17 de Março de 1907. Ainda antes de conquistar Coimbra com estabelecimento congénere, na Rua Ferreira Borges, Telles levou a fama do seu café até terras de Espanha, instalando uma diminuta sucursal em Sevilha.


domingo, 26 de maio de 2013

A TRAGÉDIA DO TEATRO BAQUET

«A história do incêndio do Teatro Baquet, passada de avós a

netos em registo de 'quem conta um conto acrescenta um 

ponto', marcou o imaginário de muitas crianças nascidas

muitas décadas após a noite de 20 de Março de 1888. Ouvi-

-a da boca do meu avô materno ainda antes de fazer quatro

anos.» 






Início do capítulo 

O TEATRO BAQUET 

em PORTO DESAPARECIDO 

de Marina Tavares Dias 

e Mário Morais Marques.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

... E O MELHOR CAFÉ É O D'A BRASILEIRA


Interior da Brasileira antes das obras de remodelação levadas a cabo na década de 1930. Fotografia divulgada no capítulo sobre este CAFÉ DO PORTO. Em PORTO DESAPARECIDO de Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques.

terça-feira, 16 de abril de 2013

CAFÉ GUARANY
na década de 1970

CAPÍTULO:
OS CAFÉS DO PORTO

ilustração de
PORTO DESAPARECIDO
DE
MARINA TAVARES DIAS
E
MÁRIO MORAIS MARQUES

quarta-feira, 27 de março de 2013

« Com o correr dos anos, a própria fachada do café, com o grande alpendre construído durante as primeiras obras de monta (terminadas em Agosto de 1916), viria a tornar-se, só por si, um «ex-libris» do Porto. Enquanto decorreram os trabalhos, e para não perder uma única hora de negócio, a firma construiu um anexo de madeira sob o toldo novo, e aí continuou a vender café e chá ao quilo. Anexando a loja que até então ocupara o gaveto para a Rua do Bonjardim, A Brasileira volta a expandir-se em 1930, altura em que é considerada o mais «intelectual» dos cafés portuenses. Oito anos depois – 26 de Maio de 1938 – inaugura-se a remodelada sala central, em estilo já totalmente «modernista» (por oposição aos antigos interiores clássicos). A decoração fora encomendada a Januário Godinho, que se esmerara na escolha de espelhos franceses e frisos de alabastro do Vimioso, devidamente enquadrados pelos baixos-relevos do escultor Henrique Moreira. »

PORTO DESAPARECIDO

MARINA TAVARES DIAS
e MÁRIO MORAIS MARQUES.
 
Excerto de capítulo. «A BRASILEIRA».