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sábado, 5 de abril de 2014

O NOSSO AMADO CAFÉ «PIOLHO»

Outro café famoso sobrevive é o Âncora d'Ouro, mais conhecido de todos os portuenses como «O Piolho». Figurando num almanaque de 1883, será provavelmente o mais antigo da cidade ainda em funcionamento, logo seguido do Café Progresso. A passagem das instalações universitárias para outras zonas menos centrais está a despovoá-lo, mas as lápides dispersas nas paredes testemunham bem o que ele representou para várias gerações de estudantes.
[...]
No Largo do Moinho de Vento sobrevive o café Progresso. Nos tempos da Politécnica era este estabelecimento conhecido como o café dos Professores, enquanto o Piolho era o dos estudantes. Escapou à moda das renovações que os outros sofreram nos anos 30 e mantém as características dos velhos botequins.

MARINA TAVARES DIAS
e
MÁRIO MORAIS MARQUES
em
PORTO DESAPARECIDO
(2002)


Fotografia: Marina Tavares Dias

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Quanto a verde... «E Tudo o Vento Levou»

PORTO DESAPARECIDO© Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques




OS POSTAIS do PORTO 
NO ADVENTO DA CARTOFILIA A CORES

Continuamos a divulgar os postais digitalizados e enviados pelos Amigos do Porto Desaparecido© Original.
Obrigado e bem-hajam!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

'Camilianando'... caminhando

PORTO DESAPARECIDO© Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. 




A gravura que Alberto Pimentel inseriu em “O Romance do Romancista”, e que aqui deixámos em «post» alusivo, é a única imagem conhecida do Café Guichard. Embora posterior ao seu encerramento, coincide com as descrições escritas que os  frequentadores nos deixaram.

Desses frequentadores, o mais famoso, foi sem dúvida Camilo Castelo Branco que assiduamente ali parava na sua juventude, reunindo tertúlia que raramente passava despercebida. Dessa vivência deixou-nos o escritor o testemunho, espalhado por várias páginas dos seus livros.



terça-feira, 1 de abril de 2014

UMA DESCOBERTA DAS INVESTIGAÇÕES DO PORTO DESAPARECIDO

DURANTE AS INVESTIGAÇÕES
PARA O CAPÍTULO 
SOBRE OS CAFÉS DO PORTO,

MARINA TAVARES DIAS
E MÁRIO MORAIS MARQUES

RECUPERARAM A QUE DEVERÁ SER
A MAIS ANTIGA REFERÊNCIA A CAFÉ
NA CIDADE DO PORTO.

O TEXTO É UMA DELÍCIA,
E MERECE LEITURA.




"Assim escrevia, em 1786, o abade de Jazente, Paulino António Cabral de Vasconcelos, que como poeta satírico e galanteador de damas passou à história. O Abade gozava a vida, frequentava as festas dos salões portuenses e escrevia sonetos. O café, bebida exótica e cara era, com toda a certeza, servido nesses lugares, envolto em rituais de luxo e divertimento. Embora no ano de 1786 o Café Martinho da Arcada fosse novidade em Lisboa, não existem notícias de qualquer estabelecimento de venda exclusiva desta bebida na cidade do Porto, em finais do século XVIII. Se algum desses lugares existiu e o abade - poeta o frequentava, provavelmente nunca o saberemos. "

sábado, 29 de março de 2014

AS TERTÚLIAS DO GUICHARD NA PRAÇA NOVA

PORTO DESAPARECIDO©
Marina Tavares Dias

Mário Morais Marques.

Poucos anos depois, um outro café abriria na Praça de D. Pedro, no edifício que fora dos frades dos Congregados, duas portas adiante da esquina que torneja para o templo. Feio lhe chamaram, de mau gosto o apelidaram e, no entanto, esse café, o "Guichard", foi, e talvez continue a ser, o mais famoso da cidade do Porto.

 A respeito profetizou Júlio Diniz: "[...] há de merecer uma menção honrosa na história da literatura portuense"*. Na realidade, por aí passaram quase todos os nomes da geração de escritores românticos. Camilo é o mais conhecido, e os seus primeiros anos de permanência na cidade do Porto confundem-se com peripécias e aventuras centradas no famoso botequim. 

Em "Serões de S. Miguel de Seide", numa das inúmeras referências que deixou a propósito do Guichard e de um dos seus frequentadores, Camilo escreve: "Em 1849 era João Roberto de Araujo Taveira um dos mais galhofeiros e satiricos rapases da phalange do café Guichard - que eu chamava uma colmeia onde se emmelavam doces favos de espirito, se aquelle botequim não fosse antes um vespereiro que desferia, ás revoadas, ferretoando os bócios dos gordos philistinos da "Assembleia" e as macias espaduas lácteas das suas consortes no coração e nos ádypos"*. 

Esclareça-se que a "Assembleia" era a Assembleia Portuense, antepassada do Clube Portuense, sendo os seus frequentadores o alvo preferencial dos ataques violentos e mordazes dos rapazes do Guichard.

(CONTINUA NO LIVRO)


sexta-feira, 28 de março de 2014

IMPERIAL

PORTO DESAPARECIDO© 
de

Marina Tavares Dias
Mário Morais Marques



capítulo
OS CAFÉS

«O ultimo café a abrir na década de 30, nesta zona da cidade, será o Imperial, a 27 de Maio de 1936. A imprensa da época noticia o facto com grande relevo, transcrevendo discursos de ocasião. Os arquitectos Ernesto Korrodi (1889-1944) e seu filho Ernesto Camilo (1905-1985) são autores do projecto, "nem peixe, nem carne, mas que pode e deve enfileirar ao lado dos melhores cafés do país e do estrangeiro"* - assim o classifica o velho Korrodi.

O interior é dominado por um grande vitral alusivo ao cultivo, transporte, transformação e consumo do café. À entrada, do lado direito, um local para venda de jornais; do esquerdo a venda de café a peso. Ao fundo, à direita, o bar, com tecto de vidro e cristal. Virá a ser conhecido popularmente como "sacristia", e utilizado como local de tertúlia.

Aqui se reuniram Óscar Lopes e seu pai Armando Leça, João Gaspar Simões e outros. Uma porta giratória em cobre e cristal permitia o acesso ao interior. Quando, na Praça, em tarde de contestação anti-ditadura, os manifestantes se protegiam da polícia dentro do Café Imperial, eram estas portas que barravam o passo aos cavalos.» [...] (continua no livro)


Pormenor de fotografia 
de MARINA TAVARES DIAS, 1984

quinta-feira, 27 de março de 2014

COSTUMES do PORTO ANTIGO na cartofilia

A cartofilia de há um século sobrevivia em grande parte graças ao sucesso do bilhete postal topográfico, apesar do inegável impacto de outros bilhetes temáticos, hoje em dia (2014) um pouco injustamente agrupados sob o epíteto generalista de «românticos».

O certo é que foram estes, os «postais topográficos», que nos deixaram a memória dos costumes de cada cidade, assim como da arquitectura perdida e do património delapidado. No caso do Porto, os grandes editores, como Alberto Ferreira, Arnaldo Soares ou o geralmente designado «Estrela Vermelha» contribuíram com centenas de «clichés» até então desconhecidos - e que hoje nos permitem retomar quotidianos quase inimagináveis em certos locais.



Os tempos em que Ramalde era campo aberto 
(edição Estrela Vermelha)


O Bolhão inicial, ao ar livre
(edição Alberto Ferreira)

O pimitivo Teatro de S. João, antes do incêndio
(edição Arnaldo Soares)

quarta-feira, 26 de março de 2014

O Casamento «camiliano» de Fanny Owen


Nos jornais da época, o casamento de Francisca Owen parece já, efectivamente, uma cena do Porto camiliano:

«Recebimento – Hontem recebeu-se na Igreja de Santo Ildefonso por procuração, o illm.º Sr. José Augusto Pereira de Magalhães com a exm.ª sr.ª D. Francisca Owen; representando o Sr. Magalhães o illm.º snr. Doutor Joaquim Marcellino Mattos, e por a exm.ª Snr. F. Francisca Owen o illm.º Sr. José Corrêa de Mello Silveira, sendo testemunhas o exm.º Francisco Brandão de Mello e António de Mello – Os noivos estão no Douro, aonde se demorarão algum tempo.»
O Chronista
6 de Setembro de 1853

segunda-feira, 24 de março de 2014

Os Abadessados dos conventos portuenses

[...] Ao retirar-se de um dos festejos, Guilherme Braga ouviu alguém que dentro das grades lhe dizia: "Espere um bocadinho!” O poeta não perdeu a oportunidade e prontamente retorquiu: "Nesse espere um bocadinho/Se ilusão minha não fosse.../Parece que vem mais vinho/Parece que vem mais doce."*
[...]
Depois de alguns abusos, referidos por Camilo e que Magalhães Basto cita, os últimos abadessados foram já feitos à porta fechada, no parlatório do convento, com acesso reservado a portadores de convite, ao género de sarau literário-musical então vulgar em muitas casas portuenses.

PORTO DESAPARECIDO
MARINA TAVARES DIAS
E
MÁRIO MORAIS MARQUES

FOTOGRAFIA DE MARINA TAVARES DIAS

sábado, 22 de março de 2014

OS POSTAIS do PORTO NO ADVENTO DA CARTOFILIA A CORES

PORTO DESAPARECIDO© 

Marina Tavares Dias 
e Mário Morais Marques. 


Continuamos a divulgar os postais digitalizados e enviados pelos Amigos do Porto Desaparecido
© Original. 
Obrigado e bem hajam!


Eixo Aliados-Cordoaria.  Quanto a verde... «E Tudo o Vento Levou».






quarta-feira, 19 de março de 2014

O GUICHARD


O oitocentista Café Guichard, na Praça Nova, no tempo
em que Camillo Castello Branco ali se reunia 
em tertúlia. Capítulo 
OS CAFÉS DO PORTO. PORTO DESAPARECIDO 
de MARINA TAVARES DIAS e MÁRIO MORAIS MARQUES.


Um visitante experimentado e fino chega a qualquer parte, entra no café, observa-o, examina-o e tem conhecido o país em que está, o seu governo, as suas leis, os seus costumes, a sua religião. 
Almeida Garrett.

terça-feira, 18 de março de 2014

A MAJORA da Rua das Taipas



Puzzles, livros, 
jogos e cubos de madeira 
da década de 1950


A Majora, fábrica dos brinquedos e dos jogos que deliciaram gerações de portugueses, foi fundada em 1939 pelos irmãos Oliveira: Mário e Joaquim. [...] O primeiro, clássico entre os clássicos, começou a ser vendido em 39 e ainda se encontra por aí. Chama-se "Pontapé ao Goal". Assim mesmo, "goal", como se escrevia no tempo em que "football" ainda não passara a português corrente. 

O "pedigree" deste jogo está patente a todos nós: sendo "goal" e não "golo", tem de ser um clássico! Procure-o nas lojas, e ficará na posse de um dos jogos de sociedade que primeiro se venderam em Portugal.

    O sucesso dos novos jogos ("Quebra-Cabeças", "Tarzan e a Caça às Feras", "Loto/Quino", "Tangram", entre muitos), até então completamente desconhecidos entre nós, multiplicou-se ao longo dos pacatos anos 40. Em breve a Majora mudou de casa, para uma fábrica na portuense Rua das Taipas. E continuou a cescer [...]

PORTO DESAPARECIDO 
de
MÁRIO MORAIS MARQUES
e
MARINA TAVARES DIAS

segunda-feira, 17 de março de 2014

Guarany: o índio déco da Avenida

Excerto de

PORTO DESAPARECIDO
de
MARINA TAVARES DIAS
e
MÁRIO MORAIS MARQUES





[...] Sobre o Café Monumental e sobre o Guarany, descrevendo o ambiente e respectivas orquestras, escreveu o engenheiro João António Ferreira Lamas, recordando o convívio que mantivera com o então seu colega na Faculdade de Engenharia do Porto e futuro poeta Jorge de Sena:

"Havia, no entanto, um ou outro café em que tocavam orquestras ligeiras, na Avenida dos Aliados, como o Monumental, com a orquestra do Almeida Cruz e outras, e o Guarany. Que existe ainda, embora muito transformado.

Ao fim da tarde, íamos até lá ouvir as belíssimas músicas de Benny Godmann, Harry James, Francisco Canaro, Felix Mendelsohn, Glen Miller, etc, músicas que ainda hoje nos deliciam (e não só por saudosismo, porque também são apreciadas pelos mais novos), como "La Comparsita" ou "In the Mood". O ambiente era pesadíssimo, de cortar à faca; o espaço reduzidíssimo, ficávamos quase ao colo uns dos outros, mas era das poucas coisas agradáveis de que podíamos desfrutar pelo preço de uma bica.
" [...]
(CONTINUA NO LIVRO)

domingo, 16 de março de 2014

A destruição da Cidade do Cinema da INVICTA FILM. Take 2





PORTO DESAPARECIDO 
O original,
o de
MARINA TAVARES DIAS
MÁRIO MORAIS MARQUES

"A Invicta Film Lda., usando o epíteto habitualmente conferido à capital do Norte, foi uma empresa pioneira do cinema português fundada a 22 de Novembro de 1917. O capital inicial de 150.000 escudos, soma milionária para o seu tempo, demonstra bem a disponibilidade e a crença dos sócios que se envolveram nesta maravilhosa aventura duma nova forma de arte, por muitos ainda vista, na época, como espectáculo de circo.

No ano seguinte, é contratado o realizador Georges Pallu, que rapidamente se especializa em adaptações dos clássicos da literatura portuguesa, como Júlio Diniz («Os Fidalgos da Casa Mourisca», 1920) ou Camilo Castelo Branco («Amor de Perdição», 1921), sempre com enorme sucesso nos écrans portuenses e também nos lisboetas. Rino Lupo, outro dos realizadores míticos da Invicta, assinaria o igualmente bem-sucedido «Zé do Telhado» (1929).

O que aconteceu aos estúdios magníficos e pioneiros da INVICTA, instalados na Quinta da Prelada (onde ainda há poucos anos eram visíveis vestígios do estúdio 1), pode servir de metáfora para a indiferença com que tem sido destruído o património histórico e artístico do Porto."

terça-feira, 11 de março de 2014

Temporalidades...

«Hoje, sentada no Caffè di Roma (instalado no gaveto amputado à velha Brasileira), pacifico a revolta com uma frase que ele muitas vezes empregava: 'Deus escreve direito por linhas tortas'.

Assim que formulo este pensamento, o olhar vai pousar-me, ao acaso, num medalhão preservado da antiga decoração das paredes.

Agora mais brilhante, dourado com tinta nova, o monograma de Adriano Telles permanece no alto, sobre a cabeça dos circunstantes que continuam a escrevinhar inutilidades temporais. Tal como há 80 anos, julgam-se resguardados do frio porque escolheram a mesa do canto…»

Texto e fotografia de Marina Tavares Dias (2002)


domingo, 9 de março de 2014

CAMILO E A FOZ



A oitocentista Foz do Doura numa gravura
de As Praias de Portugal, de Ranmalho Ortigão


Em 1826, morava na travessa do Caramujo, em S. João da Foz, uma família de Amarante, que viera a banhos, e constava dos seguintes membros:

Pantaleão de Cernache Telo Aboim de Lencastre Maldonado e Sousa Pinto de Penha e Almeida; sua mulher, D. Amália Vitória Rui da Nóbrega Andrade e Vasconcelos Tinoco dos Amarais; sua filha, Hermenegilda Clara, com todos os apelidos paternos, e cinco de sua mãe; duas criadas graves; uma cozinheira, casada com o lacaio; um escudeiro preto; um galego adjunto à cavalariça; dois cães de lobo; e finalmente, uma cadelinha atravessada de cão de água e galga.

Eu, João Júnior, que estas coisas ponho em escri­tura para memória eterna, morava na rua de Cima de Vila, e da minha janela vi muitas vezes na sua o sr. Pantaleão, homem de cor de lagosta cozida, com cabeleira azulada pela acção do tempo, olhos refegados com debrum escarlate, papeira ampla como a dos cretins dos Alpes, e nariz poliedro como uma castanha do Maranhão.

CAMILLO CASTELLO BRANCO
in
SCENAS DA FOZ

sábado, 8 de março de 2014

OS CHOCOLATES QUE PERDERAM A SUA CONFEITARIA

A Confeitaria Arcádia em 1984. Ao fundo, o fabuloso painel de vidro com figuras «déco». Em cima das mesas, o tradicional tabuleiro de madeira que se ajustava ao tampo de mármore.
A Arcádia não morreu. Parece que até faz bom negócio. Abriu  novas lojas, até em Lisboa. Está agora melhor agora que há muitos anos. 
Mas a sua confeitaria histórica, na Praça da Liberdade, talvez não desse o mesmo lucro. A firma preferiu fechá-la, privando a cidade de um estabelecimento que era património de todos os portuenses. Esqueceram-se? - Nós não. E gostávamos de saber onde está o painel de vidro, já agora...




PORTO DESAPARECIDO© Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. 

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quinta-feira, 6 de março de 2014

PORTO DESAPARECIDO© Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques.



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Praça Almeida Garrettt
Fotografia enviada especialmente pelos
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segunda-feira, 3 de março de 2014

PORTO DESAPARECIDO© Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques

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PORTO DESAPARECIDO
© Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques. 
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Rua de Santo António / 31 de Jneiro na década de 1920

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

CAMILO E A TORRE DA MARCA





Torre da Marca, referida por Camilo Castelo Branco num dos seus primeiros poemas, 
a propósito de um duelo ali travado em 1845. 
Toda a zona circundante adoptou como topónimo esta designação.




Uma luva se vio cahir em terra,

Prestes braço se vio alevantal-a:

Convieram no lugar — Torre da Marca —

Quaes armas devem ser? — sejam bengalas,

E quatro horas da tarde as horas sejam —

Segunda feira o dia — Quem falta é frágil —

Tremi ao ver finar vidas tão caras!

Julguei ver a meus pés em postas feitos

Dous corpos tão gentis! caras tão bellas!



Camilo Castello Branco,
Pundonores Desagravados, 1845.


Ilustrações:
gravura oitocentista do Archivo Pittoresco
e postal ilustrado c. 1920.


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