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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

AS MAIS ANTIGAS IMAGENS SOBREVIVENTES DA PONTE PÊNSIL

[.../...] Em simultâneo com Daguerre, desenvolvia em Inglaterra Henry Fox Talbot outro método de fixação [fotográfica] designado calotipo [...]. Expondo, entre dois vidros, um papel recoberto com sais de prata ainda húmido, obtinha imagens em negativo que podiam ser reproduzidas passandos-as, por contacto, a positivo.
Usando esse método, fotografou a Ponte Pênsil um inglês radicado no Porto, de nome Frederick William Flower. Graças aos cuidados dos seus descendentes, essas imagens foram preservadas e conservadas em Portugal.


EM:
PORTO DESAPARECIDO© 

Marina Tavares Dias e Mário Morais Marques.





segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A ABERTURA DA AVENIDA DOS ALIADOS

EM 
PORTO DESAPARECIDO
de
MARINA TAVARES DIAS
e
MÁRIO MORAIS MARQUES

« Há já alguns anos que pensava a Câmara abrir uma avenida, ligando a Praça de D. Pedro à Trindade. A Avenida da Liberdade em Lisboa era o modelo. Com o entusiasmo que caracteriza os homens do novo Regime, a Câmara Municipal do Porto, sob a presidência de Elísio de Melo, dará início a grandes alterações no centro da cidade. 

A desejada Avenida vai ser aberta segundo projecto do inglês Barry Parker, sacrificando-se para isso os dois edifícios onde funcionavam os serviços camarários. Demolição que começa no dia 1 de Fevereiro de 1916. Pouco depois, iniciar-se-á a construção do novo edifício dos Paços do Concelho, com que se pretende ocultar a fachada da Igreja da Trindade, que o projectista não considera digna de rematar a nova Avenida. 

O Arquitecto Marques da Silva desenha os edifícios da Companhia A Nacional e do Banco Inglês que, simetricamente a Poente e Nascente, marcam de forma ténue a separação dos dois espaços urbanos. O seu estilo influenciará todas as futuras construções na nova Avenida e na Praça. Aqui, à volta da estátua de D. Pedro, todas as casas serão demolidas ou alteradas, sobrevivendo apenas, como testemunho do século XIX, o "Passeio das Cardosas".» (continua no livro)


sábado, 18 de janeiro de 2014

A BRASILEIRA DE NOVO EM RISCO? DÁ PARA ACREDITAR?

Azulejos do antigo Restaurante 
da Brasileira do Porto.

Existente como anexo do Café, fundado em 1903, este restaurante «vintage»  anos 50 - com entrada pelo Bonjardim -  existiu entre 1959 e 2001. No primeiro e segundo andares, ficava a Pensão S. João.

      FOTOGRAFIA 
©ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS
 2002.


Demolido em 2001, reconvertido em parte do Caffè di Roma e nas cozinhas da «nova» Brasileira, inaugurada pouco depois e também já encerrada.

Que destino, agora, para este prédio, que encerra uma das histórias mais importantes do comércio portuense? A quem passa pela cabeça transformar o piso térreo d' A Brasileira em átrio de hotel?

Lutemos sempre e ainda pela manutenção da BRASILEIRA DO PORTO, inaugurada em 1903 por Adriano Telles. Um dos ex-libris da cidade do Porto. Não aceitemos a surdez, cegueira e assobiar para o lado com que a CMP sempre tratou o património da cidade! Alguma coisa mudou nas últimas eleições. Ou não?

Gosta do PORTO DESAPARECIDO©? 
Do único, do original, do registado PORTO DESAPARECIDO? 
Do que começa muito antes do Facebook em Portugal, em 2002 e como livro de sucesso? 
Do de MARINA TAVARES DIAS e de MÁRIO MORAIS MARQUES?
Então, convide os seus amigos para o nosso blog. Ajude a travar as várias cópias não autorizadas, trazendo mais «gostos» também para a página oficial do Facebook.

Obrigado a todos os que, são longo dos anos, nos apoiaram e apoiam.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O PORTO COMO METAFÍSICA...

Uma magnífica frase de MARINA TAVARES DIAS,
do capítulo 
O TEATRO BAQUET
do livro 
PORTO DESAPARECIDO
escolhida pelo maior site 
de citações do mundo: Meetville.






sábado, 28 de dezembro de 2013

Recolhidas, educandas, protegidas,meninas de coro, criadas...

[...] É do período que decorre entre os anos de 1834 e 1894 que melhores testemunhos escritos nos chegaram e melhores imagens se recolheram do convento. O número de freiras professas vai diminuindo mas, com recolhidas, educandas, protegidas, meninas de coro e criadas seculares, continua o convento cheio (.../...).

em
PORTO DESAPARECIDO
de
MARINA TAVARES DIAS

MÁRIO MORAIS MARQUES,
2002

            (pequeno excerto do capítulo «O Convento de Avé-Maria»)

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

POSTAIS A CORES, TAKE 3


Ultimamente, temos recebido inúmeras ofertas de postais ilustrados dos primórdios da moda dos bilhetes topográficos a cores (alguns impressos ainda antes da vulgarização das tipografias de rotativa). Alguns da década de 1950, outros dos anos 60 e 70. Agradecemos a todos os leitores que, tão gentilmente, nos sugerem novos capítulos baseados em iconografia recente. Afinal, a cidade (arredores e cidades limítrofes incluídos) tem mudado tanto nas últimas décadas...

Aqui estão alguns exemplos das ofertas, com um agradecimento a todos, por ser impossível agradecer individualmente.

Desta vez, temos Gaia, Matosinhos e Leixões.






sábado, 14 de dezembro de 2013

PORTO DESAPARECIDO
O original.
O de MARINA TAVARES DIAS
e MÁRIO MORAIS MARQUES.



POSTAIS A CORES, TAKE 2

Ultimamente, temos recebido inúmeras ofertas de postais ilustrados dos primórdios da moda dos bilhetes topográficos a cores (alguns impressos ainda antes da vulgarização das tipografias de rotativa). Alguns da década de 1950, outros dos anos 60 e 70. Agradecemos a todos os leitores que, tão gentilmente, nos sugerem novos capítulos baseados em iconografia recente. Afinal, a cidade tem mudado tanto nas últimas décadas...
Aqui estão alguns exemplos das ofertas, com um agradecimento a todos, por ser impossível agradecer individualmente.





quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

UMA PONTE PARA A LINHA FÉRREA

[... / ...]O primeiro estudo previa a passagem do rio no Areinho e a estação no fundo do Freixo indo ligar à linha do Minho e Douro em Rio Tinto. O segundo estudo coincidia com o primeiro numa extensão aproximadamente de dois quilómetros. Depois virava à direita e fazia a travessia no lugar da Pedra Salgada, flectia à esquerda para parar no Campo do Cirne, actualmente designado de Campo 24 de Agosto, juntando-se aí com as linhas do Minho e Douro. De acordo com estes planos chegaram os trabalhos a iniciar-se com a construção de um extenso túnel entre a actual Avenida da República e Oliveira do Douro. Abandonado posteriormente, seria essa construção adquirida pela empresa Real Vinícola que a utiliza actualmente como armazém. O terceiro traçado seguiria das Devesas em direcção à Serra do Pilar atravessando-a em túnel. Depois, faria a travessia do rio entre escarpas e passando de novo em túnel, sob o edifício do actual Colégio dos Órfãos, alcançaria o Cimo de Campanhã onde encontraria as linhas do Minho e Douro. 

Aceite a terceira solução foi aberto concurso, em 1875, para o projecto da nova Ponte e a obra foi adjudicada à solução mais económica, apresentada por MM Eiffel & C.ª de Paris. O célebre engenheiro francês era ainda um quase desconhecido. Associara-se poucos anos antes ao engenheiro belga T. Seyrig, tinha pouca obra executada e a Ponte do Douro lançou-o no caminho da fama. 

[continua no livro 
PORTO DESAPARECIDO 
de MARINA TAVARES DIAS 
e MÁRIO MORAIS MARQUES]


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Espinho no tempo das barraquinhas listadas de azul

[...] «Espinho dividia-se em dois bairros: um muito pobre e outro muito rico. O primeiro configurava a praia antiga, para poente, alinhando cabanas de pescadores. O segundo encostava-se à estação do caminho-de-ferro e era frequentado pelos veraneantes endinheirados. Sucessivos avanços do mar destruiriam a maior parte daquilo que constituiu o bairro típico. Mão humana faria desaparecer, de modo igualmente implacável, o que foi poupado pela água.»

MARINA TAVARES DIAS
em revista VISÃO 
(secção PHOTOGRAPHIAS DE VERÃO;
Agosto 2011)