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domingo, 23 de fevereiro de 2014

A estátua equestre de D. Pedro IV. Ou seja, a mais famosa estátua do Porto

«[...] Quando foram retiradas as grades que protegiam o grupo escultórico, temendo que pudessem os relevos em mármore ser danificados, deliberou o Município substitui-los por réplicas em bronze. Os relevos em bronze resistem, mas tantos têm sido os recentes ataques ao monumento que até a própria espada de D. Pedro já foi roubada. [...]»

«[...] Com a presença dos reis D. Luís e D. Fernando, no meio de salvas, repique de sinos e girândola de foguetes, realizaram-se os festejos da inauguração a 19 de Outubro de 1866. Fazendo a guarda de honra e envergando os seus velhos uniformes, lá estavam os veteranos das lutas liberais. [...]»

in PORTO DESAPARECIDO
de
MARINA TAVARES DIAS
e MÁRIO MORAIS MARQUES
(2002)


domingo, 26 de janeiro de 2014

D. PEDRO IV na nossa bela estátua equestre


Ao atribuir, em 1833, o nome de D. Pedro à antiga Praça Nova das Hortas, quis a Câmara orná-la com um monumento em honra do Rei-Soldado. Por isso, solicitou autorização ao Governo para fundir as peças de artilharia deixadas pelo inimigo, assim obtendo o metal necessário. Abriu-se concurso para elaboração do modelo e subscrição pública para obtenção das verbas. O governo autorizou a pretensão. Concorreram vários artistas mas, por falta de dinheiro, a Câmara desistiu do intento. Em 1837, nova tentativa, igualmente falhada. Em 1862, a terceira tentativa, dando razão ao ditado popular, foi coroada de êxito. O dinheiro da subscrição pública continuava a ser escasso, mas a Câmara Municipal, contraindo um empréstimo, decidiu levar em frente o empreendimento. Aberto novo concurso público, foi escolhido o modelo apresentado por Anatole Calmels, artista que em Lisboa, nesse momento, trabalhava no grupo escultórico do Arco da Rua Augusta.

O monumento consiste numa estátua equestre, fundida em bronze, de D. Pedro de Bragança segurando na mão direita a Carta Constitucional e na esquerda as rédeas do cavalo. Apoia-se numa base de pedra lioz, desenhada igualmente por Calmels, decorada com as armas da cidade do Porto, com as da Casa de Bragança e com dois relevos, originalmente em mármore de Carrara. (CONTINUA NO LIVRO)

PORTO DESAPARECIDO
de
MARINA TAVARES DIAS
e MÁRIO MARQUES, 2002.