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quarta-feira, 2 de abril de 2014
'Camilianando'... caminhando
A gravura que Alberto Pimentel inseriu em “O Romance do Romancista”, e que aqui deixámos em «post» alusivo, é a única imagem conhecida do Café Guichard. Embora posterior ao seu encerramento, coincide com as descrições escritas que os frequentadores nos deixaram.
quarta-feira, 26 de março de 2014
O Casamento «camiliano» de Fanny Owen
Nos jornais da época, o casamento de Francisca Owen parece já, efectivamente, uma cena do Porto camiliano:
«Recebimento – Hontem recebeu-se na Igreja de Santo Ildefonso por procuração, o illm.º Sr. José Augusto Pereira de Magalhães com a exm.ª sr.ª D. Francisca Owen; representando o Sr. Magalhães o illm.º snr. Doutor Joaquim Marcellino Mattos, e por a exm.ª Snr. F. Francisca Owen o illm.º Sr. José Corrêa de Mello Silveira, sendo testemunhas o exm.º Francisco Brandão de Mello e António de Mello – Os noivos estão no Douro, aonde se demorarão algum tempo.»
O Chronista
6 de Setembro de 1853
terça-feira, 25 de março de 2014
A casa de FANNY OWEN
Imagem rara de Teresa Menezes como Fanny Owen,
no seu jardim de Vilar do Paraíso (Gaia).
«Francisca», filme de Manoel de Oliveira
baseado no livro «Fanny Owen»
de Agustina Bessa-Luís, 1981.
[...] Vilar do Paraíso ainda vive à sombra de cenários camilianos. O pequeno jardim da terra acolhe uma capela dedicada a S. Martinho. Enquanto ela vai ou não vai abaixo (também há projectos para a demolir), vão-se cumprindo mais ciclos dessa vida ancestral.[...]
À beira do caminho, a antiga casa de Fanny Owen perdeu os rótulos verdes descritos por Camilo. Recebeu, algures no tempo, um revestimento de azulejos, provavelmente encomendados a uma das outrora célebres fábricas de cerâmica de Gaia.
De resto, é a "pinturesca morada" de "No Bom Jesus do Monte" e das "Duas Horas de Leitura": um muro baixo com lanças de ferro, o portão ladeado por taças de pedra, o pátio lateral sob janelas de guilhotina, uma escada exterior para o primeiro andar. Por trás, a pequena quinta com tanque e nora. Ao fundo, o mirante por onde, "medindo do céu abaixo a profundidade do abismo", Fanny se precipitou nos braços do seu raptor, José Augusto Pinto de Magalhães. [...]
MARINA TAVARES DIAS
fragmento de reportagem sobre
moradas ligadas a Camilo Castelo Branco
domingo, 9 de março de 2014
CAMILO E A FOZ
A oitocentista Foz do Doura numa gravura
de As Praias de Portugal, de Ranmalho Ortigão
Pantaleão de Cernache Telo Aboim de Lencastre Maldonado e Sousa Pinto de Penha e Almeida; sua mulher, D. Amália Vitória Rui da Nóbrega Andrade e Vasconcelos Tinoco dos Amarais; sua filha, Hermenegilda Clara, com todos os apelidos paternos, e cinco de sua mãe; duas criadas graves; uma cozinheira, casada com o lacaio; um escudeiro preto; um galego adjunto à cavalariça; dois cães de lobo; e finalmente, uma cadelinha atravessada de cão de água e galga.
Eu, João Júnior, que estas coisas ponho em escritura para memória eterna, morava na rua de Cima de Vila, e da minha janela vi muitas vezes na sua o sr. Pantaleão, homem de cor de lagosta cozida, com cabeleira azulada pela acção do tempo, olhos refegados com debrum escarlate, papeira ampla como a dos cretins dos Alpes, e nariz poliedro como uma castanha do Maranhão.
CAMILLO CASTELLO BRANCO
in
SCENAS DA FOZ
in
SCENAS DA FOZ
quarta-feira, 5 de março de 2014
Teresa d'Albuquerque em MONCHIQUE
Amor de Perdição
Camillo Castello Branco
- Onde é Monchique? – perguntou Simão a Marianna.
- É acolá, senhor Simão – respondeu, indicando-lhe o mosteiro que
se debruça sobre a margem do Douro, em Miragaya.
Cruzou os braços Simão, e viu através do gradeamento do mirante um
vulto
Era Thereza.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
CAMILO E A TORRE DA MARCA
a propósito de um duelo ali travado em 1845.
Toda a zona circundante adoptou como topónimo esta designação.
Uma luva se vio cahir em terra,
Prestes braço se vio alevantal-a:
Convieram no lugar — Torre da Marca —
Quaes armas devem ser? — sejam bengalas,
E quatro horas da tarde as horas sejam —
Segunda feira o dia — Quem falta é frágil —
Tremi ao ver finar vidas tão caras!
Julguei ver a meus pés em postas feitos
Dous corpos tão gentis! caras tão bellas!
Uma luva se vio cahir em terra,
Prestes braço se vio alevantal-a:
Convieram no lugar — Torre da Marca —
Quaes armas devem ser? — sejam bengalas,
E quatro horas da tarde as horas sejam —
Segunda feira o dia — Quem falta é frágil —
Tremi ao ver finar vidas tão caras!
Julguei ver a meus pés em postas feitos
Dous corpos tão gentis! caras tão bellas!
Camilo Castello Branco,
Pundonores Desagravados, 1845.
Ilustrações:
gravura oitocentista do Archivo Pittoresco
e postal ilustrado c. 1920.
Ajude o PORTO DESAPARECIDO originaL,
CLICANDO NOS PATROCINADORES E ANUNCIANTES.
Obrigado. Bem haja!
Ajude o PORTO DESAPARECIDO originaL,
CLICANDO NOS PATROCINADORES E ANUNCIANTES.
Obrigado. Bem haja!
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
A editora de Camilo na Praça Nova
«Ainda no quarteirão sul da Praça Nova, e justamente
no prédio que faz esquina para o Largo
dos Lóios, havia outro estabelecimento comercial,
muito afamado, que não era de modas, mas de livros.
A tabuleta dizia simplesmente: Viúva Moré.
À esquina paravam os mundanos em activo
serviço de galanteria, os conquistadores, que esperavam
ali a passagem das suas predilectas.
Dentro da loja, alem do gerente da casa, o
ilustre José Gomes Monteiro, pousavam habitualmente
alguns escritores e eruditos, como o então
visconde (depois conde) de Azevedo, Camilo Castelo
Branco, o bibliómano Fernandes, da Picaria';
alguns jornalistas, poucos; alguns bons conversadores
como Adolfo Soares Cardoso, Albino Montenegro,
o gravador Molarinho e alguns dos mais
cotados professores da Academia ou da Escola
Médica.»
por Alberto Pimentel
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