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sábado, 13 de setembro de 2014

VALONGO



Valongo: o edifício do antigo teatro/cinema. A Câmara parece mais interessada em parques de estacionamento, mas esta preciosidade tem de ser salva.




O edifício do cinema de Valongo, fotografado hoje:
SOS Património ou uma junta de freguesia cega, surda e muda.

domingo, 10 de agosto de 2014

Da Ponte das Barcas à Luiz I

As pontes que ligaram o Porto a Vila Nova de Gaia estão bem documentadas na cartofilia alusiva ao tema. Seguem-se postais que o atestam, nomeadamente da série «Porto Antigo», editada antes de 1915. Também o célebre editor Alberto Ferreira incluiu a Ponte Pênsil entre os «clichés» escolhidos para publicação. A última imagem foi editada por Paulo Guedes. 








sábado, 9 de agosto de 2014

AS VÁRIAS FACES DO BOLHÃO

Todos os dias recebemos, por mensagem, inúmeros postais do Porto e de Vila Nova de Gaia. Alguns de editores pioneiros como Alberto Ferreira, Arnaldo Soares ou «Estrela Vermelha». Aqui deixamos mais alguns para os nossos leitores. Mercado do Bolhão nas suas diversas fases.






terça-feira, 15 de julho de 2014

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O PALÁCIO DE CRISTAL CAMILIANO

N'este anno da graça de 1871, fui eu a um baile de mascaras ao Palácio de Cristal.
O tedio da minha alma, n'aquelle estridulo vo­zear de gentio esfalfado a fingir que a vinolencia era graça portugueza, só póde comparar-se a uma dôr ingente de callos.
A's dez horas levantei-me para sair, e tornei a sentar-me obrigado por coisa maravilhosa. E' que Álvaro de Aboim passava dando o braço a uma mu­lher de dominó, a qual pisava com feiticeiro do­naire e se bamboava de quadris com requebradas inflexões.

Camilo Castelo Branco




quarta-feira, 25 de junho de 2014

Banheiros da Foz do Douro

[...] Depois, havia os banheiros, louvados por gerações de escritores que, enfermiços, lhes deviam os primeiros benhos de mar, literalmente levados em braços para o meio das ondas quando ainda mal sabiam falar. Aqui neste postal, muitíssimo ampliado a partir da fototipia original, vemos os mesmos banheiros a ajudar o banho das meninas vestidas de castorina. O aspecto dos banheiros de 1900 não diferia muito da indumentária usada pelos bombeiros, tal era o peso dos fatos de oleado preto. [.../...]
(continua)
MARINA TAVARES DIAS



segunda-feira, 23 de junho de 2014

E ainda a banhos...

A banhos na Foz do Douro. Os miúdos da zona baixa do Porto, que Manoel de Oliveira haveria de homenagear em «Aniki-Bobó». Bilhete postal ilustrado (raro), edição Estrela Vermelha, c. 1906.
(Arquivo Marina Tavares Dias)


domingo, 15 de junho de 2014

O Porto dos Fenianos

Desfile de Carnaval de 1905, organizado pelo Clube Os Fenianos. O carro triunfal tem a figura do Porto, tal como estava na platibanda do antigo edifício da Câmara Municipal, demolido para abertura da Avenida dos Aliados. 

PORTO DESAPARECIDO 
de MARINA TAVARES DIAS 
e MÁRIO MORAIS MARQUES

Exemplos da colecção de postais editada 
em 1905 por Alberto Ferreira.
Esta série de bilhetes postais ilustrados 
é bastante mais rara que a sua congénere
editada pelo próprio clube.



terça-feira, 3 de junho de 2014





Peças do ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS. Os bilhetes postais ilustrados. A explicação sobre muitas destas peças, assim como a história dos lugares, estão nos inúmeros livros de 
Marina Tavares Dias.
Edição de Paulo Guedes, fototipia, c. 1906. Vendedeiras de Mexilhão na rua, em Moledo do Minho.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Pasmatório dos Lóios, Passeio das Cardosas




PORTO DESAPARECIDO
ORIGINAL,
de MARINA TAVARES DIAS
e de MÁRIO MORAIS MARQUES

Na década de 1930 houve algumas intervenções de grande qualidade arquitectonica no conjunto arquitectónico do lado da Praça que era conhecido como «Pasmatório dos Lóios» ou «Passeio das Cardosas». Designadamente, a inauguração do Café Astória, projecto inicial do arquitecto Viana de Lima, da Farmacia Vitalia, do arquitecto Manuel Marques, e da Camisaria Central, na esquina com os Lóios, igualmente do arquitecto Manuel Marques. A fotografia mostra um pormenor ampliado de postal ilustrado da década de 1960.

Quando as peças originais nos pertencem, em vez de serem ripadas de livros alheios, outros  blogs ou on-line, torna-se fácil fazer algumas brincadeiras como esta: ampliar o pormenor de um postal para evidenciar o Café Astória (em versão nocturna), ao qual é dedicado um capítulo do PORTO DESAPARECIDO
Já sabe: é fácil angariar mais pessoas para que conheçam o PORTO DESAPARECIDO ORIGINAL, de MARINA TAVARES DIAS e de MÁRIO MORAIS MARQUES.
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sexta-feira, 9 de maio de 2014

MUITOS PEQUENOS PORMENORES
têm de ser acertados,
MESMO JÁ APÓS 
a escolha de uma fotografia 
E DE UM GRAFISMO PARA
cada capa
DE UMA OBRA DE 
MARINA TAVARES DIAS








Imagem até então inédita do Rei D. Carlos
a rir.Negativo de vidro. 
Autor: Joshua Benoliel. 
Arquivo Marina Tavares Dias


Da cronologia no final 
da biografia do Rei D. Carlos, por
MARINA TAVARES DIAS

1891

5 de Janeiro: congresso do Partido Republicano.

31 de Janeiro: revolta no Porto, onde chega a ser proclamada a República.

21 de Maio: D. Carlos empossa novo governo de João Crisóstomo, com participação dos regeneradores.

5 de Setembro: D. Carlos e D. Amélia visitam Castelo Branco e a Covilhã.

18 de Novembro: a família real parte para nova estadia no Porto.

5 de Dezembro: morre D. Pedro II, ex-imperador do Brasil, tio-avô do Rei.

sábado, 3 de maio de 2014

Namoradas de relance

"Aos domingos e dias santos a Praça Nova conservava uma grande animação até às duas horas da tarde. Era nesses dias que as portuenses juvenis ali se deixavam ver, de passagem, acompanhadas por seus pais ou seus irmãos. Nos outros dias saiam muito menos do que hoje, e apenas à noite quando precisavam fazer compras. Mas era um gozo para os namorados, podê-las seguir até ao largo dos Loios ou até à calçada dos Clérigos, e vê-las de relance à luz dos candeeiros da iluminação pública, que pareciam empalidecer com o relâmpago fugaz da beleza delas - as lindas portuenses de faces rosadas, cabelos e olhos negros."
ALBERTO PIMENTEL


sexta-feira, 25 de abril de 2014



PORTO DESAPARECIDO
é um livro de
MARINA TAVARES DIAS
e
MÁRIO MORAIS MARQUES
(copyright 2002)


«[...] A desejada Avenida [dos Aliados] vai ser aberta segundo projecto do inglês Barry Parker, sacrificando-se para isso os dois edifícios onde funcionavam os serviços camarários. Demolição que começa no dia 1 de Fevereiro de 1916. 

Pouco depois, iniciar-se-á a construção do novo edifício dos Paços do Concelho, com que se pretende ocultar a fachada da Igreja da Trindade, que o projectista não considera digna de rematar a nova artéria. O Arquitecto Marques da Silva desenha os edifícios da Companhia A Nacional e do Banco Inglês que, simetricamente, a Poente e Nascente, marcam de forma ténue a separação dos dois espaços urbanos [...]» (continua)



Excerto do capítulo A PRAÇA NOVA

sábado, 29 de março de 2014

AS TERTÚLIAS DO GUICHARD NA PRAÇA NOVA

PORTO DESAPARECIDO©
Marina Tavares Dias

Mário Morais Marques.

Poucos anos depois, um outro café abriria na Praça de D. Pedro, no edifício que fora dos frades dos Congregados, duas portas adiante da esquina que torneja para o templo. Feio lhe chamaram, de mau gosto o apelidaram e, no entanto, esse café, o "Guichard", foi, e talvez continue a ser, o mais famoso da cidade do Porto.

 A respeito profetizou Júlio Diniz: "[...] há de merecer uma menção honrosa na história da literatura portuense"*. Na realidade, por aí passaram quase todos os nomes da geração de escritores românticos. Camilo é o mais conhecido, e os seus primeiros anos de permanência na cidade do Porto confundem-se com peripécias e aventuras centradas no famoso botequim. 

Em "Serões de S. Miguel de Seide", numa das inúmeras referências que deixou a propósito do Guichard e de um dos seus frequentadores, Camilo escreve: "Em 1849 era João Roberto de Araujo Taveira um dos mais galhofeiros e satiricos rapases da phalange do café Guichard - que eu chamava uma colmeia onde se emmelavam doces favos de espirito, se aquelle botequim não fosse antes um vespereiro que desferia, ás revoadas, ferretoando os bócios dos gordos philistinos da "Assembleia" e as macias espaduas lácteas das suas consortes no coração e nos ádypos"*. 

Esclareça-se que a "Assembleia" era a Assembleia Portuense, antepassada do Clube Portuense, sendo os seus frequentadores o alvo preferencial dos ataques violentos e mordazes dos rapazes do Guichard.

(CONTINUA NO LIVRO)


sexta-feira, 28 de março de 2014

IMPERIAL

PORTO DESAPARECIDO© 
de

Marina Tavares Dias
Mário Morais Marques



capítulo
OS CAFÉS

«O ultimo café a abrir na década de 30, nesta zona da cidade, será o Imperial, a 27 de Maio de 1936. A imprensa da época noticia o facto com grande relevo, transcrevendo discursos de ocasião. Os arquitectos Ernesto Korrodi (1889-1944) e seu filho Ernesto Camilo (1905-1985) são autores do projecto, "nem peixe, nem carne, mas que pode e deve enfileirar ao lado dos melhores cafés do país e do estrangeiro"* - assim o classifica o velho Korrodi.

O interior é dominado por um grande vitral alusivo ao cultivo, transporte, transformação e consumo do café. À entrada, do lado direito, um local para venda de jornais; do esquerdo a venda de café a peso. Ao fundo, à direita, o bar, com tecto de vidro e cristal. Virá a ser conhecido popularmente como "sacristia", e utilizado como local de tertúlia.

Aqui se reuniram Óscar Lopes e seu pai Armando Leça, João Gaspar Simões e outros. Uma porta giratória em cobre e cristal permitia o acesso ao interior. Quando, na Praça, em tarde de contestação anti-ditadura, os manifestantes se protegiam da polícia dentro do Café Imperial, eram estas portas que barravam o passo aos cavalos.» [...] (continua no livro)


Pormenor de fotografia 
de MARINA TAVARES DIAS, 1984

terça-feira, 25 de março de 2014

A casa de FANNY OWEN


Imagem rara de Teresa Menezes como Fanny Owen, 
no seu jardim de Vilar do Paraíso (Gaia). 
«Francisca», filme de Manoel de Oliveira 
baseado no livro «Fanny Owen»
de Agustina Bessa-Luís, 1981.

[...] Vilar do Paraíso ainda vive à sombra de cenários camilianos. O pequeno jardim da terra acolhe uma capela dedicada a S. Martinho. Enquanto ela vai ou não vai abaixo (também há projectos para a demolir), vão-se cumprindo mais ciclos dessa vida ancestral.[...]

À beira do caminho, a antiga casa de Fanny Owen perdeu os rótulos verdes descritos por Camilo. Recebeu, algures no tempo, um revestimento de azulejos, provavelmente encomendados a uma das outrora célebres fábricas de cerâmica de Gaia. 

De resto, é a "pinturesca morada" de "No Bom Jesus do Monte" e das "Duas Horas de Leitura": um muro baixo com lanças de ferro, o portão ladeado por taças de pedra, o pátio lateral sob janelas de guilhotina, uma escada exterior para o primeiro andar. Por trás, a pequena quinta com tanque e nora. Ao fundo, o mirante por onde, "medindo do céu abaixo a profundidade do abismo", Fanny se precipitou nos braços do seu raptor, José Augusto Pinto de Magalhães. [...]

MARINA TAVARES DIAS
fragmento de reportagem sobre 
moradas ligadas a Camilo Castelo Branco

segunda-feira, 24 de março de 2014

Os Abadessados dos conventos portuenses

[...] Ao retirar-se de um dos festejos, Guilherme Braga ouviu alguém que dentro das grades lhe dizia: "Espere um bocadinho!” O poeta não perdeu a oportunidade e prontamente retorquiu: "Nesse espere um bocadinho/Se ilusão minha não fosse.../Parece que vem mais vinho/Parece que vem mais doce."*
[...]
Depois de alguns abusos, referidos por Camilo e que Magalhães Basto cita, os últimos abadessados foram já feitos à porta fechada, no parlatório do convento, com acesso reservado a portadores de convite, ao género de sarau literário-musical então vulgar em muitas casas portuenses.

PORTO DESAPARECIDO
MARINA TAVARES DIAS
E
MÁRIO MORAIS MARQUES

FOTOGRAFIA DE MARINA TAVARES DIAS

sexta-feira, 21 de março de 2014

De GAIA ao PORTO em 1877

O Comboio chegou às Devesas em 1864, mas teve de aguardar vários anos até alcançar a capital do Norte, cessando então o serviço da Mala-Posta.

Os passageiros, depois de desembarcarem na estação das Devesas, em Vila Nova de Gaia, mudavam-se para traquitanas puxadas por cavalos, entrando aos tropeções na cidade do Porto.

Lady Jackson no seu livro de crónica de viagens
A Formosa Lusitânia, que Camilo traduziu e se publicou no Porto em 1877, conta-nos assim o final da viagem de comboio que iniciara em Lisboa:

« [...] Mas ainda tínhamos que andar, e atravessar o Douro, antes de chegar ao Porto, ou Oporto, como os inglezes querem que seja. Uma estreita caixa de madeira de um omnibus, era o único transporte, e nós os trez e mais dous com innumeras malas, caixotes e saccos, com difficuldade cabiamos. Subimos e depois descemos vagarosamente uma íngreme encosta e passamos a ponte-pênsil, alumiada pelos lampejos dos raros lampeões. Começava a tremular no rio o radiar da lua, dando feitios fantasticos às sombras dos objectos, quando íamos em solavancos a entrar na cidade, que se eleva na montanha fronteira a nós. Passava das onze horas quando entramos no Porto.»


MARINA TAVARES DIAS
MÁRIO MORAIS MARQUES
PORTO DESAPARECIDO

A Ribeira na década de 1860,
numa albumina de Carlos Relvas

terça-feira, 18 de março de 2014

A MAJORA da Rua das Taipas



Puzzles, livros, 
jogos e cubos de madeira 
da década de 1950


A Majora, fábrica dos brinquedos e dos jogos que deliciaram gerações de portugueses, foi fundada em 1939 pelos irmãos Oliveira: Mário e Joaquim. [...] O primeiro, clássico entre os clássicos, começou a ser vendido em 39 e ainda se encontra por aí. Chama-se "Pontapé ao Goal". Assim mesmo, "goal", como se escrevia no tempo em que "football" ainda não passara a português corrente. 

O "pedigree" deste jogo está patente a todos nós: sendo "goal" e não "golo", tem de ser um clássico! Procure-o nas lojas, e ficará na posse de um dos jogos de sociedade que primeiro se venderam em Portugal.

    O sucesso dos novos jogos ("Quebra-Cabeças", "Tarzan e a Caça às Feras", "Loto/Quino", "Tangram", entre muitos), até então completamente desconhecidos entre nós, multiplicou-se ao longo dos pacatos anos 40. Em breve a Majora mudou de casa, para uma fábrica na portuense Rua das Taipas. E continuou a cescer [...]

PORTO DESAPARECIDO 
de
MÁRIO MORAIS MARQUES
e
MARINA TAVARES DIAS